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Casos de catapora aumentam na primavera saiba como prevenir

Olá Mamães,

Resolvi publicar esse texto que li outro dia porque comecei a escutar na “rádio corredor” da escolinha da V.  algumas mães & pais conversando sobre o Catapora, vale a pena ficar informada.

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Confere as dicas da Revista Crescer

Casos de catapora aumentam na primavera: É importante ficar de olho nos sintomas da doença, que incluem febre e mal estar. A principal prevenção é a vacina tetra viral.

Instituto de Infectologia Emílio Ribas, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, emitiu um alerta para a população sobre o aumento dos casos de catapora na primavera. Até julho foram registrados 2.168 casos entre crianças de até 9 anos, segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado (CVE).

A catapora é uma doença altamente contagiosa, por isso, é recomendado afastar as crianças de escolas e creches ao confirmarem a doença. Os sintomas são parecidos as de um resfriado: febre alta e mal estar, e não há nenhum medicamento capaz de controlar a doença. “O ideal é lavar as lesões com sabão normal durante o banho, secar, não fazer uso de nenhum tipo de pomada nem curativo”, explicou, em nota, a infectologista do Emílio Ribas, Yu Ching Lian.

Por isso, a maneira mais segura de prevenir é por meio da vacinação. A tetra viral, oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde setembro deste ano, protege a criança da catapora, sarampo, caxumba e rubéola. Crianças de 15 meses, que já tenham tomado a primeira dose da tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola), podem receber a tetra valente. Caso a tríplice não tenha sido tomada, basta procurar o posto de saúde mais próximo. Neste caso, a tetra viral é aplicada após 30 dias.Vale lembrar que a vacina é oferecida em qualquer época do ano. Nas clínicas particulares, o esquema é diferente e você deve seguir as orientações do pediatra do seu filho.

Entenda a catapora

A catapora (ou varicela) atinge principalmente crianças de 1 a 6 anos. A transmissão acontece por contato e por via respiratória. Ambientes pouco ventilados, creches e escolas são propícios para a disseminação do vírus. Por conta disso, a melhor forma de prevenir o seu filho é por meio da vacinação.

Febre alta (acima de 38°C) e manchas avermelhadas pelo corpo são os primeiros sinais. Logo, formam-se pequenas bolhas que se rompem e viram feridas. Durante cerca de três dias, as bolhas surgem por levas: enquanto umas secam outras nascem no corpo da criança. As bolhas podem aparecer também nas mucosas: na boca, na conjuntiva, na área genital.

Durante essa fase, há risco de transmissão. Por isso, se você tem mais de uma criança em casa e um de seus filhos pegou a doença, leve-os ao pediatra e evite que durmam no mesmo quarto. Objetos pessoais devem ficar separados para evitar o contágio. Somente após 5 a 7 dias, as últimas bolhas secam, formando crostas.

A catapora não oferece grandes riscos, mas como as bolhas coçam, é preciso evitar que a criança crie um machucado em cima delas para não haver inflamação local e cicatriz. Não há medicamento específico, a não ser aqueles para combater os sintomas, como a febre e a coceira.

Abaixo, dicas fundamentais para evitar complicações:

– Corte sempre as unhas do seu filho e deixe-as limpas;
– Evite que ele tenha contato com pessoas com baixa capacidade de defesa;
– Coloque roupas leves, para evitar calor e aliviar as coceiras;
– Tente fazer com que seu filho repouse, principalmente enquanto tiver febre;
– Ofereça alimentos leves e muito líquido.

Fonte: Revista Crescer

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Bjs x Boa Semana!

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Mala da Maternidade – Bebê & Mamãe

mala maternidadeHello Casal Grávido!!

Esse post é para os papais, irmãs, mães e qualquer pessoa que em um momento de apuro coloque a mão na massa, ou melhor, na mala (momento de emoção quando achei a minha lista da mala da maternidade limpando a caixa de emails). Bem, dizem que se conselho fosse bom poderia ser vendido né? Massss, acho que algumas dicas de quem já passou (com muita frescura), por essa situação pode ajudar.

