Arquivo da tag: ser mãe

Sobre ter um blog e ser mãe (e como as duas coisas se complementam)

Ter um blog é ter um compromisso, um daqueles que você nem sempre consegue manter, mas que sempre pensa sobre e com quem você quer manter um relacionamento mais intenso. É legal compartilhar coisas, receber feedbacks, e é especialmente legal revisitar posts passados e ver com olhos mais maduros coisas que você postou há um, dois anos. Eu e a Chi começamos este blog porque nos vimos em um dilema: queríamos muito ser mães, mas quando viramos percebemos que uma parte de nós estava um pouco apagada, a parte referente a nossa voz. A mulher que vira mãe e entra em licença-maternidade fica muito presa ao mundo privado da casa e sente que precisa respirar ares sociais, mas isso nem sempre é fácil com um recém-nascido nos braços porque vivemos em prédios, em casas com vizinhos que pouco ou nada se conhecem. O blog, eu vejo, apareceu como uma forma de tornar o privado mais social, menos privado. O que acontece é que nem sempre a inspiração vem para você sentar-se e escrever um post, nem sempre os compromissos permitem que você escreva o que tem inspiração para escrever, nem sempre o cansaço ajuda a resolver o primeiro ou o segundo problema.

BBDO_7_Inspiration-1250x1042
Mas o que eu acho importante é que as mães se conectem (e os pais, por favor), que pensemos em formas de maternar diferentes das nossas, para que as fórmulas do que dá certo e do que não dá certo sejam compartilhadas, para que saiamos do espaço privado e entremos no comunitário. A maternidade é assim há séculos, mas nos últimos dois ela virou uma coisa de cada casa, de cada casal, de espaços fechados. Um blog, pensei hoje, mesmo que não seja lido por uma legião de pessoas, é uma forma de abrir as portas do espaço privado e compartilhar. Com ou sem inspiração, sinta-se à vontade para entrar aqui, conhecer a nossa casa do presente e do passado e, se você se sentir à vontade (e esperamos que isso aconteça), compartilhar a sua história, a sua forma de ser mãe e pai.

Um beijo,

Mel.

1 comentário

Arquivado em Desabafo, Vida de mãe, Vida Real

Mala da Maternidade – Bebê & Mamãe

mala maternidadeHello Casal Grávido!!

Esse post é para os papais, irmãs, mães e qualquer pessoa que em um momento de apuro coloque a mão na massa, ou melhor, na mala (momento de emoção quando achei a minha lista da mala da maternidade limpando a caixa de emails). Bem, dizem que se conselho fosse bom poderia ser vendido né? Massss, acho que algumas dicas de quem já passou (com muita frescura), por essa situação pode ajudar.

Digo muito frescura porque sou da turma do fru fru sabe? Vou explicar, quando fiquei grávida já sonhava com quartos mimosos, lembrancinhas da maternidade de revista, malinha e bolsa rosa bebê, lacinhos e mais lacinhos e muitos sapatinhos. Muitos mesmo, nossa tenho até vergonha, olha só:

DSC03618Eu ficava de olho em todas as novidades (até hj sou assim), e mesmo tendo consciência de que minhas escolhas poderiam não ser praticas eu assumia o risco.  Mas se eu estivesse grávida hoje tenho 100% de certeza de que seria muito mais relax e abandonaria muitos “protocolos” e “modinhas” que foram criadas com a chegada do Baby (#prontofalei). Ok, vamos as dicas úteis e praticas, segue a minha lista e algumas observações:

Malinha do Bebê

– 4 macacões com abotoamento frontal (Hum,, tem muitos bodies de botão fofos, mas aqueles com zíper são muito práticos sabia? principalmente quando o baby acabou de nascer e você deverá trocar uma media de 8 fraldas por dia, não esqueça de fazer as contas da data provável do parto para adequar o enxoval a estação do ano);

Esses da Carter’s são ótimos, com estampas divertidas e práticos!

-04 conjuntos de pagões ou body (para colocar em baixo dos bodies, opte por tecido de algodão porque nesse período a pele do baby é muito sensível);

Oh, que saudade! Tudo muito organizado.. rssss (hj em dia é uma bagunça porque a mocinha de 85cm adora abrir e revirar as gavetas :)

Oh, que saudade! Tudo muito organizado.. rssss (hj em dia é uma bagunça porque a mocinha de 85cm adora abrir e revirar as gavetas :)

-04 calças com pezinho (mijão / culote) (ótimo porque meia e sapatinhos não param no pezinho dos babies);

-04 pares de meia (não acho muito necesário se vc comprar as calças com pezinho);

-01 manta leve / 1 manta quente / 2 cueiros (Sim, você vai precisar muito dessas mantinhas para forrar o bercinho da maternidade e enrolar o bebe como um charutinho, Ah! Já ensinamos isso aqui);

-01 cobertor de algodão (no inverno, minha filha nasceu em outubro e eu usei! Olha que fofura no berço da maternidade:

Oh!

