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Desfralde: Um dia de números 1 e 2 em um Parque de Diversões

Eis que o desfralde aconteceu. Demorou, demorei, mas aconteceu. A. está com 2 anos e cinco meses, então sei que levei tempo para dar início ao processo, mas a verdade é que tive preguiça. A gente pode confessar esse tipo de coisa na internet? Pois é, tive preguiça, não tenho nenhuma outra desculpa. Porém, uma vez iniciado o processo, me perguntei por que não comecei antes. De acordo com uma pediatra com quem conversei, a partir dos 2 anos a criança já tem condições de segurar as suas necessidades até que chegue ao banheiro, já tem condições de entender essa nova etapa (e a pediatra da A., na consulta de dois anos e dois meses, me deu um puxão de orelha porque eu ainda não havia iniciado o desfralde). O que estou achando até agora? Relativamente tranquilo, e tenho aprendido bastante também. Nos dois primeiros dias, por exemplo, eu perguntava de 5 em 5 minutos se ela queria ir ao banheiro. Fiz corridas com ela até o vasinho, fiz mini-terrorismo (argh, eu sei, também odeio quando me flagro fazendo)…até que aprendi que ela precisa aprender a observar suas necessidades. Em alguns dias tivemos um “acidente”, em outros, dois ou três.

[A conclusão colateral é que uma das melhores escolhas que fiz na vida foi a de comprar uma máquina de lavar com secadora (risos!).]

Bom, mas e o que aconteceu no Beto Carrero? Nossa sobrinha de 11 anos nos fez uma visita e resolvemos aproveitar o sábado de sol no parque. Tremi nas bases quando pensei nos malabarismos que teríamos que fazer com a A. na primeira semana do desfralde, mas encarei (encaramos) o desafio. Resultado: até as 15h, tudo certo. A. pediu para fazer xixi em um primeiro momento, em seguida topou fazer xixi antes de entrarmos no trenzinho porque a viagem seria “longa”, depois pediu para fazer número 2, mas à tarde a coisa começou a desandar. Pediu para fazer número 2, mas já tinha feito nas calças e mais tarde pediu para fazer xixi quando já estava fazendo. Nessa hora estávamos sentadas na vila germânica vendo os personagens de Shrek, que posavam para fotos na pracinha, e quando ela começou a fazer xixi gritei “levanta as pernas pra não sujar a bota”!! Foi hilário! Entrei no banheiro da Bier Hause com uma cara de mãe desconsolada, troquei a roupa da Alis no banheiro mais mijado do parque (perdoem o meu “francês”) e, quando saí, o dono do lugar perguntou se eu queria alguma coisa. “Um chope”, eu disse! Tomei 500ml de chope em menos de 15 minutos. Mereci por não ter me estressado, por ter dado risada da minha filha e com a minha filha em toda essa situação! Tem tanta coisa séria acontecendo no mundo que seria besteira eu me estressar por causa de um xixi nas calças.

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Saímos (eu, namorido, A. e prima) da vila germânica em direção a uma última aventura antes de o parque fechar: Fire Whip, a montanha russa mais radical do hemisfério sul (é isso mesmo? Confere, produção?). Na fila, que não era pequena, A. pediu para fazer xixi. Contei até 2 (porque se contasse até 10 era capaz de ela fazer xixi nas calças) e a levei para o banheiro, que ficava próximo. O dia de parque terminou com um sucesso líquido, e isso me deixou muito satisfeita!

E pra quem quiser saber, continuamos com a fralda noturna, que continua amanhecendo vazia.

O que aprendi nos últimos dias: preciso deixar a A. mais confiante de que ela consegue identificar suas próprias vontades (enquanto escrevia, ela foi ao banheiro por conta própria DUAS vezes!) e não ficar oferecendo para levá-la ao banheiro de 5 em 5 minutos (nos dias em que fiz isso, A. ficou angustiada com a simples visão do piniquinho).

E vamos que vamos! Abaixo, um episódio do Urso da Casa Azul cujo tema é desfralde. Adoro esse programa!

Como foi/está sendo a sua experiência com o desfralde?

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Rapidinhas: Fotos de mães, coisa linda!

O banco de imagens Getty Images está reformulando seus conceitos e se ajustando às novas tendências: a empresa está atualizando as fotos de mulheres em seus arquivos. Saiba mais nesta postagem de notícia do Washington Post.

Confere algumas bem legais e lindas:

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Sobre ter um blog e ser mãe (e como as duas coisas se complementam)

Ter um blog é ter um compromisso, um daqueles que você nem sempre consegue manter, mas que sempre pensa sobre e com quem você quer manter um relacionamento mais intenso. É legal compartilhar coisas, receber feedbacks, e é especialmente legal revisitar posts passados e ver com olhos mais maduros coisas que você postou há um, dois anos. Eu e a Chi começamos este blog porque nos vimos em um dilema: queríamos muito ser mães, mas quando viramos percebemos que uma parte de nós estava um pouco apagada, a parte referente a nossa voz. A mulher que vira mãe e entra em licença-maternidade fica muito presa ao mundo privado da casa e sente que precisa respirar ares sociais, mas isso nem sempre é fácil com um recém-nascido nos braços porque vivemos em prédios, em casas com vizinhos que pouco ou nada se conhecem. O blog, eu vejo, apareceu como uma forma de tornar o privado mais social, menos privado. O que acontece é que nem sempre a inspiração vem para você sentar-se e escrever um post, nem sempre os compromissos permitem que você escreva o que tem inspiração para escrever, nem sempre o cansaço ajuda a resolver o primeiro ou o segundo problema.