Digo muito frescura porque sou da turma do fru fru sabe? Vou explicar, quando fiquei grávida já sonhava com quartos mimosos, lembrancinhas da maternidade de revista, malinha e bolsa rosa bebê, lacinhos e mais lacinhos e muitos sapatinhos. Muitos mesmo, nossa tenho até vergonha, olha só:

DSC03618Eu ficava de olho em todas as novidades (até hj sou assim), e mesmo tendo consciência de que minhas escolhas poderiam não ser praticas eu assumia o risco.  Mas se eu estivesse grávida hoje tenho 100% de certeza de que seria muito mais relax e abandonaria muitos “protocolos” e “modinhas” que foram criadas com a chegada do Baby (#prontofalei). Ok, vamos as dicas úteis e praticas, segue a minha lista e algumas observações:

Malinha do Bebê

– 4 macacões com abotoamento frontal (Hum,, tem muitos bodies de botão fofos, mas aqueles com zíper são muito práticos sabia? principalmente quando o baby acabou de nascer e você deverá trocar uma media de 8 fraldas por dia, não esqueça de fazer as contas da data provável do parto para adequar o enxoval a estação do ano);

Esses da Carter’s são ótimos, com estampas divertidas e práticos!

-04 conjuntos de pagões ou body (para colocar em baixo dos bodies, opte por tecido de algodão porque nesse período a pele do baby é muito sensível);

Oh, que saudade! Tudo muito organizado.. rssss (hj em dia é uma bagunça porque a mocinha de 85cm adora abrir e revirar as gavetas :)

Oh, que saudade! Tudo muito organizado.. rssss (hj em dia é uma bagunça porque a mocinha de 85cm adora abrir e revirar as gavetas :)

-04 calças com pezinho (mijão / culote) (ótimo porque meia e sapatinhos não param no pezinho dos babies);

-04 pares de meia (não acho muito necesário se vc comprar as calças com pezinho);

-01 manta leve / 1 manta quente / 2 cueiros (Sim, você vai precisar muito dessas mantinhas para forrar o bercinho da maternidade e enrolar o bebe como um charutinho, Ah! Já ensinamos isso aqui);

-01 cobertor de algodão (no inverno, minha filha nasceu em outubro e eu usei! Olha que fofura no berço da maternidade:

Oh!

Oh!

-02 casaquinhos / 2 sapatinhos (talvez para sair da maternidade);

-01 pacote de fralda (Usei RN, minha filha nasceu com 3.150kg e 47cm);

-kit banho a critério (eles normalmente fornecem na maternidade, mas eu levei umas miniaturas da J&J que  até hj ficam na bolsa da escolinha);

-04 fraldas de boca (são super úteis para proteger o body e pescoço do baby no momento da amamentação, aff.. acabei de lembrar do cheiro do leite materno que fica impregnado na sua vida durante meses);

-Essa dica pode não ser muito aceita, mas da próxima vez vou levar bico ( meu marido saiu na madruga para comprar no 2 dia, a Valentina chorava de fome provavelmente e nada do leitinho descer);

-Outra dica que pode causar “pavor”, mas para o próximo baby vou levar uma mamadeira e leite especial para possíveis emergências;

-enfeite da maternidade (eu levei um quadrinho que mandei fazer para o quarto da V. e aproveitei para pendurar na porta) Olha que fofo:

By Rita Lemos - Fpolis/SC

By Rita Lemos – Fpolis/SC

-lembrancinhas (a tia do meu marido faz coisas lindas e me deu de presente as lembrancinhas, eu a-d-o-r-e-i! )

Tinha cheirinho de perfume de bebê

Tinha cheirinho de perfume de bebê

-brinco (não levei e decidi furar só depois de 1mês para evitar possíveis infecções, pode parecer exagero, mas com um micro baby todo cuidado é pouco);

-lacinhos para cabelo….Ehhh, levei e a V. nasceu mega cabeluda, olha a prova:

Momento "para todas as outras coisas existe Mastercard"

Momento “para todas as outras coisas existe Mastercard”

-almofada amamentação (não levei, mas pode ser que ajude).

