Arquivo da categoria: Desenvolvimento Infantil

Desfralde: Um dia de números 1 e 2 em um Parque de Diversões

Eis que o desfralde aconteceu. Demorou, demorei, mas aconteceu. A. está com 2 anos e cinco meses, então sei que levei tempo para dar início ao processo, mas a verdade é que tive preguiça. A gente pode confessar esse tipo de coisa na internet? Pois é, tive preguiça, não tenho nenhuma outra desculpa. Porém, uma vez iniciado o processo, me perguntei por que não comecei antes. De acordo com uma pediatra com quem conversei, a partir dos 2 anos a criança já tem condições de segurar as suas necessidades até que chegue ao banheiro, já tem condições de entender essa nova etapa (e a pediatra da A., na consulta de dois anos e dois meses, me deu um puxão de orelha porque eu ainda não havia iniciado o desfralde). O que estou achando até agora? Relativamente tranquilo, e tenho aprendido bastante também. Nos dois primeiros dias, por exemplo, eu perguntava de 5 em 5 minutos se ela queria ir ao banheiro. Fiz corridas com ela até o vasinho, fiz mini-terrorismo (argh, eu sei, também odeio quando me flagro fazendo)…até que aprendi que ela precisa aprender a observar suas necessidades. Em alguns dias tivemos um “acidente”, em outros, dois ou três.

[A conclusão colateral é que uma das melhores escolhas que fiz na vida foi a de comprar uma máquina de lavar com secadora (risos!).]

Bom, mas e o que aconteceu no Beto Carrero? Nossa sobrinha de 11 anos nos fez uma visita e resolvemos aproveitar o sábado de sol no parque. Tremi nas bases quando pensei nos malabarismos que teríamos que fazer com a A. na primeira semana do desfralde, mas encarei (encaramos) o desafio. Resultado: até as 15h, tudo certo. A. pediu para fazer xixi em um primeiro momento, em seguida topou fazer xixi antes de entrarmos no trenzinho porque a viagem seria “longa”, depois pediu para fazer número 2, mas à tarde a coisa começou a desandar. Pediu para fazer número 2, mas já tinha feito nas calças e mais tarde pediu para fazer xixi quando já estava fazendo. Nessa hora estávamos sentadas na vila germânica vendo os personagens de Shrek, que posavam para fotos na pracinha, e quando ela começou a fazer xixi gritei “levanta as pernas pra não sujar a bota”!! Foi hilário! Entrei no banheiro da Bier Hause com uma cara de mãe desconsolada, troquei a roupa da Alis no banheiro mais mijado do parque (perdoem o meu “francês”) e, quando saí, o dono do lugar perguntou se eu queria alguma coisa. “Um chope”, eu disse! Tomei 500ml de chope em menos de 15 minutos. Mereci por não ter me estressado, por ter dado risada da minha filha e com a minha filha em toda essa situação! Tem tanta coisa séria acontecendo no mundo que seria besteira eu me estressar por causa de um xixi nas calças.

Avilagermanica

Saímos (eu, namorido, A. e prima) da vila germânica em direção a uma última aventura antes de o parque fechar: Fire Whip, a montanha russa mais radical do hemisfério sul (é isso mesmo? Confere, produção?). Na fila, que não era pequena, A. pediu para fazer xixi. Contei até 2 (porque se contasse até 10 era capaz de ela fazer xixi nas calças) e a levei para o banheiro, que ficava próximo. O dia de parque terminou com um sucesso líquido, e isso me deixou muito satisfeita!

E pra quem quiser saber, continuamos com a fralda noturna, que continua amanhecendo vazia.

O que aprendi nos últimos dias: preciso deixar a A. mais confiante de que ela consegue identificar suas próprias vontades (enquanto escrevia, ela foi ao banheiro por conta própria DUAS vezes!) e não ficar oferecendo para levá-la ao banheiro de 5 em 5 minutos (nos dias em que fiz isso, A. ficou angustiada com a simples visão do piniquinho).

E vamos que vamos! Abaixo, um episódio do Urso da Casa Azul cujo tema é desfralde. Adoro esse programa!

Como foi/está sendo a sua experiência com o desfralde?

