Arquivo da tag: licença-maternidade

Link do dia: Carta da editora-chefe da Revista Sorria

Minha filosofia: para saber se alguma coisa realmente importa, a gente tem que se perguntar se conseguiria viver sem ela.

Roberta Faria

IMG_5418

E já que estamos falando da Revista Sorria, uma foto da Alis sorrindo :)

Eu gosto da revista Sorria, aquela que é vendida nas farmácias Raia, sabe qual? Eu gosto dela, e gosto muito do jeito que ela começa, com a carta da editora-chefe, Roberta Faria. Antes de mais nada, deixa eu chamar atenção para um fato: isto não é propaganda, a Raia nem sabe que eu existo. Comprei a revista pela primeira vez há uns meses, quando fui comprar coisas na farmácia e me ofereceram a publicação no caixa, dizendo que parte da renda é revertida para caridade (Hospital do Câncer). Acho chato quando oferecem coisas no caixa, mas resolvi comprar e agora vira e mexe compro. Revista boa, bem feita, interessante e cheia de textos gostosos de ler, como esse do link do post. A edição deste mês é sobre trabalho, um tema super intrigante para mães porque é um segmento da vida que fica tão confuso quando a gente engravida, ganha, passa a cuidar de um bebê e quer ainda cuidar da própria vida. É um assunto que tem que ser discutido à exaustão.

Bom fim de semana e boa leitura!

Deixe um comentário

por | outubro 20, 2013 · 4:06 PM

Update rápido

Update rápido

Olhem só este mapa: ele mostra os países que adotam a política da licença-maternidade remunerada. Não é impressionante que os EUA não adotam? O Brasil ainda não está entre os melhores em termos de duração da licença, mas a remuneração durante esse período é uma questão de humanidade, vocês não acham?

Encontrei este mapa no seguinte site (ótimo, por sinal): Twisted Sifter. (http://twistedsifter.com/) Para entrar direto no link do site onde está a foto, clique na foto.

Besos!

1 comentário

por | agosto 16, 2013 · 9:01 AM

Maternidade X Trabalho

Aviso: este post ficou GIGANTE, mas creio que o assunto pede um post gigante mesmo. Espero que gostem e/ou que ajude na reflexão “maternidade X trabalho”.

Image

Já falei bem brevemente sobre o assunto maternidade X trabalho aqui e a Chiara falou aqui, mas acho que é preciso falar de novo e sempre porque este papo dá muito pano pra manga e é, eu acredito, uma das questões fundamentais quando se pensa em ter filhos ou não. Veja bem, eu disse uma das questões, não a única, mesmo porque cada pessoa tem condições e necessidades particulares. Não quero dar aqui a impressão de que estou generalizando, vou apenas dar a minha opinião sobre como resolvi este dilema e como vejo que as pessoas em volta o resolvem.

Bom, a minha história aconteceu assim: quando engravidei (e a gravidez foi semi-planejada, porque achamos que, parando com a pílula, não engravidaríamos imediatamente, e foi isso que aconteceu), estava trabalhando em uma empresa das 9 às 18h. Eu gostava do meu trabalho, adorava os meus colegas e tinha a certeza de que voltaria a trabalhar e organizaria um esquema com o meu marido e com as avós/tias para tentar fazer com que a Alis não ficasse em período integral na escolinha todos os dias. Depois que a Alis nasceu, já não tive mais tanta certeza, mas a minha situação é bem particular. Eu estava trabalhando em uma empresa, mas tenho veia acadêmica. Amo estudar teorias cabeçudas (não que eu as entenda, mas amo) e tenho mestrado, então sempre tive a ideia de fazer doutorado quando meu filho ou filha nascesse. Pois bem. Alis nasceu, eu entrei em licença maternidade e estava me programando para tirar os 4 meses + 1 mês de férias, e então meu marido tiraria 1 mês de férias e, se você é bom/boa com contas, percebe que a nossa intenção era colocar a Alis na escolinha quando ela completasse 6 meses. É, mas isso não aconteceu. Meu chefe na época insistiu muito para eu voltar a trabalhar antes e acabamos fazendo um acordo: eu voltaria antes das férias se pudesse trabalhar 5 horas por dia na empresa + 3 em casa até a Alis completar 1 ano para ela não precisar ser matriculada em período integral. Ai, que tolinha que eu fui em acreditar que daria conta de trabalhar com neném em casa. Eu sei que várias pessoas conseguem, e acho mesmo que é possível se você estiver a fim de uma aventura de três turnos, mas eu não consegui. Senti culpa, senti remorso, senti vontade de curtir esse primeiro ano com ela sem ter que trabalhar no meio período em que eu deveria trabalhar de casa.

