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Links da Semana

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Se você não mora em Marte, onde aparentemente existe água, já ouviu falar do horror que rolou nesta semana, onde uns seres desmiolados fizeram comentários de cunho sexual a respeito de uma pré-adolescente que participa do tal do MasterChef Junior BR. Nunca assisti ao programa, e nem pretendo, já que mal ligo a TV hoje em dia (não é evolução espiritual, é falta de tempo), mas não moro em Marte e fiquei sabendo dele por meio do supracitado escândalo. Este texto (link) é perfeito para fazer uma reflexão sobre QUE PORRA ACONTECE NUMA SOCIEDADE QUE ENXERGA CRIANÇAS COMO OBJETOS SEXUAIS e que entende que uma mulher que estiver usando roupas curtas “está pedindo”. O título do texto é “O Estupro de Crianças – de Valentina à Araceli e o Preço que todas nós pagamos” e é leitura indispensável para esta semana.

Foto de Marte, um bom lugar para mandarmos todos os babacas que operam dentro da cultura do estupro:

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Bom… depois de ler esse link, você pode assistir a este vídeo da Marjorie Rodrigues que, além de inteligente, dá conta de fazer vídeos super divertidos sobre assuntos sérios. Este aqui é sobre a lição mais importante que todxs nós deveríamos passar para frente, para os filhos, vizinhos, parentes e desconhecidos em geral como mantra (e é o que ela fará, como explica no vídeo, com seu futuro filho, caso ele um dia venha a existir): DEIXA AS MINA EM PAZ. Bastante caixa alta neste post, não é? Em minha defesa, o assunto pede.

O canal dela tá aqui: Marjorie Rodrigues. Vai lá, é legal!

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E, finalmente, um texto sobre a cultura do estupro, publicado pela revista digital AzMina. A equipe apresenta dados assustadores sobre índices de estupro no Brasil e no mundo, faz uma reflexão sobre o termo “cultura do estupro” e, melhor de tudo, apresenta uma proposta, que é feita de forma breve, mas envolve um trabalho de formiguinha que é essencial para mudar o jogo:

“A primeira coisa que você pode fazer é conversar com as pessoas sobre a cultura do estupro. É preciso que sejamos implacáveis. Por vezes seremos acusad@s de moralistas. Foda-se: isso não é nada perto da acusação de cumplicidade com estupros. […] A televisão não vai mudar. A publicidade não vai mudar. Não espontaneamente, pelo menos. Não sem que a gente perca o medo e comece a discutir a cultura do estupro na TV, nos jornais, nas redes sociais. Quando você vir, aponte. Há muitos documentários e artigos sobre cultura do estupro. Pesquise, mostre aos seus amigos. Não tenha medo de ser chato.

Tenha medo de que mais estupros aconteçam.”

Trabalho de formiguinha não é sinônimo de trabalho insignificante. Muito pelo contrário: é trabalho essencial para a transformação profunda de um sistema. Eu, particularmente, tenho interesse em mudar esse sistema. Vamos?

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Arquivado em Ativismo, Feminismo

Machismo é uma violência

Na semana passada postei aqui um vídeo sobre “brinquedos de gênero”, que na verdade é a propaganda de uma empresa de brinquedos que desconstrói de forma bem divertida a ideia de que meninas brincam de casinha e seus brinquedos são todos cor de rosa e tal. A gente sabe bem que não é assim na vida real, mas é legal ver um vídeo escancarando tudo.

O vídeo de hoje é uma campanha que rolou no Equador há alguns anos, é uma campanha contra o machismo. As estatísticas de assassinatos de mulheres (o feminicídio) pelas mãos de homens é uma coisa assustadora, é alarmante mesmo. Isso acontece porque a mulher é tida como uma propriedade que o homem “tem o direito” de consumir como quiser. Certo? Errado! Se ensinarmos que mulheres e homens TÊM que desempenhar determinados papeis, que não podem ir além disso e questionar a autoridade do patriarcado, não avançaremos muito na nossa sociedade. E veja bem, machismo não é apenas uma violência contra a mulher, mas também contra o homem, que fica preso a um estereótipo nocivo às suas subjetividades como SER HUMANO, que é o que todos somos.