Malinha da Mamãe

-04 camisolas/ pijamas, com abertura frontal para facilitar a mamada. (Sim, levei e na maior parte do tempo usei um roupão);

-01Roupão (muito prático e útil);

-03 Sutiãs de amamentação de algodão (evite rendas e costuras internas, levei somente 2)

-06 calcinhas (nem lembro quantas eu levei, mas como rola um sangramento básico vale a pena levar umas extras sim e não esqueça que mesmo após o parto você terá aquela barriga básica de 6 meses, assim eu recomendo modelos confortáveis que sustentem a barriga e caso vc faça cesárea evite calcinhas apertadas que façam atrito na cicatriz);

-protetor de seio (levei, mas como o leite demorou para descer não usei muito);

-chinelos (sim!!)

-uma roupa solta e confortável para retornar para casa (principalmente confortável e que comporte a barriga pós parto);

-artigos para higiene pessoal (absorvente, Creme dental, shampoo, sabonete, etc)

-Levei um arco bonitinho para usar, corretivo para as olheiras e blush (super recomendo!);

-Maquina Fotográfica (simmmm!)

-Celular/ pc/ carregadores

-Documentos solicitados na maternidade/ carteira do convenio

Recomendo deixar a mala pronta com 32 semanas, a minha ficou em cima da cômoda no quartinho da V. e eu ficava rodeando e mudando algumas escolhas de roupinhas. Ah, deixei as roupas separadas em saquinhos para facilitar a vida das enfermeiras e do marido.

Fotinho do google porque na época não fotografei :(

Fotinho do google porque na época não fotografei :(

Hum… se fosse hoje eu não ficaria me preocupando em comprar uma malinha especial e muito menos rosa bebê, usaria uma mala de mão ou uma bolsa mesmo. Normalmente as malinhas de maternidade não tem rodinha e aí você acaba não aproveitando nas viagens, além disso as cores claras sujam muito!

Olha a minha escolha da Masterbag:

DSC03633

Hoje ( se eu tivesse que comprar) optaria por algo assim :

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uma vez fru fru x sempre fru fru

Se você acha que faltou algo nessa lista deixe um comentário, assim ajudamos nossas leitoras ok? Bjs!!

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Arquivado em Gravidez

O Doping das Crianças

Gente, vale conferir esse artigo escrito por ELIANE BRUM

O que o aumento do consumo da “droga da obediência”, usada para o tratamento do chamado Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, revela sobre a medicalização da educação?

epoca

Clique na imagem e confira!

Bjs!

 

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por | setembro 17, 2013 · 2:00 PM

Pesquisa revela que, no Brasil, mulheres fazem mais trabalhos domésticos que os homens

Acabei de ler uma notícia interessante que um conhecido postou no Facebook, é sobre o uso do tempo. A notícia começa falando que o brasileiro, em média, gasta 6 minutos por dia lendo. É pouco, muito pouco, mas o que me chamou atenção foram os dados sobre desigualdade de gênero nas tarefas da casa.

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Desigualdade de gênero é menor nos EUA

Na questão de gênero, a desigualdade é atestada no relógio nos afazeres domésticos e cuidado com filhos e idosos. Enquanto o homem ocupa 1h14m do seu tempo em afazeres domésticos, a mulher gasta 3h35m. No cuidado com a família, a relação é de 39 minutos para mulher, contra 12 minutos para o homem. E a pesquisa mostra a divisão desse trabalho, como cozinhar, arrumar a casa, fazer compras. Nos Estados Unidos, essa desigualdade entre homem e mulher também aparece, mas num patamar inferior. Lá, as mulheres reservam para casa 2h28m, enquanto os homens levam metade desse tempo (1h11m) no mesmo serviço.

— A única função que tem quase o mesmo tempo gasto por homens e mulheres em casa é o de compras. O homem gasta 11 minutos e a mulher, 14 minutos — afirma Cíntia.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/brasileiro-passa-muito-tempo-longe-dos-livros-9437982#ixzz2cKyXRyU5 © 1996 – 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Outros dados serão apresentados no Congresso Internacional do Uso do Tempo. Dá uma lida na notícia para saber mais, o link está aqui.

