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A memória das crianças

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Do que lembram as crianças, eu penso enquanto me pergunto quanto do que eu faço com e pela Alis ela vai lembrar-se? Ela vai lembrar-se das brincadeiras? Dos abraços mais que apertados? Dos beijos seguidos, também chamados de “carreirinho de beijos” pelo meu avô? Das histórias de dormir? Dos castelos construídos com pecinhas de lego? Das noites em que fiquei acordada enquanto ela se recuperava de uma gripe, com medo de não estar por perto caso ela precisasse de ajuda? Dos passeios no parque? Das sessões de filme debaixo da coberta? Das músicas que cantamos e dançamos juntas? Eu tenho a impressão de que, embora ela não lembre-se exatamente do que aconteceu e como aconteceu, permanecerá com ela, sempre, a sensação do que aconteceu. Se ela sentiu-se segura, calma, protegida, amada. Penso que seja assim. A memória do que aconteceu em fatos, e não necessariamente em sensações (embora eu as tenha também), terá que ser minha, e ainda assim será reconstruída com base em tudo o que me compõe: minhas paixões, inseguranças, desejos, falhas. Mas eu posso, quando chegar a hora e ela puder compreender a extensão da nossa relação de quando ela era criança, contar histórias sobre ela mesma e sobre nós para que ela possa enxergar aquilo que já tinha de potencial desde que começou a expressar-se em palavras. E nas risadinhas do primeiro ano também, do que gostava de ver e ouvir e como gostava de dormir enquanto eu a amamentava. Eu penso na memória e em como ela é construída o tempo todo, no que selecionamos e como recontamos o que um dia aconteceu. Eu vou contar a minha versão da história que, uma vez processada pela Alis, será algo inteiramente novo. E espero também que um dia ela leia este blog e veja como eu era esperta e interessante para então, depois de uma segunda leitura, quando já estiver mais velha, enxergue as minhas limitações como mãe e como pessoa. E por isso escrevo aqui, no blog, e para mim mesma em arquivos trancados no meu computador: para que as memórias continuem sendo registradas e ganhem a forma do que sou capaz de transcrever quando a necessidade de registrá-las surgir.

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Sobre ter um blog e ser mãe (e como as duas coisas se complementam)

Ter um blog é ter um compromisso, um daqueles que você nem sempre consegue manter, mas que sempre pensa sobre e com quem você quer manter um relacionamento mais intenso. É legal compartilhar coisas, receber feedbacks, e é especialmente legal revisitar posts passados e ver com olhos mais maduros coisas que você postou há um, dois anos. Eu e a Chi começamos este blog porque nos vimos em um dilema: queríamos muito ser mães, mas quando viramos percebemos que uma parte de nós estava um pouco apagada, a parte referente a nossa voz. A mulher que vira mãe e entra em licença-maternidade fica muito presa ao mundo privado da casa e sente que precisa respirar ares sociais, mas isso nem sempre é fácil com um recém-nascido nos braços porque vivemos em prédios, em casas com vizinhos que pouco ou nada se conhecem. O blog, eu vejo, apareceu como uma forma de tornar o privado mais social, menos privado. O que acontece é que nem sempre a inspiração vem para você sentar-se e escrever um post, nem sempre os compromissos permitem que você escreva o que tem inspiração para escrever, nem sempre o cansaço ajuda a resolver o primeiro ou o segundo problema.

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Mas o que eu acho importante é que as mães se conectem (e os pais, por favor), que pensemos em formas de maternar diferentes das nossas, para que as fórmulas do que dá certo e do que não dá certo sejam compartilhadas, para que saiamos do espaço privado e entremos no comunitário. A maternidade é assim há séculos, mas nos últimos dois ela virou uma coisa de cada casa, de cada casal, de espaços fechados. Um blog, pensei hoje, mesmo que não seja lido por uma legião de pessoas, é uma forma de abrir as portas do espaço privado e compartilhar. Com ou sem inspiração, sinta-se à vontade para entrar aqui, conhecer a nossa casa do presente e do passado e, se você se sentir à vontade (e esperamos que isso aconteça), compartilhar a sua história, a sua forma de ser mãe e pai.

Um beijo,

Mel.

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Da série “coisas que não me pertencem mais”

Da série “coisas que não me pertencem mais”

Tipo arrumar as malas e viajar sem preocupação.

