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Café cremoso: como fazer

Café cremoso

No post que coloquei aqui hoje de manhã falei, entre relatos a respeito o meu adorado momento de silêncio, sobre como aprendi a fazer café cremoso. Então… eu não tenho um vaporizador de leite, que seria algo como isto daqui:

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Mas eu tenho uma cafeteria francesa que não uso (porque tenho e gosto da Italiana e da Dolce Gusto) e que comprei em NY de presente para o meu pai por U$10,00, ou seja, não é original. É a cópia da cópia e foi comprada numa loja de quinquilharias. Bom, a Chiara tem a versão de vaporizador de leite mesmo, que é uma leiteirinha que tem um sistema de filtro bem parecido com o da cafeteira francesa. Depois de tomar um café cremoso na casa dela, decidi que também tomaria café cremoso em casa. Eu estava determinada, tipo assim. Tentei deixar o leite cremoso com essa cafeteira francesa que dei de presente para o meu pai (e que roubei de volta quando vi que ele não usava) e deu certo.

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Em vez de café, use leite, obviamente. Eu esquento o café no microondas mesmo porque tenho preguiça de lidar com o fogão quando acordo. Depois de aquecido, despejo o leite na cafeteira francesa, encaixo a tampa com a peneira que filtra o café e, em vez de fazer como mostra a foto, puxo e empurro a peneira até o leite ficar super cremoso. Voilá!

O bom é que hoje em dia você encontra em qualquer loja essas imitações da cafeteira francesa, então fica mais barato do que investir num vaporizador. Fiz uma breve pesquisa de preço e achei tão caro que fiquei feliz com a minha leiteira tabajara!

Bom fim de domingo, mundo!

Que o café esteja com vocês.

Mel

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Algo que funciona para mim: acordar muito cedo

acordar cedo

Uma coisa que você para de ter, de certa forma, depois do nascimento do bebê, é silêncio. Eu não digo silêncio no sentido de música alta, TV, pessoas conversando, choro, pedidos de colo e tal, digo aquele silêncio interior (ai, olha eu toda mística aqui… haha não, não) que acontece quando você consegue ler as notícias em silêncio, programar o seu dia em silêncio, estudar em silêncio, trabalhar em silêncio absoluto. Esse silêncio, para mim, vem da certeza de que ninguém vai me requisitar. Eu não vou precisar levantar de onde estou para fazer mamadeira para ninguém, trocar fralda, atender telefone, responder alguma pergunta ou qualquer coisa do tipo, esse momento é um em que não sou interrompida. Experimentar essa sensação só é possível, para mim, quando acordo muito cedo. Não adianta eu tentar ter esse momento de silêncio à noite, depois que filha e marido foram dormir, porque estou muito cansada, e esse meu momento não é um para ser vivido com cansaço, e sim com desejo de café, de notícias, de nada, de trabalho ou de estudo. Às vezes acordo às 4h da manhã, às vezes às 6h. A primeira situação geralmente acontece quando a Alis acorda de madrugada para mamar e eu enxergo aí uma possibilidade de ter esse silêncio e aproveito para levantar. Já a segunda situação acontece quando acordo cedo (6h é cedo, né?) e percebo que, se eu levantar, posso aproveitar uma ou duas horinhas de tempo-da-Melina. É nessa hora que preparo o café mais gostoso do mundo e noto que, nesses dias em que separo um tempo maior para mim, mesmo tendo dormido menos, funciono melhor e com mais disposição.

Tendo dito tudo isso, noto também que agora que a Alis está maiorzinha a vida está mais fácil. Consigo conversar com ela e explicar que preciso de um tempo para fazer alguma coisa. Tem horas em que isso funciona, tem horas que NÃO MESMO, mas tem melhorado. Essa é meio que uma dica de beleza interior, então, porque o resultado na cútis ao redor dos olhos não é dos mais bonitos, mas tem suas recompensas! Mesmo porque assim, né, sono a gente recupera em algum momento (só não no primeiro ano de vida dos nenéns, isso não tem jeito mesmo, o negócio nessa época é maternar em modo zumbi mesmo… hehe).

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Depois que aprendi a fazer café cremoso, acordar tem uma motivação extra!

Alguém por aí faz o mesmo?

Beijones!