Vamos lutar contra o machismo agora e sempre!

Beijos!

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por | dezembro 2, 2013 · 3:58 PM

Quem disse que garotas só gostam de bonecas?

Olha que demais esse vídeo de uma empresa de brinquedos chamada GoldieBlox! Demorou para uma empresa tomar uma atitude para mudar esses parâmetros engessados de gênero onde brinquedos para meninas são da cor rosa e para meninos são da cor azul. Isso sem falar do clichê bonecas X carrinhos. Basta!
Aliás, o brinquedo predileto da Alis (no momento, claro, isso muda de 3 em e semanas) é um foguete que tem na tripulação um cachorro e dois astronautas meninos. Onde estão AS astronautas, hein? :)

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por | novembro 21, 2013 · 4:01 PM

Mala da Maternidade – Bebê & Mamãe

mala maternidadeHello Casal Grávido!!

Esse post é para os papais, irmãs, mães e qualquer pessoa que em um momento de apuro coloque a mão na massa, ou melhor, na mala (momento de emoção quando achei a minha lista da mala da maternidade limpando a caixa de emails). Bem, dizem que se conselho fosse bom poderia ser vendido né? Massss, acho que algumas dicas de quem já passou (com muita frescura), por essa situação pode ajudar.

Digo muito frescura porque sou da turma do fru fru sabe? Vou explicar, quando fiquei grávida já sonhava com quartos mimosos, lembrancinhas da maternidade de revista, malinha e bolsa rosa bebê, lacinhos e mais lacinhos e muitos sapatinhos. Muitos mesmo, nossa tenho até vergonha, olha só:

DSC03618Eu ficava de olho em todas as novidades (até hj sou assim), e mesmo tendo consciência de que minhas escolhas poderiam não ser praticas eu assumia o risco.  Mas se eu estivesse grávida hoje tenho 100% de certeza de que seria muito mais relax e abandonaria muitos “protocolos” e “modinhas” que foram criadas com a chegada do Baby (#prontofalei). Ok, vamos as dicas úteis e praticas, segue a minha lista e algumas observações:

Malinha do Bebê

– 4 macacões com abotoamento frontal (Hum,, tem muitos bodies de botão fofos, mas aqueles com zíper são muito práticos sabia? principalmente quando o baby acabou de nascer e você deverá trocar uma media de 8 fraldas por dia, não esqueça de fazer as contas da data provável do parto para adequar o enxoval a estação do ano);

Esses da Carter’s são ótimos, com estampas divertidas e práticos!

-04 conjuntos de pagões ou body (para colocar em baixo dos bodies, opte por tecido de algodão porque nesse período a pele do baby é muito sensível);

Oh, que saudade! Tudo muito organizado.. rssss (hj em dia é uma bagunça porque a mocinha de 85cm adora abrir e revirar as gavetas :)

Oh, que saudade! Tudo muito organizado.. rssss (hj em dia é uma bagunça porque a mocinha de 85cm adora abrir e revirar as gavetas :)

-04 calças com pezinho (mijão / culote) (ótimo porque meia e sapatinhos não param no pezinho dos babies);

-04 pares de meia (não acho muito necesário se vc comprar as calças com pezinho);

-01 manta leve / 1 manta quente / 2 cueiros (Sim, você vai precisar muito dessas mantinhas para forrar o bercinho da maternidade e enrolar o bebe como um charutinho, Ah! Já ensinamos isso aqui);

-01 cobertor de algodão (no inverno, minha filha nasceu em outubro e eu usei! Olha que fofura no berço da maternidade:

Oh!

Oh!

-02 casaquinhos / 2 sapatinhos (talvez para sair da maternidade);

-01 pacote de fralda (Usei RN, minha filha nasceu com 3.150kg e 47cm);

-kit banho a critério (eles normalmente fornecem na maternidade, mas eu levei umas miniaturas da J&J que  até hj ficam na bolsa da escolinha);

-04 fraldas de boca (são super úteis para proteger o body e pescoço do baby no momento da amamentação, aff.. acabei de lembrar do cheiro do leite materno que fica impregnado na sua vida durante meses);