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por | novembro 26, 2013 · 9:35 AM

O dia em que eu cortei o dedo da minha filha (ou O dia em que me senti a pior mãe do mundo)

Tem dias em que eu fico cansada. Cansada de acordar todas as noites para dar mamadeira (sim, a Alis ainda não perdeu esse hábito, se alguém souber como desfazê-lo, aceito sugestões), cansada de dar conta de tudo dormindo pouco. Eu não fico infeliz com isso, até gosto de dormir menos do que dormia antes do nascimento da Alis, me sinto mais produtiva, mais ativa, é uma sensação que me faz bem, mas tem dias em que o cansaço me atropela como se fosse um trem e a minha cabeça fica aérea. Eu ainda voltei a fazer academia na quinta-feira, então ontem estava cansada dolorida. Ontem, na verdade, eu parecia uma zumbi manca (guarde esta informação e pense em como uma zumbi manca não pensa, age), e cheia de compromissos. Tinha que ajudar a minha mãe com uns preparativos de viagem, dar almoço para a pequena, levá-la para a escola, dar uma entrevista para uma rede de TV de Floripa, ir a academia e estudar.

Pois bem, podemos voltar ao momento em que eu tive que dar almoço para a Alis, e foi em um restaurante. Servi um prato cheio de macarrão, coloquei na frente dela e a deixei comer sozinha. Como era espaguete, era uma comida que oferecia certo nível de dificuldade para uma garota de 1 ano e sete meses, então ela comeu um pouco com a colher e um pouco com a mão. Eu, percebendo a luta dela para comer o macarrão, no meu estado zumbi manca, meti o meu garfo e faca no prato dela sem NEM ME DAR CONTA DE QUE A MÃO DELA ESTAVA DENTRO DO PRATO!!!! Você, leitor(a), CONSEGUE PENSAR NUMA COISA MAIS SEM NOÇÃO NO MUNDO? Calma, deu uma arranhadinha no dedo indicador, sangrou por dois segundos e só. Ela chorou um pouco (por menos de 30 segundos) e voltou a comer, a tomar suco de laranja, a brincar e tal, mas estou até agora me sentindo A PIOR MÃE DO MUNDO. A pior, a mais sem-noção, a pessoa mais desligada do planeta, uma pessoa desprovida de cérebro. Eu sei que parece exagero, e acho que é, mas não é porque é minha filha, é porque é uma coisa doida de se fazer. Como que uma pessoa pode meter um garfo e uma faca num prato onde habita uma mão(zinha)? Enfim… passou, ela está bem, eu estou emocionalmente abalada (fico quando lembro do fato) e a vida segue. O bom é que pelo menos sei que isso nunca mais vai acontecer. Tomei a decisão de fazer as coisas com o meu cérebro em pleno funcionamento (que ideia revolucionária, né? haha), tipo dirigir SEM ATENDER O CELULAR, sem responder mensagens, ler sem interromper a leitura para olhar o Facebook, etc, etc, etc… alguém por aí já passou por algo parecido? Please, diz que siiiim!

Beijos de uma mãe desconsolada!

PS: FELIZ DIA DAS CRIANÇAAAAAAAAAAS!!!

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Mala da Maternidade – Bebê & Mamãe

mala maternidadeHello Casal Grávido!!

Esse post é para os papais, irmãs, mães e qualquer pessoa que em um momento de apuro coloque a mão na massa, ou melhor, na mala (momento de emoção quando achei a minha lista da mala da maternidade limpando a caixa de emails). Bem, dizem que se conselho fosse bom poderia ser vendido né? Massss, acho que algumas dicas de quem já passou (com muita frescura), por essa situação pode ajudar.

Digo muito frescura porque sou da turma do fru fru sabe? Vou explicar, quando fiquei grávida já sonhava com quartos mimosos, lembrancinhas da maternidade de revista, malinha e bolsa rosa bebê, lacinhos e mais lacinhos e muitos sapatinhos. Muitos mesmo, nossa tenho até vergonha, olha só:

DSC03618Eu ficava de olho em todas as novidades (até hj sou assim), e mesmo tendo consciência de que minhas escolhas poderiam não ser praticas eu assumia o risco.  Mas se eu estivesse grávida hoje tenho 100% de certeza de que seria muito mais relax e abandonaria muitos “protocolos” e “modinhas” que foram criadas com a chegada do Baby (#prontofalei). Ok, vamos as dicas úteis e praticas, segue a minha lista e algumas observações:

Malinha do Bebê

– 4 macacões com abotoamento frontal (Hum,, tem muitos bodies de botão fofos, mas aqueles com zíper são muito práticos sabia? principalmente quando o baby acabou de nascer e você deverá trocar uma media de 8 fraldas por dia, não esqueça de fazer as contas da data provável do parto para adequar o enxoval a estação do ano);

Esses da Carter’s são ótimos, com estampas divertidas e práticos!