Deixe um comentário

Arquivado em Desenvolvimento Infantil, Desfralde, Vida de mãe, Vida Real

SOS férias: rotinas e atividades

IDEIAS DE ROTINAS E AT

Com as férias da A. rolando há 15 dias, tenho pensado muito em rotinas. Recebemos visitas em casa nos últimos 5 dias e percebi uma mudança enorme na A. Ela estava comendo bem, dormindo noites inteiras (meu sonho realizado), brincando sozinha e tranquila por períodos de meia hora (pra mais ou pra menos), mas agora tudo mudou. Ela passou todos esses dias comendo mal, superexcitada, manhosa e voltou a acordar à noite. A sensação foi de que o meu esforço de criar uma rotina foi por água abaixo. Talvez eu esteja sendo dramática, mas hoje resolvi passar o dia inteiro só eu e ela dentro de casa para tentar criar uma rotina de novo, ou seja, planejei um dia sem agitação para ela assimilar tudo o que aconteceu de emocionante nos últimos dias: visitas, festas, presentes, alimentação zoada, etc e tal. Aaaand, pensando em rotinas e atividades para preencher os nossos dias, encontrei os seguintes links legais:

1. Este link (em inglês) dá uma ideia legal de rotina, embora eu não seja neurótica a ponto de achar que qualquer tipo de rotina tenha que ser seguida à risca. O que eu gosto nesse link são as ideias.

2. Nos países falantes de língua inglesa, a criança que tem entre 1 e 3 anos é chamada de toddler. No link abaixo o site “Hands on as we grow” dá ideias de 50 atividades que podem ser feitas com toddlers.

50-toddler-activities

3. Pra quem tem Pinterest, o Board “Toddler Activities” dá umas ideias legais.

81297928980ab563f3ff0206087c6cbe

4. Rituais para a hora de dormir para crianças de 1 a 3 anos, artigo do Baby Center. O artigo inteiro é super intuitivo, quer dizer, faz sentido fazer brincadeiras calmas, contar histórias e tal na hora de dormir, mas vale a leitura.

images

Ok, mas esses são links… agora, o que é que eu já faço no dia a dia com a A. que vale a pena ser compartilhado?

1. Tinta. No final da tarde, geralmente coloco um papel A3 no chão da varanda e pinto com a A. Quer dizer, ela se pinta, me pinta, acaba com a tinta, mas fica super orgulhosa da “atividade”, como ela chama a hora da pintura.

2. Brincadeiras com comidas. Encho um potinho com milho de pipoca ou macarrão e dou outros potinhos vazios para ela brincar de passar a comida de um para o outro, mas o detalhe é que criança quer provar tudo, então fico em cima para me certificar de que nada vai pra boca.

3. Brincadeiras com água. Encho uma piscininha de plástico na varanda e às vezes encho até mesmo uma bacia grandona que tenho e deixo a pequena se molhar a vontade. Dá trabalho, mas vale a pena.

4. Molhar as plantinhas. Como moramos em casa, temos plantas pelo jardim, um canteiro, algumas plantas em vasos pequenos e duas árvores pequenas em vasos maiores. Molhar isso tudo é um evento, então acaba virando uma “atividade”, e a Alis tem um regador pequeno só pra ela. Molha o chão, molha o meu pé, molha a parede e às vezes molha até uma plantinha!

5. Cozinhar. Tento envolver a A. o máximo possível no preparo da comida para ela ficar curiosa e querer comer. Na semana passada ela me ajudou a descascar um milho e virou a louca do milho. Não pode ver ou ouvir falar que pede. Era essa a minha intenção, então tenho “pedido a ajuda dela” para preparar quase todas as refeições.

6. Ler. Todos os dias temos a “hora da leitura”. Não é uma “hora”, é só um momento qualquer em que peço para a A. escolher um livro para ler. Tento ler para ela, mas a guria tasca o livro da minha mão e não tem pra ninguém. A grande frase dela agora é “era uma vez uma princesa muito bonita”, e deu, fim da história. E olha que quem começou com essa história de princesa foi ela!!!

Espero que os links e as ideias inspirem!

Boa sexta!!!

Deixe um comentário

Arquivado em Alimentação & Saúde, Atividades para os pequenos, Desenvolvimento Infantil, Vida de mãe

Dois insights: madrugada criativa e festa explosiva na escolinha

1. Ontem (hoje de madrugada, para ser mais precisa) eu tive dois insights. Acordei às 4 da manhã preocupada porque a Alis não tinha me chamado ainda. Sim, lá pelas 2 ou 3 da manhã, religiosamente, a pequena acorda pedindo “mama” ou para ir para a nossa cama – um drama, eu sei bem. Mas não posso dizer que odeio ou que é insuportável, só é cansativo e tenho tentado solucionar o caso. Mas o meu insight tem a ver com outra coisa: é impressionante como eu fico mais descansada só em saber que não tenho grandes pendências. Eu me transformo numa monstra estressada (exageeero) quando tenho trabalhos do doutorado para entregar, contas demais para pagar, eventos para participar. Mas agora que estou de férias [autoproclamadas] por duas semanas, relaxei de um jeito que seis horas de sono são suficientes. Minha conclusão é: largar o doutorado e viver em uma caverna para não precisar pagar contas! Iupi, estresse resolvido para o resto da vida! Mas ok, voltando para a realidade e encarando que estas não são soluções, vejo que preciso ser mais organizada e menos estressada. Não posso ter esses momentos de paz apenas quando as obrigações são cumpridas. Então fica registrada aqui a minha intenção de trabalhar a minha cabeça para levar as coisas não menos a sério, mas de uma forma mais prazerosa. E assim, foi prazeroso fazer os trabalhos do doutorado, foi mesmo. Um deles foi sobre a peça Othello, de Shakespeare; e o outro sobre o livro At the Full and Change of the Moon, da Dionne Brand: dois trabalhos inspiradíssimos de autores maravilhosos.