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Randômicas

Cérebro de grávida/mãe

Paris

Em frente ao Natural History Museum, em 2010, com pai e mãe

Logo antes de engravidar, li um livro que comprei no Natural History Museum, em Londres, o The Female Brain, escrito pela médica Louann Brizendine. Nele, a autora fala sobre o que acontece com o cérebro da mulher em todos os estágios da vida: como neném, criança, adolescente, mulher adulta, mulher grávida, na menopausa e na velhice. O livro é bom de ler, tem uma linguagem científica bem acessível e me impressionou uma coisa que a autora disse: quando engravidamos, o cérebro diminui, se reorganiza e só volta ao seu tamanho normal lá pelo sexto mês após o nascimento do neném. Sabe que eu sinto isso? Parecia que eu tinha meio que “emburrecido” durante/depois da gravidez, mas agora e que agora as coisas estão começando a voltar ao normal (Alis está com dez meses, parece que sou meio atrasadinha… mas tem a tal da variabilidade normal dentro da raça humana, né?). Até mês passado eu não conseguia me concentrar muito nas coisas, andava um pouco desligava, burrinha até (não que eu seja uma gênia agora, certeza). Meu cérebro está acompanhando melhor o mundo, tendo ideias interessantes de novo (de acordo com o meu julgamento, claro), querendo ler com atenção. Vou procurar saber mais sobre o que acontece com o cérebro na gravidez, tô interessada.

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Ghandi

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Meu pai era um cara simples, de verdade mesmo. Curtia ler, assistir a documentários sobre alienígenas, desastres naturais e fim do mundo. Ele tinha a maior dificuldade em sair pra comprar roupas. Eu até brincava, dizendo que ele se vestia como um mendigo, tamanha era a dificuldade de fazê-lo comprar uma calça nova. Quando eu dizia isso, ele falava: “Sabe quantas calças Ghandi tinha? Duas. Ele usava uma enquanto a outra estava para lavar”. Fofo. Aí achei essa imagem com os dez fundamentos de Ghandi para mudar o mundo. Deu saudades do meu pai e senti amor pelos dois, por ele e pelo Ghandi.

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Soninho da Alis

Essa charge é perfeita, e quem tem neném e não tem ajuda constante sabe que é.

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Feliz Natal

Eu a-m-o natal. Parece bobo, eu sei, uma mulher de 30 anos gostar tanto de natal, mas eu gosto. Eu curto ficar perto da família (sim, sou bem família), a troca dos presentes, o jantar, as pessoas bêbadas, as sóbrias, as crianças, os aborrescentes, os velhinhos. Eu vou sentir falta de um velhinho em especial, meu pai papai noel… ele sempre era confundido com o papai noel. (((:

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Feliz Natal pra todo mundo que passar por aqui, e pra quem não passar por aqui também. Que você que está lendo não engorde muito, não tenha muita ressaca, ganhe vários presentes divertidos e aprecie o momento fraternal!

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Arquivado em Gravidez, Vida de mãe

Farewell, dad!

Na semana passada, mais precisamente no dia 29 de novembro, perdi meu pai para o câncer. É estranho que o meu último post, que escrevi antes mesmo de saber que ele internaria no mesmo dia, trate do meu pai. Tivemos 4 bons anos para nos curtir desde que Hamilton Savi, meu pai, descobriu um câncer no intestino com metástases no fígado. O médico que o operou em uma cirurgia de emergência lhe deu 4, no máximo 6 meses de vida, mas a vida quis diferente e ele teve uma boa sobrevida de 4 anos. Nos dois primeiros anos eu e minha irmã nos revezávamos para cuidar dele, eu dormindo duas noites seguidas e a minha irmã uma, já que ela tinha/tem dois filhos pequenos, que eram ainda menores na época. Eu estava terminando o mestrado e não me custava ajudar a cuidar de um pai tão querido e atencioso.

Pai Jornal

Pai no DC de quinta-feira passada, dia 6, onde foi publicada uma matéria sobre a vida dele. Na foto, ele em Paris, curtindo a Europa que tanto amava.