-Essa dica pode não ser muito aceita, mas da próxima vez vou levar bico ( meu marido saiu na madruga para comprar no 2 dia, a Valentina chorava de fome provavelmente e nada do leitinho descer);

-Outra dica que pode causar “pavor”, mas para o próximo baby vou levar uma mamadeira e leite especial para possíveis emergências;

-enfeite da maternidade (eu levei um quadrinho que mandei fazer para o quarto da V. e aproveitei para pendurar na porta) Olha que fofo:

By Rita Lemos - Fpolis/SC

By Rita Lemos – Fpolis/SC

-lembrancinhas (a tia do meu marido faz coisas lindas e me deu de presente as lembrancinhas, eu a-d-o-r-e-i! )

Tinha cheirinho de perfume de bebê

Tinha cheirinho de perfume de bebê

-brinco (não levei e decidi furar só depois de 1mês para evitar possíveis infecções, pode parecer exagero, mas com um micro baby todo cuidado é pouco);

-lacinhos para cabelo….Ehhh, levei e a V. nasceu mega cabeluda, olha a prova:

Momento "para todas as outras coisas existe Mastercard"

Momento “para todas as outras coisas existe Mastercard”

-almofada amamentação (não levei, mas pode ser que ajude).

Malinha da Mamãe

-04 camisolas/ pijamas, com abertura frontal para facilitar a mamada. (Sim, levei e na maior parte do tempo usei um roupão);

-01Roupão (muito prático e útil);

-03 Sutiãs de amamentação de algodão (evite rendas e costuras internas, levei somente 2)

-06 calcinhas (nem lembro quantas eu levei, mas como rola um sangramento básico vale a pena levar umas extras sim e não esqueça que mesmo após o parto você terá aquela barriga básica de 6 meses, assim eu recomendo modelos confortáveis que sustentem a barriga e caso vc faça cesárea evite calcinhas apertadas que façam atrito na cicatriz);

-protetor de seio (levei, mas como o leite demorou para descer não usei muito);

-chinelos (sim!!)

-uma roupa solta e confortável para retornar para casa (principalmente confortável e que comporte a barriga pós parto);

-artigos para higiene pessoal (absorvente, Creme dental, shampoo, sabonete, etc)

-Levei um arco bonitinho para usar, corretivo para as olheiras e blush (super recomendo!);

-Maquina Fotográfica (simmmm!)

-Celular/ pc/ carregadores

-Documentos solicitados na maternidade/ carteira do convenio

Recomendo deixar a mala pronta com 32 semanas, a minha ficou em cima da cômoda no quartinho da V. e eu ficava rodeando e mudando algumas escolhas de roupinhas. Ah, deixei as roupas separadas em saquinhos para facilitar a vida das enfermeiras e do marido.

Fotinho do google porque na época não fotografei :(

Fotinho do google porque na época não fotografei :(

Hum… se fosse hoje eu não ficaria me preocupando em comprar uma malinha especial e muito menos rosa bebê, usaria uma mala de mão ou uma bolsa mesmo. Normalmente as malinhas de maternidade não tem rodinha e aí você acaba não aproveitando nas viagens, além disso as cores claras sujam muito!

Olha a minha escolha da Masterbag:

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Hoje ( se eu tivesse que comprar) optaria por algo assim :

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uma vez fru fru x sempre fru fru

Se você acha que faltou algo nessa lista deixe um comentário, assim ajudamos nossas leitoras ok? Bjs!!

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Para os pais, a perfeição pode ser improdutiva

Choque

Em 1989, Arlie Russell Hochschild e Anne Machung publicaram nos EUA o livro O Segundo Turno: Pais que Trabalham e a Revolução Dentro de Casa. Tipo assim, eu não li o livro, mas sei do que se trata. É um daqueles livros que você tem que ler (eu tenho mesmo por causa da minha pesquisa de doutorado), mas que mesmo sem ler tem ideia da mensagem que o livro passa.

