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Randômicas

Cérebro de grávida/mãe

Paris

Em frente ao Natural History Museum, em 2010, com pai e mãe

Logo antes de engravidar, li um livro que comprei no Natural History Museum, em Londres, o The Female Brain, escrito pela médica Louann Brizendine. Nele, a autora fala sobre o que acontece com o cérebro da mulher em todos os estágios da vida: como neném, criança, adolescente, mulher adulta, mulher grávida, na menopausa e na velhice. O livro é bom de ler, tem uma linguagem científica bem acessível e me impressionou uma coisa que a autora disse: quando engravidamos, o cérebro diminui, se reorganiza e só volta ao seu tamanho normal lá pelo sexto mês após o nascimento do neném. Sabe que eu sinto isso? Parecia que eu tinha meio que “emburrecido” durante/depois da gravidez, mas agora e que agora as coisas estão começando a voltar ao normal (Alis está com dez meses, parece que sou meio atrasadinha… mas tem a tal da variabilidade normal dentro da raça humana, né?). Até mês passado eu não conseguia me concentrar muito nas coisas, andava um pouco desligava, burrinha até (não que eu seja uma gênia agora, certeza). Meu cérebro está acompanhando melhor o mundo, tendo ideias interessantes de novo (de acordo com o meu julgamento, claro), querendo ler com atenção. Vou procurar saber mais sobre o que acontece com o cérebro na gravidez, tô interessada.

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Ghandi

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Meu pai era um cara simples, de verdade mesmo. Curtia ler, assistir a documentários sobre alienígenas, desastres naturais e fim do mundo. Ele tinha a maior dificuldade em sair pra comprar roupas. Eu até brincava, dizendo que ele se vestia como um mendigo, tamanha era a dificuldade de fazê-lo comprar uma calça nova. Quando eu dizia isso, ele falava: “Sabe quantas calças Ghandi tinha? Duas. Ele usava uma enquanto a outra estava para lavar”. Fofo. Aí achei essa imagem com os dez fundamentos de Ghandi para mudar o mundo. Deu saudades do meu pai e senti amor pelos dois, por ele e pelo Ghandi.

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Soninho da Alis

Essa charge é perfeita, e quem tem neném e não tem ajuda constante sabe que é.

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Feliz Natal

Eu a-m-o natal. Parece bobo, eu sei, uma mulher de 30 anos gostar tanto de natal, mas eu gosto. Eu curto ficar perto da família (sim, sou bem família), a troca dos presentes, o jantar, as pessoas bêbadas, as sóbrias, as crianças, os aborrescentes, os velhinhos. Eu vou sentir falta de um velhinho em especial, meu pai papai noel… ele sempre era confundido com o papai noel. (((:

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Feliz Natal pra todo mundo que passar por aqui, e pra quem não passar por aqui também. Que você que está lendo não engorde muito, não tenha muita ressaca, ganhe vários presentes divertidos e aprecie o momento fraternal!

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Arquivado em Gravidez, Vida de mãe

Pensamentos randômicos

Aqueeele momento

Existe um momento na vida das mães. É um momento mágico e cheio de promessas. O momento da soneca. É só o neném capotar para começar a correria: lavar a louça, lavar a roupa, organizar o armário, arrumar as camas, passar as roupas e as roupinhas, ver TV! Uma vida inteira em 40 minutos.

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A expectativa dos outros

Vira e mexe alguém que eu conheço de leve me pergunta: “Tá, e como é que tá a vida de dona de casa e mãe?”, como se todas as mães simplesmente abandonassem a vida de mulheres trabalhadoras para ficar em casa com os filhos, e COMO SE FOSSE FÁCIL fazer isso. Ficar em casa com um neném é uma trabalheira sem tamanho. Minha mãe ficou na semana que passou com a Alis porque a escolinha dela estava em férias e ontem, quando cheguei em casa depois do trabalho, minha mãe olhou pra mim e disse: “deu, eu tô cansada”. E cansa mesmo. É uma maravilha deliciosa ter neném, cuidar de neném, alimentar neném, mas é um trabalho sem tamanho e deveria ser considerado uma das coisas mais importantes do mundo: o que a gente faz agora pelos nossos filhos a gente colhe no futuro. Aliás, não só a gente colhe, todo mundo colhe. Eu acho que as pessoas que não querem que você tenha sucesso profissional secretamente desejam que você saia do mercado de trabalho. Não, não vou dar essa satisfação a essas pessoas. Ainda não, pelo menos. Mas que é dureza conciliar maternidade e vida profissional, é.

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Gente sem noção

Menina toda vestida de rosa, com brinco e cobertor verde. A única coisa que não grita “menina” na produção é o cobertor. Adolescente espinhoso entra no elevador, olha pra Alis e diz: “É um guri, né?”. Não vai passar no vestibular, só pode.  Ô, faísca lenta!

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Sobre o atirador de Aurora, Colorado

Será que esse não é o maior medo das mães do mundo? A gente tem filho, cria, ama, nutre, mima, briga pra educar, pra tentar oferecer do bom e do melhor e chega um LOUCO e atira nele(a)? Meu coração e meu amor vão para as famílias das vítimas. Que droga isso, que tragédia, que tristeza essa situação.

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