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Mas o que eu acho importante é que as mães se conectem (e os pais, por favor), que pensemos em formas de maternar diferentes das nossas, para que as fórmulas do que dá certo e do que não dá certo sejam compartilhadas, para que saiamos do espaço privado e entremos no comunitário. A maternidade é assim há séculos, mas nos últimos dois ela virou uma coisa de cada casa, de cada casal, de espaços fechados. Um blog, pensei hoje, mesmo que não seja lido por uma legião de pessoas, é uma forma de abrir as portas do espaço privado e compartilhar. Com ou sem inspiração, sinta-se à vontade para entrar aqui, conhecer a nossa casa do presente e do passado e, se você se sentir à vontade (e esperamos que isso aconteça), compartilhar a sua história, a sua forma de ser mãe e pai.

Um beijo,

Mel.

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Mantra do dia

Falhar é uma porcaria, mas acontece.

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Shit happens, Forrest Gump profetizou. E acontece mesmo. Ser mãe e ser profissional significa que, eventualmente, vou falhar em um dos dois, ou no mínimo não conseguir dar o melhor de mim. Aconteceu. Agora o negócio é engolir a mijada (não literalmente, pelamor) e aprender a lição.

Thanks, Forrest.

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Aprendendo a ter paciência e ser paciente

Oie,

Vou contar uma coisa para vocês, a minha filha é uma criança mega, ultra metódica.  Gente, estou passando um bocado por aqui com as manias da V..

Faz duas semanas que ela elaborou um kit de brinquedos e parece mais um kit de sobrevivência.

Vou explicar, tudo começou outro dia quando ela foi no salão porque eu precisava fazer uma escova e nesse momento ela percebeu a utilidade de uma bolsinha que ganhou com pente, espelho, escova, secador. Ok, logo ela começou a reproduzir tudo o que ela viu no salão com a barbie e a branca de neve, ou melhor, com a princesa e boneca da neve. Pois bem, ela adicionou  a essa bolsinha a mamadeira para as bonecas, roupas, bichinhos de madeira que fazem parte de um outro brinquedo e por toda a parte ela carrega esse kit. Não pode sumir nada que ela tem ataques e quando acorda a primeira coisa que ela fala quando abre o olho é: “cade as minhas princesas, bolsa, botas, mamadeira?” e por aí vai com o check list completo.

Parece tudo normal, mas ela tem um cuidado exagerado com esse kit e ela surta quando some alguma coisa. Está sempre me perguntando “cadê a bota da princesa”,  “a mamadeira” e por aí vai, mas ela sabe que está tudo na bolsa, eu mostro para ela e aí aos poucos ela vai se acalmando.

valee

Outro dia eu li um post no Blog Roteiro Baby Floripa e me identifiquei. Vou explicar, eu sou o tipo de pessoa que não tem paciência e tolerância com lerdeza. Quero tudo para ontem e às vezes até com a V. eu falo: ” vamos rápido, entra no carro, a mamãe está com pressa, agora temos que comer, agora isso, agora aquilo e aí fiquei pensando que muito possivelmente com essa correria frenética do dia- a-dia + minha personalidade, posso estar influenciando o comportamento dela. Olha só:

Estudos demonstram que crianças que desde pequenas são ensinadas a aguardar certo tempo para atingir seus objetivos crescem com maior capacidade de êxito em suas relações familiares, sociais e de trabalho.Mas, como ensinar esta competência tão importante para nossos filhos? Já falamos aqui da antecipação por uma data importante (http://goo.gl/nl3nQ), mas há outras formas de ajudar seus filhotes a serem pacientes. Ironicamente, você precisará trabalhar sua própria paciência para conseguir isso.
Pais impacientes costumam criar filhos impacientes. Se eu não espero por nada, como meu filho vai esperar?
Comece com coisas simples:
  1. Quando seu filho o chamar, diga a ele calmamente que escutou mas que ele tem que esperar um pouco. No começo, ele virá atrás de você mas, quando finalmente esperar alguns segundos, não espere que venha te chamar novamente, vá até ele e o atenda.
  2. Plante uma planta. Isso vai ensinar ao seu filho que as coisas seguem seu próprio ritmo e que é necessário trabalhar para consegui-las. Todos os dias reguem a plantinha e observem seu crescimento.
  3. Ensine que cada um tem a sua vez. Na hora de entrar em casa, de conversar, de jogar um jogo ou de entrar em um elevador, não pense que seu filho é pequeno demais. Faça com que ceda a vez e perceba que devemos esperar a nossa hora de exercer as atividades. Se você for a um estabelecimento que distribui senhas, é uma ótima oportunidade para explicar isso a seu filho.
  4. Ensine a contar até 10. Se seu filho já sabe contar até 10, quando ficar com raiva, por exemplo, faça sinal de calma para ele e ensine que deve contar até 10 devagar para se acalmar. Quando eles ainda não sabem contar, você pode dizer à criança para sentar em algum lugar e se acalmar. Explique pacientemente que você aguardará que isso aconteça. Renata Bermudez Konzen/Consultora Sosseguinho
 
Olha, eu vejo muito claramente que as crianças são muito diferentes  uma das outras, e que nascem com personalidade, mas também sei que eles reproduzem muito do nosso comportamento.A V. sempre está querendo fazer tudo o que eu faço, usa algumas palavras que eu utilizo e depois de ler esse post do Roteiro Baby Floripa eu realmente estou convencida que preciso fazer algumas mudanças no meu comportamento, porque não desejo que a V. seja impaciente como eu. Ufa! Vida de mãe não é moleza, agora vou ficar aqui pisando em ovos e tentando me moldar para ver se ela fica mais calma e começa a apresentar alguma mudança de comportamento. Depois conto para vocês os resultados. Bjs!!

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