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Eu sou PhD em segundo turno, toda mãe é, quer trabalhe fora de casa ou não. Mas ser PhD no assunto “segundo turno” no sentido de saber que ele existe, ou seja, entender o conceito, não significa que ele seja colocado em prática por mim ou pelo meu marido. O cesto de roupas sujas ameaça nos engolir cada vez que passamos perto dele. Os cachorros estão com saudades de nós. Os armários da cozinha, principalmente o das panelas, estão uma zona. Meu armário está desorganizado. Estou a três dias tentando arranjar tempo para tirar o esmalte das unhas, que está todo descascado. A Alis? Ela tá ótima! Descansada, cheirosa, seu armário está arrumado, as roupas limpas, os brinquedos organizados. Até me impressiono que as coisas referentes a Alis não desmoronem (ai, que exagerooo), mas nossos esforços dentro de casa parecem priorizar o que tem a ver com a pequena. E nem é porque somos neuróticos por perfeição quando o assunto é filhos, mas porque sabemos que conseguimos lidar com um certo nível de bagunça com as nossas coisas, mas ela ainda é um pouco nova para isso e parece interessante dar um bom exemplo (de repente ela cresce curtindo ser organizada, vai). Faz sentido essa minha reflexão? Espero que sim.

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Ah, e parece exagero essa história do esmalte, né? Mas não é não. Fico me perguntando como não consigo arranjar cinco minutos para tirar o esmalte e, vou dizer, nem eu sei a resposta. Parece que sou engolida pelo trabalho que tenho que apresentar na segunda-feira, pelo livro que tenho que ler para uma das matérias, pelo sono que me derruba no final do dia, pelas horas que perco no trânsito. Mas essa rotina tem suas compensações. Na semana que passou fui engolida por um congresso fantástico, o Fazendo Gênero, que consumiu valiosas horas de cada dia, mas que alimentou tanto o meu cérebro que nem posso reclamar. E então a roupa suja tem que esperar a sua vez, o esmalte também. No fim das contas, é uma certa liberdade saber que nem tudo está em dia e que não somos escravos da perfeição. Para a vida fluir sem noia, alguma coisa tem que ceder. É puxada, sim, a rotina que envolve cuidar do(s) filho(s), trabalhar e crescer neste trabalho, cuidar do/e melhorar o espaço onde se mora, mas acho que o balanço a gente encontra no prazer de deixar algumas coisas atrasarem para poder curtir outras mais intensamente, como o congresso, a Alis, o jantar no Outback na quarta-feira, o café com as amigas no intervalo das aulas. Noiar na perfeição é, arrisco dizer, improdutivo. E bom fim de semana porque ele ainda não acabou! :)

Beijo,

Mel

PS: No título eu disse “para os pais, a perfeição pode ser improdutiva”, mas na verdade acho que a perfeição é improdutiva pra toda e qualquer pessoa. Prontofalei. #giriasdeoutrora #tovelha #tonemai

PS2: Marido, que tem TOC, me viu editando a primeira foto do post e perguntou “por que você está criticando a perfeição?” e fez cara de choque. Green, caso você passe por aqui, é porque ela é improdutiva. ;) Beijo!

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Algumas Coisas

Fazendo o Gênero #10

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Está rolando na UFSC o congresso Fazendo o Gênero 10, Desafios Atuais dos Feminismos. Começou ontem e vai até o dia 20 de setembro, sexta-feira. Fico com o maior orgulho da minha orientadora, que está na organização. Hoje assisti a um simpósio chamado “Configurações Literárias do Feminismo”. Estava bem interessante, mas tive que sair cedo para estudar (tenho uma apresentação para fazer para uma matéria na semana que vem). Amanhã vou ver duas mesas redondas, a que vai acontecer às 9h, Mídias, Discurso e Gênero; e a que vai acontecer às 19:30, Feminismos Latino-Americanos e os Debates Descoloniais: Possibilidades e Desafios (esta é com a minha orientadora).