2. O segundo insight tem a ver com a tragédia cômica que foi o evento de final de ano na escola da A., que aconteceu ontem. Se eu contasse pra vocês que cheguei na escola, peguei a Alis na salinha dela, fui até a área de confraternização onde os pais estavam sentados em círculo com os filhos no colo e a Alis levantou-se e começou a dançar e bater palminhas no meio do círculo, vocês concluiriam que foi tudo lindo e que o evento foi um sucesso, certo? Errado. Quer dizer, foi lindo mesmo. Foi lindo ver a Alis super tranquila dançando, brincando e sorrindo, mas foi começar a tal da dinâmica entre os pais e alunos que a Alis teve um faniquito. Não foi uma manha, foi uma coisa que acometeu a menina e ela queria ir para casa, jogava a mensagem de final de ano que os pais trocaram entre si no chão… ela não estava feliz. Eu fiquei grilada, envergonhada até, porque sei que a Alis não é assim. Ela faz manha como toda criança, mas eu não tinha visto ainda uma manifestação tão pública de insatisfação. Tentei raciocinar que ela é a criança, eu sou a adulta, então, como agir? Fiz cara de paisagem para ver se a manha passava, consolei, fiz chantagem (não julguem, please, eu estava meio que testando todas as possibilidades), olhei para os pais com cara de desespero, até que ela relaxou e deu, fim de história. A dinâmica acabou e fomos todos para a área onde foi servida a comida. Ela brincou um pouco e fomos embora. Mas a história me incomodou depois, sabe? Fiquei pensando nos olhares que pensei ter recebido de alguns pais, de professores e tal, olhares do tipo “ai, que criança difícil”, “ela deve ser uma péssima mãe” e tal, olhares que eu nem sei se aconteceram mesmo, mas que fazem parte de um imaginário pessoal que te diz que você tem que ser uma mãe perfeita e ter todas as situações sob controle. E sabe o que? Eu não tenho todas as situações sob controle, e o que me incomodou ontem naquela hora já não me incomodava mais às 22h porque tive o insight (ahá, aqui ele está) de que eu não sou nem preciso ser perfeita, e a minha filha não será quem eu quero que ela seja, e se ela estiver com fome, cansada, mal humorada, vai fazer como eu faço e vai manifestar esse sentimento. Só que ela não tem a maturidade emocional que eu [acho que] tenho e tá se lixando para o que os pais dos amiguinhos ou os professores estão pensando dela ou de mim e das minhas artimanhas maternais. Então assim: eu tive um papo com a Alis depois da festinha. Foi um papo mesmo, de mãe pra filha, de amiga pra amiga, de humana para mini-humana. E sabe o que? Foi legal. Ela pediu desculpas, ficou uns 15 minutos puxando papo para ganhar pontos comigo e o resto do dia foi ótimo. Mais tarde, olhei a agenda da escola e vi que ela não tinha tomado café da tarde nem jantado, recusou as duas refeições: a coitada estava morrendo de fome e mau humorada, exatamente como a mãe dela fica quando está faminta. A fruta não cai muito longe do pé, não mesmo.

Beijo!

2 Comentários

Arquivado em Desenvolvimento Infantil, Vida de mãe

Como fazer um doutorado funcionar quando se tem filho(a) pequeno(a)

A verdade é que ainda estou buscando a resposta para essa pergunta. Fácil não é, mas também não é difícil nem impossível. O que acontece é que às vezes eu não dou conta das leituras, mas tenho buscado me concentrar muito para conseguir, sim, dar conta de ler tudo o que os professores sugerem nas ementas. O bom de fazer doutorado é que é trabalho, mas não é um trabalho convencional do tipo CLT, ou seja, eu não preciso entrar em um escritório às 9h e sair às 18h. Posso ficar com a Alis por meio período e estudar, ir à academia e fazer uma ou outra coisa pessoal à tarde enquanto a pequena está na escolinha. Não é perfeito, porque no fim das contas o tempo que tenho para estudar é quase que curto, mas é o melhor que pude fazer para encontrar um balanço entre maternidade e profissão. E a verdade é que “perfeito” não existe porque acho que a minha vida estaria bem imperfeita sem a Alis. Quis muito me tornar mãe (e quero repetir a dose em algum momento no futuro próximo, entre 2 e 4 anos) e quis muito entrar no doutorado, então estou fazendo as duas coisas que eu mais desejei nos últimos anos da melhor forma que posso cada uma.