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Arquivado em Vida de mãe

Links de domingo, só que não

Em vez de link, resolvi falar sobre não dormir. A ideia é postar links no domingo, mas semana passada eles foram ao ar na segunda-feira e nesta semana o mesmo vai acontecer. É aquela coisa chamada VDM, vida de mãe. A gente se planeja pra fazer uma coisa, mas uma variável bem variável chamada filho(a) tem o poder de transformar o previsível em mega imprevisível. Um exemplo super básico disso é a ideia de que se foi dormir tarde, com certeza vai acordar tarde. Em se tratando de um pós-neném, ou toddler, para usar a terminologia americana, o esquema é mais “hmmm, senta lá, Claudia, que isso não vai acontecer”. E é batata. Alis não dá trégua. Acorda às 7:20 desde que nasceu, e sem pena de quem estiver cansado. Aliás, esse é um dos motivos de eu ter tanta dificuldade em sair à noite: tem que valer muito a pena para eu chegar em casa às 2, 3 da manhã e acordar às 7:20. Pois bem, a imagem abaixo ilustra bem como eu me sinto nos dias seguintes às saídas:

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Ontem, durante o dia, mesmo sem sair à noite há mais de 15 dias, eu parecia um zumbi: uma pessoa que se arrasta pela casa e reza para a filha dormir para conseguir tirar um cochilo. Aliás, se eu fosse listar o que eu mais sinto falta desde que me tornei mãe, “dormir” viria em primeiríssimo lugar. Talvez, pela forma que escrevo hoje, depois de sair ontem à noite e estar acordada desde as 7:20 deste domingo ventoso, eu pareça infeliz ou sei lá, mas não. Mesmo sentindo falta das dormidas longas, das tardes livres, do tempo que era meu, não trocaria isso por nada e ainda quero mais um filho. Dá uma trabalheira danada conciliar tudo e ontem mesmo eu olhava pra Alis e dizia, brincando, “ai, tô muito cansada pra ser sua mãe hoje”, e a enchia de beijocas. E é louco que, como diz neste post aqui, mesmo sem ter um trabalho formal (no meu caso, sou autônoma), sou uma das pessoas mais ocupadas que conheço. É que a rotina é crazy: acordar, fazer mamadeira e café da manhã para outro mini-ser, preparar o seu café, arrumar e arrumar-se, preparar mochila, bolsa, trocar fralda (multiplique isso por 6), preparar almoço, dar almoço para o mini-ser, levar para a escolinha, trabalhar/viver/ir ao supermercado/ler o que precisa ser lido/encaixar interações sociais neste período “baby-free”/trabalhar mais um pouco/fazer academia, buscar na escolinha, dar comida, dar banho, dar mamadeira, terminar de trabalhar, comer, tomar banho e dormir.

Tá certo que qualquer pessoa que decida listar o que faz no decorrer do dia provavelmente vai chegar numa lista parecida, “ minus baby functions”, mas acho que mães e pais concordam comigo que não tem muita comparação. Não dá pra dizer (pelo menos na minha opinião) que a vida com filhos seja fácil, porque não é, como tudo na vida que vem e desestabiliza a nossa rotina, só que filhos não apenas desestabilizam a nossa rotina, eles viram na nossa rotina de cabeça pra baixo, fazem careta pra nossa rotina e pros nossos desejos e obrigações. Tem que entregar um job freela? Problema é seu porque eu decidi ficar gripada hoje, então trate de trabalhar comigo na sua cola porque eu não vou para a escolinha. Tem prova de doutorado na segunda-feira? Nem ligo, vou ter uma reação alérgica no meio da madrugada e te manter acordada das 2 às 5h. Mas é difícil explicar porque, em meio a toda essa confusão e mudança, um filho traz tanto prazer e amor. Ontem, quando saímos para jantar e comemorar o aniversário do Green (namorido, pra quem não sabe), vira e mexe falávamos sobre a Alis e como ela é querida/fofa/adorável/inteligente/gostosa e como ela deixou as nossas vidas mais, sei lá, legal mesmo, divertida também e “interessantona”. Tipo, no tempo livre-sem-Alis, falamos dela. É como se a vida fosse um jogo e tivéssemos passado de fase, onde tudo fica um pouco mais difícil e, ainda assim, mais emocionante. Tava falando com uma amiga no chat hoje de manhã, contando sobre o fato de ter dormido pouco e escrevi o seguinte: “guriazinha a mil com a hora do brasil. mãe zumbi. oh well… vamos levando com muito café”. E acho que é bem por aí: café, paciência e amor. “Amor” sem ser amor bobinho, é amor dos grandes mesmo, daqueles que chacoalham o nosso centro.

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Talvez esses sejam os três ingredientes básicos para a maternidade/paternidade: doses gigantescas de café, paciência para lidar com os momentos difíceis (que existem em todas as circunstâncias da vida, não só na maternidade, claro) e amor, sendo que este último é o mais fácil de se encontrar, porque amar um mini-ser fofo que acorda te chamando, dando beijos e abraços é a coisa mais natural que eu consigo pensar.

É isso, essa é a minha ode ao café, à paciência e ao amor!

Bacione e bom domingo!

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