-04 conjuntos de pagões ou body (para colocar em baixo dos bodies, opte por tecido de algodão porque nesse período a pele do baby é muito sensível);

Oh, que saudade! Tudo muito organizado.. rssss (hj em dia é uma bagunça porque a mocinha de 85cm adora abrir e revirar as gavetas :)

Oh, que saudade! Tudo muito organizado.. rssss (hj em dia é uma bagunça porque a mocinha de 85cm adora abrir e revirar as gavetas :)

-04 calças com pezinho (mijão / culote) (ótimo porque meia e sapatinhos não param no pezinho dos babies);

-04 pares de meia (não acho muito necesário se vc comprar as calças com pezinho);

-01 manta leve / 1 manta quente / 2 cueiros (Sim, você vai precisar muito dessas mantinhas para forrar o bercinho da maternidade e enrolar o bebe como um charutinho, Ah! Já ensinamos isso aqui);

-01 cobertor de algodão (no inverno, minha filha nasceu em outubro e eu usei! Olha que fofura no berço da maternidade:

Oh!

Oh!

-02 casaquinhos / 2 sapatinhos (talvez para sair da maternidade);

-01 pacote de fralda (Usei RN, minha filha nasceu com 3.150kg e 47cm);

-kit banho a critério (eles normalmente fornecem na maternidade, mas eu levei umas miniaturas da J&J que  até hj ficam na bolsa da escolinha);

-04 fraldas de boca (são super úteis para proteger o body e pescoço do baby no momento da amamentação, aff.. acabei de lembrar do cheiro do leite materno que fica impregnado na sua vida durante meses);

-Essa dica pode não ser muito aceita, mas da próxima vez vou levar bico ( meu marido saiu na madruga para comprar no 2 dia, a Valentina chorava de fome provavelmente e nada do leitinho descer);

-Outra dica que pode causar “pavor”, mas para o próximo baby vou levar uma mamadeira e leite especial para possíveis emergências;

-enfeite da maternidade (eu levei um quadrinho que mandei fazer para o quarto da V. e aproveitei para pendurar na porta) Olha que fofo:

By Rita Lemos - Fpolis/SC

By Rita Lemos – Fpolis/SC

-lembrancinhas (a tia do meu marido faz coisas lindas e me deu de presente as lembrancinhas, eu a-d-o-r-e-i! )

Tinha cheirinho de perfume de bebê

Tinha cheirinho de perfume de bebê

-brinco (não levei e decidi furar só depois de 1mês para evitar possíveis infecções, pode parecer exagero, mas com um micro baby todo cuidado é pouco);

-lacinhos para cabelo….Ehhh, levei e a V. nasceu mega cabeluda, olha a prova:

Momento "para todas as outras coisas existe Mastercard"

Momento “para todas as outras coisas existe Mastercard”

-almofada amamentação (não levei, mas pode ser que ajude).

Malinha da Mamãe

-04 camisolas/ pijamas, com abertura frontal para facilitar a mamada. (Sim, levei e na maior parte do tempo usei um roupão);

-01Roupão (muito prático e útil);

-03 Sutiãs de amamentação de algodão (evite rendas e costuras internas, levei somente 2)

-06 calcinhas (nem lembro quantas eu levei, mas como rola um sangramento básico vale a pena levar umas extras sim e não esqueça que mesmo após o parto você terá aquela barriga básica de 6 meses, assim eu recomendo modelos confortáveis que sustentem a barriga e caso vc faça cesárea evite calcinhas apertadas que façam atrito na cicatriz);

-protetor de seio (levei, mas como o leite demorou para descer não usei muito);

-chinelos (sim!!)

-uma roupa solta e confortável para retornar para casa (principalmente confortável e que comporte a barriga pós parto);

-artigos para higiene pessoal (absorvente, Creme dental, shampoo, sabonete, etc)

-Levei um arco bonitinho para usar, corretivo para as olheiras e blush (super recomendo!);

-Maquina Fotográfica (simmmm!)

-Celular/ pc/ carregadores

-Documentos solicitados na maternidade/ carteira do convenio

Recomendo deixar a mala pronta com 32 semanas, a minha ficou em cima da cômoda no quartinho da V. e eu ficava rodeando e mudando algumas escolhas de roupinhas. Ah, deixei as roupas separadas em saquinhos para facilitar a vida das enfermeiras e do marido.