Oh!

-02 casaquinhos / 2 sapatinhos (talvez para sair da maternidade);

-01 pacote de fralda (Usei RN, minha filha nasceu com 3.150kg e 47cm);

-kit banho a critério (eles normalmente fornecem na maternidade, mas eu levei umas miniaturas da J&J que  até hj ficam na bolsa da escolinha);

-04 fraldas de boca (são super úteis para proteger o body e pescoço do baby no momento da amamentação, aff.. acabei de lembrar do cheiro do leite materno que fica impregnado na sua vida durante meses);

-Essa dica pode não ser muito aceita, mas da próxima vez vou levar bico ( meu marido saiu na madruga para comprar no 2 dia, a Valentina chorava de fome provavelmente e nada do leitinho descer);

-Outra dica que pode causar “pavor”, mas para o próximo baby vou levar uma mamadeira e leite especial para possíveis emergências;

-enfeite da maternidade (eu levei um quadrinho que mandei fazer para o quarto da V. e aproveitei para pendurar na porta) Olha que fofo:

By Rita Lemos - Fpolis/SC

By Rita Lemos – Fpolis/SC

-lembrancinhas (a tia do meu marido faz coisas lindas e me deu de presente as lembrancinhas, eu a-d-o-r-e-i! )

Tinha cheirinho de perfume de bebê

Tinha cheirinho de perfume de bebê

-brinco (não levei e decidi furar só depois de 1mês para evitar possíveis infecções, pode parecer exagero, mas com um micro baby todo cuidado é pouco);

-lacinhos para cabelo….Ehhh, levei e a V. nasceu mega cabeluda, olha a prova:

Momento "para todas as outras coisas existe Mastercard"

Momento “para todas as outras coisas existe Mastercard”

-almofada amamentação (não levei, mas pode ser que ajude).

Malinha da Mamãe

-04 camisolas/ pijamas, com abertura frontal para facilitar a mamada. (Sim, levei e na maior parte do tempo usei um roupão);

-01Roupão (muito prático e útil);

-03 Sutiãs de amamentação de algodão (evite rendas e costuras internas, levei somente 2)

-06 calcinhas (nem lembro quantas eu levei, mas como rola um sangramento básico vale a pena levar umas extras sim e não esqueça que mesmo após o parto você terá aquela barriga básica de 6 meses, assim eu recomendo modelos confortáveis que sustentem a barriga e caso vc faça cesárea evite calcinhas apertadas que façam atrito na cicatriz);

-protetor de seio (levei, mas como o leite demorou para descer não usei muito);

-chinelos (sim!!)

-uma roupa solta e confortável para retornar para casa (principalmente confortável e que comporte a barriga pós parto);

-artigos para higiene pessoal (absorvente, Creme dental, shampoo, sabonete, etc)

-Levei um arco bonitinho para usar, corretivo para as olheiras e blush (super recomendo!);

-Maquina Fotográfica (simmmm!)

-Celular/ pc/ carregadores

-Documentos solicitados na maternidade/ carteira do convenio

Recomendo deixar a mala pronta com 32 semanas, a minha ficou em cima da cômoda no quartinho da V. e eu ficava rodeando e mudando algumas escolhas de roupinhas. Ah, deixei as roupas separadas em saquinhos para facilitar a vida das enfermeiras e do marido.

Fotinho do google porque na época não fotografei :(

Fotinho do google porque na época não fotografei :(

Hum… se fosse hoje eu não ficaria me preocupando em comprar uma malinha especial e muito menos rosa bebê, usaria uma mala de mão ou uma bolsa mesmo. Normalmente as malinhas de maternidade não tem rodinha e aí você acaba não aproveitando nas viagens, além disso as cores claras sujam muito!

Olha a minha escolha da Masterbag:

DSC03633

Hoje ( se eu tivesse que comprar) optaria por algo assim :

mala-maternidade-mae

uma vez fru fru x sempre fru fru

Se você acha que faltou algo nessa lista deixe um comentário, assim ajudamos nossas leitoras ok? Bjs!!