Livros que li e estou lendo: e todos tratam de maternidade

Colagem livros

Estou fazendo uma matéria sobre as escritas de minorias e desde que a matéria começou já li 4 livros, são eles Incidentes da Vida de Uma Escrava, da Harriet Jacobs; In Search of Our Mothers’ Gardens, da Alice Walker; Amor (Beloved), da Toni Morrison, e agora estou lendo o At the Full and Change of the Moon, da Dionne Brand. Olha, vou te contar, QUE LIVROS!!! Todos eles tratam de escravidão e sobre a relação das mães com seus filhos (o da Alice Walker faz isso de forma diferente porque é um livro de ensaios). Que soco no estômago que é perceber como somos sortudas por podermos criar nosso filhos com toda essa dedicação que é possível hoje. Quando você lê um livro sobre uma escrava que sacrificou grande parte de quem ela é para ver os filhos crescerem fora da escravidão, percebe como a nossa memória é curta, como o mundo pode ser cruel com as pessoas, como a escravidão foi possivelmente a coisa mais horrorosa que a humanidade já inventou (a hierarquização das pessoas com base na cor da pele, tem coisa mais horrorosa?), você percebe o seu privilégio dentro da História, aquela com h maiúsculo mesmo. Todos os dias, depois de ler páginas desses livros, abracei a minha filha com todo o amor que pude juntar e agradeci por poder maternar assim, juntinha dela. Enquanto abraçava, pensava nessas mulheres que não puderam fazer isso e desejava por um passado diferente, coisa que foge do meu controle. Meu trabalho de final de semestre será sobre essa relação das mães com os filhos dentro da escravidão, depois comento mais sobre o assunto.

Duas leituras: Vogue de setembro ( #septemberissue ) e Elle de agosto

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Eu amo a Vogue, mas andava meio lenta pra comprar a revista porque olha… falta tempo mesmo, mas gostei do que vi e li. Eu comprei a Elle de agosto por causa da frase “o novo feminismo”. Eu basicamente queria ver qual era a da revista com essa frase estampada na capa. Pois bem, vou dizer que ainda não li e não sei do que se trata, só sei que gostei da carta da editora. Até o final da semana devo conseguir encontrar a matéria que fala sobre o tal novo feminismo, mas digo que fico levemente desconfortável com a ideia de feminismo em uma revista que fala sobre moda e prega um padrão de beleza inatingível (aliás, prioriza a beleza). Mas enfim, não cabe aqui julgar, eu mesma já fui editora de revista e sei que não é fácil casar assuntos mais complexos em publicações comerciais. Tá, mas mais um detalhe: a Vogue veio com a Vogue Kids, que está MUITO boa, gostosa de ler e folhear.

Pra fechar

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Uma foto minha com a FOFA da Alis, que já falava bastante, mas que agora forma frases, diz obrigada pra tudo (seguido de “de nada”), “piqueixo” pra pedir pão de queijo, “nananinanão” quando começo a cantar uma música e ela quer outra. Ela também ama usar saia, corre para se olhar no espelho quando faço a chuca no cabelo e  me acorda com abraços e beijos. Eu tô tão apaixonada por essa criaturinha que posso explodir a qualquer momentooo!

Beijo,

Mel

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Mais um pouco sobre a barriga da princesa

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Já falei beeem brevemente sobre a barriga da princesa Kate aqui, mas uma amiga querida me enviou o link de um texto da Nádia Lapa, do blog “Feminismo Pra Quê?” e publicado no site da Carta Capital que fala sobre a polêmica acerca do corpo da mulher depois da gravidez. Como é tarde, tive um dia puxado e preciso dormir (não é hora para não ser honesta), vou apenas linkar o texto aqui e deixar as reflexões para outra hora. Vale muito a leitura, vai por mim. Kate tá muito mais pra gente do que Gisele e Beyonça (novidade…). Hoje pensei muito sobre isso e quero escrever um post mais aprofundado sobre padrões de beleza e até que ponto eu, particularmente, estaria disposta a mudar para não compactuar 100% com a noia. Olha, vou dizer… assuntozinho difícil pacas esse e não tem resposta fácil. Vai ter que ficar para outro dia… (:

Segue um fragmento do texto e o link está aqui, ó.

Essa busca insana e doentia por um padrão de beleza machuca pessoas, especialmente mulheres. Nós representamos 90% dos casos de transtornos alimentares. O índice de mortalidade de pacientes com anorexia nervosa chega a 20%. Uma mulher comum não pode levantar às 5h da manhã para fazer ginástica, a exemplo da cantora Beyoncé, simplesmente porque não dormiu a noite inteira com o bebê chorando. No entanto, a pressão por corpos perfeitos atinge todas nós, celebridades ou não, porque estamos permanentemente sendo julgadas por nossa aparência.

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