Fotinho do google porque na época não fotografei :(

Fotinho do google porque na época não fotografei :(

Hum… se fosse hoje eu não ficaria me preocupando em comprar uma malinha especial e muito menos rosa bebê, usaria uma mala de mão ou uma bolsa mesmo. Normalmente as malinhas de maternidade não tem rodinha e aí você acaba não aproveitando nas viagens, além disso as cores claras sujam muito!

Olha a minha escolha da Masterbag:

DSC03633

Hoje ( se eu tivesse que comprar) optaria por algo assim :

mala-maternidade-mae

uma vez fru fru x sempre fru fru

Se você acha que faltou algo nessa lista deixe um comentário, assim ajudamos nossas leitoras ok? Bjs!!

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Ode à salada (seria a salada uma “comida de adulto”?)

saladalover

Eu amo salada. Salada? Amor? Na mesma frase? Para algumas pessoas esse amor pode parecer estranho, mas desde os 7, 8 anos sou apaixonada por alface americana e posso tranquilamente comer uma cabeça ou saco de alface em uma sentada. Aos 13 eu cortava uma cabeça de brócolis em arvorezinhas, cozinhava, colocava molho de salada em cima e comia tudo. É o tipo de comida que, quando não estou super estressada, sinto desejo de comer (porque quando estou estressada parece que só o carboidrato dá conta do recado eficientemente). Mas não foi sempre assim… acompanhe.

Me frustra um pouco o fato de eu não conseguir fazer a Alis comer salada, mas que criança gosta de salada? Eu sei que eu não gostava e olha só eu aqui, a doida da salada. Marido não cozinha por aqui. Não é porque eu não deixo (pelamordedeus eu deixo), é porque ele não sabe/não quer/não gosta de cozinhar mesmo, então quem prepara a comida aqui em casa sou eu. Quando entro no “modo salada” meu foco é nela e o resto é quase que improvisado, mas ainda assim saudável por causa da Alis. Veja bem, não que o marido não tenha que comer coisas saudáveis também, mas a Alis está em processo de crescimento. Ele, por outro lado, já está bem grandinho e pode compensar uma alimentação meia boca com uma salada de frutas, um dia de detox, sei lá. Mas comecei a falar da salada não só pra contar do meu projeto verão 2020 (que pelo jeito nunca vai acontecer) e sim para falar sobre uma conversa que lembro de ouvir o meu pai tendo com o meu tio. Lembro de ouvi-lo dizer que não conseguia fazer com que eu a minha irmã comêssemos salada e o meu tio respondeu que meu pai tinha que insistir não por meio de palavras, chantagens ou briga, mas dando exemplo. Meu tio disse algo como “Hamilton, coma salada na frente das meninas todos os dias que eventualmente elas vão provar, gostar e comer sempre que virem um prato de salada”. Não foi tiro e queda, foi mais tiro …. …. … 5 anos depois, queda (hehe). Meu amor por salada não nasceu no momento em que vi o meu pai servir alface, tomate e pepino no prato dele, mas isso com certeza me afetou, me deixou curiosa. Poxa, se ele gostava tanto de salada, porque eu não gostaria? Lembro também de encostar o meu ouvido contra a bochecha da minha mãe para ouvir o barulho da alface sendo mastigada. Era um barulho tão engraçado, tão diferente. Crunch, crunch, crunch. Eu não podia nem pensar em provar a alface ainda, eu não estava preparada, mas a semente da vontade estava plantada. Então é isso o que tenho tentado fazer, comer salada na frente da Alis e sem forçar nem nada. Eu ofereço uma folha de alface, um tomate. Ela diz um não bem redondo e volta para o seu prato de macarrão com carne moída e brócolis (cortado em pedaços minúsculos para ela não identificar o verdinho como “a árvore que ela não quer comer”). Tudo bem, estou acostumada a desafios, sou paciente, eu aguardo.

Posso estar viajando, mas me parece mais eficiente mesmo fazer com que as crianças sigam exemplos em vez de chantagens, brigas ou ainda insistência. O exemplo parece ser tão eficiente em outras áreas, como na fala, nos gestos e nos valores, por que não seria em se tratando de alimentação?