2 Comentários

Arquivado em Gravidez

O Doping das Crianças

Gente, vale conferir esse artigo escrito por ELIANE BRUM

O que o aumento do consumo da “droga da obediência”, usada para o tratamento do chamado Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, revela sobre a medicalização da educação?

epoca

Clique na imagem e confira!

Bjs!

 

Deixe um comentário

por | setembro 17, 2013 · 2:00 PM

Confissão (a.k.a. um desabafo enorme)

Image

Foto da era pré-mãe, em viagem com o namorido

O Zygmunt Bauman, sociólogo fantástico de quem sou fãaa, chama as redes sociais de confessionários eletrônicos. Apropriado. Aqui abrimos nossos corações para conhecidos e estranhos na mesma medida e o fazemos, acho eu, na esperança de encontrar alguém que nos entenda e se identifique com o que estamos falando. Pois vou fazer uma confissão…

Na sexta-feira passada fui a um evento sem a Alis. Normal, né? Jantarzinho seguido de baladinha não é, na maior parte das vezes, ambiente para uma neném de um ano e cinco meses (mas quem sou eu pra julgar), então fomos apenas namorido e eu. Uma pessoa muito querida, de quem gosto muito, chegou ao jantar e me cumprimentou dizendo “oi, mamãe”. Na hora me senti estranha, como se ela não tivesse conseguido enxergar que eu sou mais que uma mãe. Sou tradutora, sou doutoranda, sou atleta preguiçosa (eu diria que sou atleta wannabe porque nunca fui de fato), sou viajante (pelo menos no desejo e menos na prática do que gostaria), sou cinéfila em sabático (por ser mãe, falta sim tempo pra ser cinéfila de verdade), sou cozinheira amadora, sou uma ex-viciada em revistas de moda em plena recuperação, sou editora, sou namorada, esposa e melhor amiga do meu marido, e tudo isso já existia antes de a Alis existir. Ela não enxergou isso tudo, mas viu a pessoa que ela conheceu porque fomos apresentadas enquanto eu ainda estava grávida.

Engravidei porque quis muito ser mãe. Eu costumava manter diários (que não eram diários, mas “semanários”) antes de a Alis nascer e li na semana passada o seguinte em um deles: “sonhei que estava grávida. Não vejo a hora de engravidar de fato”. Coisas do tipo escrevi mais de uma vez. Foi legal reler e perceber que talvez eu já fosse meio mãe antes de virar mãe. O desejo estava lá, pelo menos. Talvez porque a Alis nasceu disso eu meio que me coloque, mesmo sem perceber, muito mais como mãe do que como qualquer outra coisa, mas acho que quem me conheceu antes de eu engravidar sequer me visualizava como uma mãe competente em potencial. Não sei se passo uma imagem maternal quando estou sem a Alis, até acho que não. Talvez quem me conheça sem saber que a Alis existe nem imagine que sou mãe. Mas é fato que coloco a maternidade em um lugar importante na minha vida e provavelmente até na minha imagem. Minha foto de perfil no facebook é com ela (algo que eu achava meio brega antes de virar mãe, veja só como as coisas mudam). Tenho um blog que nasceu a partir dela. Minha pesquisa de doutorado é em feminismo e representações de maternidade. Uma das minhas melhores amigas, com quem mantenho este blog, é mãe da linda, fofa e adorável Valentina, e é com ela que mais converso. Acabamos falando mais sobre questões ligadas a maternidade do que qualquer outra coisa, mas é uma delícia. Damos muitas risadas, contamos histórias e compartilhamos insights. Quer dizer, a minha amiga meio que tinha razão em dizer “oi, mamãe”… é assim que ela me vê. E tudo bem, faz parte. Eu gosto de ser mãe. Não acredito em “vocação para ser mãe”, na “natureza da mulher de ser mãe”, muito menos naquele mito de que “mulher só fica completa quando vira mãe”. Não mesmo.  Tem quem goste, tem quem não goste, tem quem conviva bem com a ideia. Como tudo na vida, ser mãe tem seus altos e baixos, mas eu curto. Acho divertido. Acho trabalhoso. É desafiador. É um pé no saco quando você tem trabalhos pra entregar. É mágico-maravilhoso-indescritível quando você percebe que o seu filho ou filha está aprendendo as coisas do mundo. É amor hard-core. É um mix de tudo. E sim, eu sou mãe, mas o fato é que sou, na verdade, bem mais do que mãe. Eu sou eu, e ser mãe faz parte de mim. Talvez eu seja uma chata para algumas pessoas (não para essa amiga querida que me chamou de mamãe, eu sei que ela gosta de mim e eu dela), mas paciência. É impossível agradar a todos. Mas uma coisa eu garanto: sou divertida pacas, vemnimim que eu te mostro!