Foi aí que tracei um plano. Desde que me formei em letras – inglês, sempre trabalhei como tradutora autônoma e encontrei aí uma solução. Entrei em contato com as empresas que costumavam me mandar trabalhos esporádicos e me ofereci para trabalhar com mais frequência. Uma vez que as traduções meio que se igualaram ao meu salário na empresa onde trabalhava, pedi demissão (imagina o caos que foi a minha vida no mês em que decidi colocar o plano em prática). Saí da empresa e me dediquei 100% ao ofício da tradução e foi ó-ti-mo. Alis continuou (continua) na escolinha por meio período e é este o momento que uso para trabalhar e estudar. Inscrevi-me como aluna especial no doutorado, fiz o projeto e a prova e passei. O meu plano deu certo e me possibilitou fazer o que eu queria fazer, que era passar o tempo com a Alis realmente com ela, levando-a para passear, brincando, curtindo e realmente participando desse momento da primeira infância.

Agora seguem algumas considerações sobre o meu caso e a minha opinião sobre o assunto. Eu escolhi uma profissão onde a maleabilidade do tempo de trabalho é possível. Eu sei que muita gente não tem essa opção, então a minha opinião é a seguinte: se eu fosse médica ou engenheira ou sei lá e tivesse e quisesse trabalhar o dia inteiro, começaria a trabalhar com um elemento chato que atrapalha demais a vida: a culpa. Seja qual for a escolha de uma mãe: trabalhar das 8 às 17h,  parar de trabalhar, organizar os horários para poder passar mais tempo com o filho ou filha, a culpa tem que sair do cenário logo no começo. Para mulheres que querem ser mães e não querem dar uma pausa ou desacelerada na vida profissional, eu digo: não pausem e não desacelerem (embora eu ache que desacelerar é uma consequência por causa do cansaço no primeiro ano). Vai ser melhor pra todo mundo: pra mãe, pro pai e pro neném se a mãe fizer o que sente que tem que (e pode, claro) fazer. Parar de trabalhar para ficar durante anos e talvez até por uma vida inteira se remoendo não vale a pena para ninguém, mas a minha opinião é que tem que ser sem culpa. Temos hoje em dia ótimas escolinhas que cuidam muito bem dos nenéns, mas muito bem mesmo. Vejo pela Alis. Como é boa a relação dela com as professoras e com os coleguinhas. Ela se alimenta super bem na escola, às vezes melhor do que em casa, ela aprende a ter rotina, aprende musiquinhas e parece sentir que aquele é o espaço dela, o espaço onde ela interage com a galera dela, sabe? Juro que acho que os coleguinhas dela que ficam na escolinha em período integral parecem tão felizes quanto ela.

A minha mãe, por exemplo, só pôde ficar comigo e com a minha irmã até completarmos 3 meses cada uma e foi-se de volta para o trabalho. Passamos muito tempo com babás e em escolinhas e não fiquei traumatizada. Tenho um ótimo relacionamento com a minha mãe e uma certeza absoluta: conhecendo-a como a conheço, sei (tenho certeza) que se ela tivesse largado o trabalho por nós não seria a mulher bem resolvida que é hoje, com a vida profissional que tem e teve. À minha volta e na minha própria escolha vejo o mesmo. Quem quis sair do trabalho assim o fez ficou mais feliz quando chegou a hora de voltar (minha irmã, que se dedicou 100% aos filhos até eles completarem uma certa idade e hoje em dia está encaixada e feliz no mundo profissional). Eu, que dei uma reorganizada na vida para poder dar mais atenção à Alis e ainda assim trabalhar, estou muito satisfeita. E quem tiver que voltar ao mercado de trabalho, tem que voltar sabendo que o filho ou filha será bem cuidado na escolinha e, é claro, se esforçar para fazer quase todos os momentos juntos serem especiais, com passeios, atenção e brincadeiras (na verdade, isso vale pra todo mundo, vamos combinar, e eu disse “quase todos os momentos juntos” porque, sejamos honestos, somos humanos). Além disso (minha opinião, repito), acho que vale a pena dar umas escapadas do trabalho para tirar o filho mais cedo da escola de vez em quando, usar o horário do almoço para visitar na escolinha, enfim, não encarar o trabalho como uma pequena prisão para onde você vai para ficar longe d@ filh@ o dia inteiro. Vira e mexe vejo os pais dos coleguinhas da Alis que ficam em período integral visitando os filhos no horário do almoço, nem que seja pra caminhar um pouco na frente da escolinha e dar umas risadas.