Tim and Ruby Lott

Para fechar, um link para um texto que saiu no The Guardian sobre alimentação. É um pai falando sobre como desistiu de insistir para a sua filha comer verduras e legumes. Ele conta uma coisa muito engraçada e eu toootalmente me identifico, mas pelos motivos errados (porque eu fazia igual). Ele explica que um dia levou suas filhas a um restaurante chiquérrimo, cheio de comidas deliciosas e elas se serviram do básico do básico: batatinhas, pão e galinha. Quem nunca fez isso na infância? Bom, o artigo está em inglês, o título traduzido é “Não force as Crianças a Comerem as Verduras” e você pode acessá-lo aqui. Muito bom!

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Algumas Coisas

Fazendo o Gênero #10

Fazenddoogenero

Está rolando na UFSC o congresso Fazendo o Gênero 10, Desafios Atuais dos Feminismos. Começou ontem e vai até o dia 20 de setembro, sexta-feira. Fico com o maior orgulho da minha orientadora, que está na organização. Hoje assisti a um simpósio chamado “Configurações Literárias do Feminismo”. Estava bem interessante, mas tive que sair cedo para estudar (tenho uma apresentação para fazer para uma matéria na semana que vem). Amanhã vou ver duas mesas redondas, a que vai acontecer às 9h, Mídias, Discurso e Gênero; e a que vai acontecer às 19:30, Feminismos Latino-Americanos e os Debates Descoloniais: Possibilidades e Desafios (esta é com a minha orientadora).

Livros que li e estou lendo: e todos tratam de maternidade

Colagem livros

Estou fazendo uma matéria sobre as escritas de minorias e desde que a matéria começou já li 4 livros, são eles Incidentes da Vida de Uma Escrava, da Harriet Jacobs; In Search of Our Mothers’ Gardens, da Alice Walker; Amor (Beloved), da Toni Morrison, e agora estou lendo o At the Full and Change of the Moon, da Dionne Brand. Olha, vou te contar, QUE LIVROS!!! Todos eles tratam de escravidão e sobre a relação das mães com seus filhos (o da Alice Walker faz isso de forma diferente porque é um livro de ensaios). Que soco no estômago que é perceber como somos sortudas por podermos criar nosso filhos com toda essa dedicação que é possível hoje. Quando você lê um livro sobre uma escrava que sacrificou grande parte de quem ela é para ver os filhos crescerem fora da escravidão, percebe como a nossa memória é curta, como o mundo pode ser cruel com as pessoas, como a escravidão foi possivelmente a coisa mais horrorosa que a humanidade já inventou (a hierarquização das pessoas com base na cor da pele, tem coisa mais horrorosa?), você percebe o seu privilégio dentro da História, aquela com h maiúsculo mesmo. Todos os dias, depois de ler páginas desses livros, abracei a minha filha com todo o amor que pude juntar e agradeci por poder maternar assim, juntinha dela. Enquanto abraçava, pensava nessas mulheres que não puderam fazer isso e desejava por um passado diferente, coisa que foge do meu controle. Meu trabalho de final de semestre será sobre essa relação das mães com os filhos dentro da escravidão, depois comento mais sobre o assunto.

Duas leituras: Vogue de setembro ( #septemberissue ) e Elle de agosto

Vogueelle

Eu amo a Vogue, mas andava meio lenta pra comprar a revista porque olha… falta tempo mesmo, mas gostei do que vi e li. Eu comprei a Elle de agosto por causa da frase “o novo feminismo”. Eu basicamente queria ver qual era a da revista com essa frase estampada na capa. Pois bem, vou dizer que ainda não li e não sei do que se trata, só sei que gostei da carta da editora. Até o final da semana devo conseguir encontrar a matéria que fala sobre o tal novo feminismo, mas digo que fico levemente desconfortável com a ideia de feminismo em uma revista que fala sobre moda e prega um padrão de beleza inatingível (aliás, prioriza a beleza). Mas enfim, não cabe aqui julgar, eu mesma já fui editora de revista e sei que não é fácil casar assuntos mais complexos em publicações comerciais. Tá, mas mais um detalhe: a Vogue veio com a Vogue Kids, que está MUITO boa, gostosa de ler e folhear.

Pra fechar

photo

Uma foto minha com a FOFA da Alis, que já falava bastante, mas que agora forma frases, diz obrigada pra tudo (seguido de “de nada”), “piqueixo” pra pedir pão de queijo, “nananinanão” quando começo a cantar uma música e ela quer outra. Ela também ama usar saia, corre para se olhar no espelho quando faço a chuca no cabelo e  me acorda com abraços e beijos. Eu tô tão apaixonada por essa criaturinha que posso explodir a qualquer momentooo!

Beijo,

Mel

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