2 Comentários

Arquivado em Vida de mãe

Sábado de manhã

Não vou negar que o desejo de ficar na cama por mais uma ou dez horas é uma das coisas que mais mexe comigo desde que a Alis nasceu. É tudo muito tranquilo porque ela realmente é uma fofura de neném, chora pouco, ri à beça e tal, mas o sono de sábado… aaaah, o sono de sábado. Bom, ele não me pertence mais. Mas, mesmo assim, mesmo estando há mais de 7 meses sem dormir uma noite inteira, poucas coisas me deixam tão emocionada quanto vê-la dar risadas. A Alis sorri desde cedo, mas pequenas gargalhadas e risadas começaram há um mês e pouco, e é delicioso. Olha só como foi:

Aliás, contando mais um pouco sobre sábados e segundas, terças e por aí em diante, pedi demissão do meu trabalho. Isso é pano pra manga de outro post, que será escrito em breve (saio do meu emprego no dia 10 de outubro), mas já adianto que não dei conta, e entre colocar a Alis na escolinha em período integral ou sair do emprego, escolhi o segundo. Pensei durante um loooongo tempo nas duas opções, mas nunca tive dúvidas, só não queria tomar uma decisão precipitada, então dei esse tempo só para ter certeza que eu não estava sendo impulsiva. O bom é que cada dia que chego na empresa para trabalhar nesses dias de “pagamento de aviso prévio” fico mais certa da minha decisão. Como disse a Chiara neste post, tentar ser a mulher maravilha pode ser prejudicial à saúde. Eu pude fazer essa escolha, e sei que várias mulheres não podem, mas resolvi investir numa carreira alternativa, fora do molde “das 8h às 17h”. Eu espero não desencorajar as grávidas ou mães que ainda estão em licença-maternidade. Esta é uma experiência bem pessoal, e tem a ver com morar longe do trabalho, ter muito trabalho no trabalho e ter que levar trabalho pra casa todos os dias… deu pra perceber que a palavra “trabalho” impera por aqui, né? E não me entenda mal, eu curto trabalhar, e ainda mais no emprego que eu tenho/tinha, mas o momento é outro e estou tranquila com a decisão. Acho que cada um sabe o que é melhor pra si, e sei que do jeito que as coisas estavam só existiam duas opções: surtar ou virar uma péssima mãe e funcionária. Não preciso nem dizer que nenhum dos dois era viável dentro da minha cabeça, né? Então assim… vamos acompanhar o andamento das coisas, que já estão beeem mais leves desde que eu “pedi pra sair”, à lá Tropa de Elite. ;)

2 Comentários

Arquivado em Vida de mãe

Pensando [um pouquinho] em mim

Altamente #monotema no Instagram

Eu não acho que sou uma pessoa que esqueceu de si depois que a filha nasceu. Tenho bem menos tempo pra mim, isso é fato mais do que provado e comprovado, mas ainda me sinto bem “eu”. O que rola é que tenho que determinar bem os “tempos de Melina”. Faço, por exemplo, pilates duas vezes por semana, isso é sagrado. Minha mãe fica de babá e me divirto horrores tagarelando com a minha professora e colega de aula. E fazendo pilates, claro (haha). Para fazer as programações que costumava fazer com as amigas, carrego a Alis junto, o que significa que preciso tomar uma cerveja em vez de três (quem que estou tentando enganar? Em vez de cinco, prontofalei) e conversar menos e trocar mais fralda, amamentar, trocar roupa suja de xixi e cocô e contar SEMPRE com a boa vontade de alguma amiga bem disposta para cuidar um pouco da Alis para eu poder socializar com adultos. Quando quero pegar uma balada (uma desde que a Alis nasceu), peço pra minha mãe cuidar. Quando quero ir ao cinema (6 vezes desde que a Alis nasceu uhuuu!), também. Uma coisa que eu realmente não consegui me agilizar pra fazer – não me julguem por favoooor – foi ir à manicure. Não deu ainda, e não consigo nem explicar direito o porquê. Cada vez que olho para as minhas unhas eu penso “largada, você está largada”, mas me olho no espelho e vejo que consegui pelo menos me maquiar antes de sair de casa e penso “ok, nem tudo está perdido”.