Por enquanto é isso. Espero poder contribuir mais com esse assunto de suma importância assim que der início aos meus estudos sobre maternidade (falei um pouco sobre isso aqui).

Beijos, mamacitas, e força na peruca!

2 Comentários

Arquivado em Alimentação & Saúde, Vida de mãe

Sábado de manhã

Não vou negar que o desejo de ficar na cama por mais uma ou dez horas é uma das coisas que mais mexe comigo desde que a Alis nasceu. É tudo muito tranquilo porque ela realmente é uma fofura de neném, chora pouco, ri à beça e tal, mas o sono de sábado… aaaah, o sono de sábado. Bom, ele não me pertence mais. Mas, mesmo assim, mesmo estando há mais de 7 meses sem dormir uma noite inteira, poucas coisas me deixam tão emocionada quanto vê-la dar risadas. A Alis sorri desde cedo, mas pequenas gargalhadas e risadas começaram há um mês e pouco, e é delicioso. Olha só como foi:

Aliás, contando mais um pouco sobre sábados e segundas, terças e por aí em diante, pedi demissão do meu trabalho. Isso é pano pra manga de outro post, que será escrito em breve (saio do meu emprego no dia 10 de outubro), mas já adianto que não dei conta, e entre colocar a Alis na escolinha em período integral ou sair do emprego, escolhi o segundo. Pensei durante um loooongo tempo nas duas opções, mas nunca tive dúvidas, só não queria tomar uma decisão precipitada, então dei esse tempo só para ter certeza que eu não estava sendo impulsiva. O bom é que cada dia que chego na empresa para trabalhar nesses dias de “pagamento de aviso prévio” fico mais certa da minha decisão. Como disse a Chiara neste post, tentar ser a mulher maravilha pode ser prejudicial à saúde. Eu pude fazer essa escolha, e sei que várias mulheres não podem, mas resolvi investir numa carreira alternativa, fora do molde “das 8h às 17h”. Eu espero não desencorajar as grávidas ou mães que ainda estão em licença-maternidade. Esta é uma experiência bem pessoal, e tem a ver com morar longe do trabalho, ter muito trabalho no trabalho e ter que levar trabalho pra casa todos os dias… deu pra perceber que a palavra “trabalho” impera por aqui, né? E não me entenda mal, eu curto trabalhar, e ainda mais no emprego que eu tenho/tinha, mas o momento é outro e estou tranquila com a decisão. Acho que cada um sabe o que é melhor pra si, e sei que do jeito que as coisas estavam só existiam duas opções: surtar ou virar uma péssima mãe e funcionária. Não preciso nem dizer que nenhum dos dois era viável dentro da minha cabeça, né? Então assim… vamos acompanhar o andamento das coisas, que já estão beeem mais leves desde que eu “pedi pra sair”, à lá Tropa de Elite. ;)

2 Comentários

Arquivado em Vida de mãe

Voltar ou não voltar, …Eis a questão!

Você está de licença maternidade e tem a sensação de que os ponteiros do relógio estão voando? Ou será que você ainda está grávida, mas já está pensando na volta ao batente? Bem, independente em qual situação você se encontra eu só posso te dar um conselho: planeje-se!

A maternidade é um processo que está sempre se renovando, digo isso porque quando estamos nos acostumando com as novidades elas logo são substituídas por mais novidades. Cada vez tenho a sensação, quer dizer, a certeza de que esse mundo maternal é muito intenso para nós mulheres e mães. Nos dedicamos desde o momento em que planejamos uma gravidez ou na tentativa incansável em busca dos dias férteis, tomamos acido fólico e contamos e recontamos o melhor dia, o dia ideal para ter nosso pequeno filhote. Ou ainda, não planejamos nada, decidimos dentro de nossos pensamentos que o “ideal” seria aguardar mais uns meses ou anos para pensar em ter um filho.

O fato é que se você realmente quer ter um filho, esse momento vai chegar quer você fique gravida, quer você adote uma criança… independente do meio que você optar, você será mãe.

Aprendi que ser mãe é algo universal, mas muito pessoal e te remete a sentimentos novos e conflitantes com quem você era antes de ser mãe e com a nova pessoa em que você se tornou. Ok, hoje estou mega sentimental, não quero dizer que você vai mudar radicalmente depois de ser mãe, mas seus sentimentos, anseios, medos tomam proporções diferentes quando se está no auge da emoção maternal.