Depois de dois anos, meu pai achava que não duraria muito e me pediu para viajar com ele para a Europa, meio que para se despedir do mundo em grande estilo. Fomos para Paris e Londres, duas cidades que ele ama de paixão. Eu, ele, minha sobrinha que estava com 12 anos e minha mãe embarcamos em dezembro de 2010 e lá, apesar de alguns probleminhas técnicos de saúde que ele teve, foi uma delícia e um sonho realizado. Novamente, o mundo tinha seus próprios planos e meu pai ficou muito bem até julho de 2011. Eu já estava grávida quando, neste mês, meu pai teve uma séria crise de encefalopatia hepática. Ele entrou em um estado catatônico muito estranho, não se comunicava, mas entendia o que os outros diziam, então conseguia comer e, com algum esforço, caminhar. Meus queridos tios entraram na jogada e nos ajudaram a cuidar dele. Aliás, meu pai se mudou para a casa da minha tia Raquel e lá ficou até março de 2012, quando se mudou para o Residencial Vida Nova, um lar para a terceira idade mais que maravilhoso e com uma equipe de primeira. Ainda quero escrever mais sobre esta experiência porque acredito que as pessoas têm uma ideia sobre lares para idosos que nem sempre bate com a realidade. Estava claro que ele estava em um lugar que, embora fosse simples para os padrões a que ele estava acostumado, é maravilhoso e extremamente humano. Meus tios realmente se esforçaram, dou todo o mérito a eles, mas meu pai já estava em um estágio da doença que, em família, acredito que se for possível pagar pela hospedagem do paciente em uma clínica, melhor. Meu pai começou a ter alguns distúrbios de personalidade depois que a encefalopatia hepática começou a se manifestar, então não era sempre fácil lidar com ele nessas horas. Ele ficava um pouco agressivo, demandava muito dos cuidadores, pedindo para ir ao banheiro de cinco em cinco minutos e ficando alterado quando seus desejos não eram atendidos prontamente. Em família, e digo isso porque eu confundi muito as coisas, é mais difícil processar essas manifestações de necessidades, mas em um ambiente preparado para doenças é mais fácil porque todos estão acostumados a isso. Lembro que da primeira vez que meu pai teve uma crise de agressividade, Eliana, a dona do Vida Nova, me ligou e contou o que havia acontecido. Eu, preocupada, perguntei “Ele vai ter que sair do Vida Nova?”, e ela me disse “Imagina, estamos acostumados, só estou contando o que aconteceu para vocês ficarem a par da situação”, ou seja, existe uma compreensão da doença que a família, por estar emocionalmente envolvida, nem sempre consegue ter. Aliás, digo isso não por causa dos meus tios, que, acredito, eram muito mais pacientes e capazes que eu, digo porque depois da crise de encefalopatia hepática, eu, grávida e em seguida com neném pequeno, nem sempre sabia lidar com as alterações de personalidade dele. Eu ficava triste, deprimida, preocupada, com raiva, impaciente, tudo junto e misturado. Eu, realmente, naquele/neste momento da minha vida em que estava me tornando mãe, queria o meu pai bem, participativo, curtindo a neta, me ajudando no processo de me tornar mãe, me ajudando a cuidar da pequena, participando das primeiras experiências, o primeiro cinema, a primeira fruta, o primeiro sorriso. Quando meu pai se recuperou da primeira vez da primeira crise de encefalopatia, olhou pra minha barriga e disse “A minha meta é conhecer a Alis. Depois disso, posso partir em paz”. E ele conheceu a netinha, curtiu a netinha até onde pôde, participou como foi possível e me ajudou dando valiosos conselhos sempre que estava lúcido e sempre, sempre, sempre me deu muito carinho e amor.

conselho 1

Em 2003, meu pai me deu o livro “Raízes do Brasil”, de Sérgio Buarque de Holanda e escreveu na dedicatória: “Melina, quem sabe escolher um livro nunca está só”.

Eu tive um pai maravilhoso e serei eternamente grata por todas as lições, todo o amor, a dedicação, a educação, as repreensões, os livros que ele me deu, os filmes a que assistimos juntos no cinema, os cappuccinos que tomamos juntos e que eram sempre regados a uma boa conversa, à força que ele teve para se manter vivo e bem (na medida do possível, como ele mesmo diria) para conhecer a Alis e ter seu papel de avô na vida desta pequena. “Saudade” é agora uma palavra eterna no meu vocabulário. Ainda bem que nasci no Brasil, onde ela existe.

No vídeo, grandpa Hamilton falando sobre sua experiência no Vida Nova com a netinha no colo!

PS: Eu faria tudo de novo!

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