Um fato bem real que talvez possa sinalizar que não tenho pensado muito em mim é que minhas fotos do Instagram são, de longe, muito mais da Alis do que de qualquer outro tema no mundo. Estou me considerando uma pessoa #monotema nessa rede social, mas poxa, olha a modelo que eu tenho, não é culpa minha.

Tempo pra ler também me falta, e essa é uma coisa que considero bem “tempo de Melina”, mas estou bem paciente nesse sentido. Sei que essa correria inicial é passageira e em breve a Alis estará no cantinho dela, brincando, e vou poder tirar uns minutinhos (nem que seja do ladinho dela – hmmm delícia!) pra ler.

Me falta tempo para viver do jeito que eu vivia na era pré-Alis, mas sinto que ainda sou bem “eu”, sinto que as mudanças que aconteceram em mim não foram no sentido de me anular como pessoa (é que eu escuto as pessoas falando isso às vezes, que as mães se esquecem em função dos filhos). Eu me sinto bem mais completa hoje, se é que isso conta. Me sinto realizada, focada, cansada às vezes, mas tranquila com a correria do momento porque sei que esse primeiro ano demanda um pouco mais de atenção constante porque os bebês ainda não caminham, falam e tal.

Os produtores da pequena Alis, responsável por taaaantas mudanças :)

O que sei é que, se existe essa anulação de si mesma, ela é natural, não é uma coisa intencional, e certamente pode ser bem temporária. Nenéns não fazem nada sozinhos (a não ser serem absolutamente deliciosos), então você meio que tem que se doar 110% e não se priorizar por um determinado período. O importante, eu acho, é manter em mente que você não pode se esquecer inteiramente, só um pouco, só aparentemente, só o suficiente para ser uma boa mãe, uma boa esposa, uma boa pessoa, uma boa profissional. Cada um sabe o quanto pode se doar para não se prejudicar, então saber essa medida é a chave. Mas essa é só a minha experiência e opinião, e isso sim cada um tem a sua.

Só sei que tá tudo muito gostoso nessa história de ser mãe. Trabalhoso, sim, mas muito massa. Certamente é um período de grandes autodescobertas!

4 Comentários

Arquivado em Vida de mãe

Ser mãe é a melhor coisa do mundo

Eu nunca achei que seria “esse tipo de mãe”, sabe? Do tipo que fala coisas como “ser mãe é a melhor coisa do mundo”, mas olha só eu aqui dizendo justamente isso. 

É um tipo de felicidade muito diferente, muito real, meio que um milagre mesmo, sabe? E não, eu nunca achei que seria o tipo de mãe que diria isso também, e não digo “esse tipo de mãe” de forma negativa, eu só não achava que ia sentir tudo isso, entende?

Quando eu saio do trabalho fico TENSA no trajeto para casa, nervosa para encontrar a Alis, dar um suuuper abraço e enchê-la de beijos. É muita saudade, é muita vontade de participar da rotina, de amamentar, de sentir o cheiro dela. Somos bem animais nesse aspecto mesmo, né? Acho que só aprendemos isso “na marra”, parindo, abraçando, limpando muita fralda, não dormindo, vivendo as neuroses do início da vida do neném. Não é à toa que as pessoas continuam tendo filhos aos montes no mundo, é muito bom mesmo.

E comentários que eu não entendia antes, do tipo “ter um filho faz com que você queira ser uma pessoa melhor” fazem sentido agora. Eu pensava “ah, fala sério! Por que um filho faz com que você queira ser uma pessoa melhor? Você tem que querer ser uma pessoa melhor porque ser  melhor é massa demais”, mas não é bem nesse sentido. É como comer quando você sabe que tem alguém olhando, sabe? As calorias contam (haha comparação bizarra). Mas é que você pensa que o seu filho ou filha vai crescer um dia, vai ter 20, 30 anos, e vai te olhar, vai te analisar, vai te ter como exemplo de vida. Você vai querer estar em boa forma: ter uma carreira decente, uma saúde decente, ser uma pessoa bem decente, né? Não é mais só pra você, é como se você tivesse que prestar contas, mas num sentido bem positivo, motivante. Aliás, acho que a sensação é bem essa, de motivação. A preguiça vai embora, o “daqui a pouco” vai embora, entende?

Hoje olhei pro maridón e falei: “Verde, obrigada por me dar a Alis”. Afinal, it takes two to tango, e ele é um pai fenomenal.

Tô feliz, é domingo, prontofalei!

Deixe um comentário

Arquivado em Vida de mãe