Eu não tive uma gravidez planejada e quando tive que dar a noticia no meu trabalho fiquei nervosa, eu me sentia um pouco “culpada”. Sempre tive a mania de me colocar no lugar do dono da empresa e do meu próprio chefe. Por outro lado, eu já estava submersa no mundo maravilhoso da gestação e aquele bum hormonal já habitava no meu corpinho, mas logo na primeira consulta com a ginecologista foi possível fazer a previsão da data do parto e a calculadora que habitava na minha cabeça logo pensou: Ok, a Valentina nasce em outubro então são 4 meses de licença + 1 mês de ferias = volta ao trabalho prevista para março.

Depois que a Valentina nasceu meus planos e prioridades mudaram bastante, mas ao ponto de jogar tudo para o alto mesmo. Me perdia e me achava nos meus pensamentos a todo instante e começava um conflito interno em ter que voltar para uma vida que de alguma forma não me pertencia mais. Lembro, que por alguns dias eu passava a tarde sentada no sofá amamentando, preparando mamadeiras, trocando fraldas e pensando em silêncio em qual seria a melhor escolha para nós. Ops, não sei se estou ajudando vocês, sorry! Vou tentar seu mais objetiva ok?

Dicas:

– Se você está na dúvida cruel de voltar ou não ao trabalho é preciso avaliar com seu companheiro, família ou com você mesma se realmente existe essa possibilidade, ou seja, a opção de não trabalhar. É preciso mensurar de alguma forma o que será melhor para o bebe, para a mãe e para a família.

– O dinheiro que você vai deixar de receber vai fazer com que sua família passe dificuldades ou vocês podem dar um jeito nessa situação por um determinado período?

– Tem alguém de muita confiança para cuidar do seu baby?

– Faça uma busca das melhores opções de berçários próximos do seu trabalho e leve em consideração o fato do deslocamento para essa escola em casos de emergência com seu baby.

– Quando custa a mensalidade + transporte e quando você ganha na sua empresa? Vale a pena?

– Você consegue se imaginar no seu trabalho atual a longo prazo?

– Você acredita que conseguiria um outro emprego caso opta-se por sair da empresa para se dedicar ao bebe?

– Você sabia que: As mulheres que amamentam tem direito a duas folgas de 30 minutos diários para amamentar seus bebes até o sexto mês;

– Converse com o pediatra do seu filho para introduzir papinhas e sucos na alimentação antes da volta ao trabalho;

– É fundamental checar as referências das pessoas que estarão envolvidas com seu filho, assim como, das escolas;

– Não esqueça de verificar a segurança da escola e a conduta em caso de alunos doentes;

Bem, quando o assunto é a volta ao trabalho os questionamentos são muitos, mas estarão sempre relacionados com seu núcleo familiar. É necessário avaliar os prós e contras e tomar a decisão. Eu comecei a pesquisar escolinhas e fiquei apavorada com os valores. Comecei a me imaginar naquela rotina frenética e mais uma vez cheguei a conclusão de quem nós mulheres somos realmente sensacionais. A nossa opção aqui em casa foi fazer a proposta para a empresa em que eu trabalhava para reduzir a carga horária, mas como não deu certo optei em me demitir e ficar mais um tempo com a Valentina.Vou dizer para vocês que é maravilhoso estar com a Valentina e acompanhar todo o desenvolvimento dela, cada semana é uma novidade. Agora vamos ser sinceras… é mega cansativo cuidar da pequena e da casa e não espere o reconhecimento de ninguém por isso ok? Faça de coração! Mesmo que você tenha condições de não voltar ao trabalho é preciso avaliar se você vai ser feliz e se será bom para o bebe. Já escutei falar de algumas mães que deram uma pirada com a situação.

Dilema né? Meu plano B é colocar ela na escolinha com 10 meses no inicio do 2 semestre. Acho que ela estará mais fortinha e eu mais segura.

Acho que quando o assunto é a volta ao trabalho não tem certo e errado. É preciso fazer o que for melhor para o bebe e cada caso é um caso. Mais uma vez, você vai se sentir pressionada diante dos comentários de amigas, inimigas, família e palpiteiros de plantão, mas posso garantir que o mais importante é decidir o quanto antes para que você fique tranquila com a sua decisão.

Meu pequeno tesouro.

Meu pequeno tesouro.

4 Comentários

Arquivado em Vida de mãe