Tenho me esforçado para usar menos o Facebook, papear menos via chat e mais ao vivo, ler mais literatura em vez de ver TV, assistir a vídeos no YouTube que têm a ver com as matérias que estou fazendo e com a minha pesquisa, isto é, estou tentando ser eficiente. Sempre fui bastante dispersa, tenho a impressão de que perco tempo com coisas tolas que não agregam. Às vezes penso que as pessoas são infinitamente mais organizadas que eu, mas ainda assim estou gostando do ritmo que dei para a minha parceria com a Alis e para os estudos nas últimas semanas.
Como eu “dou conta”? (Ou penso que dou)

1. Geralmente aproveito o começo da manhã, em que a Alis está superbem humorada e descansada, para ler os e-mails e as notícias. Temos um café da manhã quase-padrão, a banana amassada com um pouco de leite e um pedaço de pão ou waffle. Esse café previsível facilita a minha vida e eu fico satisfeita em saber que pelo menos uma fruta ela vai comer no dia. Como ela tem fruta na escola todos os dias, sei que ela não vai ficar só com a banana, vai complementar uma pêra, maçã, mamão e tal.

photo (7)

2. Se eu percebo que ela está especialmente bem humorada (e por “bem humorada” eu quero dizer “feliz em brincar sozinha”), o que tem acontecido com certa frequência, aproveito para estudar enquanto ela brinca por perto. Levo o meu material para o quarto dela ou para a sala e lá ficamos por um tempo. Depois desse momento, me dedico a ela e…

… 3. procuro fazer a Alis gastar bastante energia antes do almoço para comer bem, comer com fome, fome de quem brincou. Se o tempo estiver bom, eu a levo para o parquinho. Se estiver ruim, sento e brinco exclusivamente com ela por uns 40 minutos: de pintura, de lego, do que parecer legal na hora.

4. Almoçamos juntas. Ela tem começado a comer sozinha, mas eu sempre intervenho em algum momento para ajudar e fazê-la comer um pouco a mais. Às vezes tenho a impressão de que, por ela ser pequena e ainda não dominar a arte de comer sozinha, desiste mais rápido, então mostro como ela tem que ser persistente e comer até se sentir saciada, em vez de cansada.

5. Chega a hora de ir para a escolinha, então é toda aquela função. Troco a fralda dela, a roupa e vamos embora. Ela geralmente chega na escolinha dormindo (se bem que isso tem mudado), então eu a coloco no colchão da sala e vou-me embora.

2013-10-10 16.09.19-2

6. Se tenho aula, vou direto para a universidade, parando apenas para um ocasional cafezinho quando estou com sono (tipo sempre: é meu modo de funcionamento padrão hoje em dia). Se não tenho aula, vou a algum café perto da escola da Alis para estudar ou vou para a biblioteca. Fico estudando até quase o horário de buscar a gatinha na escola, menos nas terças e quintas, que são os dias em que faço ioga. Aliás, também faço academia e acabo encaixando os exercícios depois das minhas aulas ou no final da tarde de estudo.

7. O tempo passa rápido e logo é hora de buscar a A. na escola. Se ela jantou bem, desencano e só dou uma besteirinha para ela comer, tipo uma bolacha salgada, um pão de queijo com suco de laranja ou um iogurte com granola (isso é estranho? não sei de crianças que comem granola, mas ela adora). Se ela não jantou bem na escola, faço um macarrão, uma sopinha rápida ou algo do tipo.

8. Hora do banho (já são umas 20h), e geralmente tomo banho com ela no meu colo ou com ela no chão, mas comigo. Se eu dou banho, marido seca e veste. Se ele dá banho, faz o serviço completo. Ela curte muito essa hora porque sabe que vai mamar em seguida e provavelmente, se não for muito tarde, assistir a um episódio do desenho A Casa do Mickey. Ela já sai do banho falando “bagunça, bagunça”, mas eu tento não alimentar a pilha e só dou umas esmagadas básicas, pra mim essa é a hora do aconchego. O meu marido fala que essa é a hora da mamãe porque ela realmente não desgruda quando está prestes a dormir, então eu aproveito para pegar o tablet para estudar na cama enquanto ela brinca de cantar em modo sonâmbula. Se estamos na sala, faço a mesma coisa.

9. A essa hora eu já estou exausta. Não consigo sentar na frente do computador para blogar, nem pra estudar, nem pra nada. Continuo mexendo no tablet até dormir.

E aí já é hora de começar tudo de novo.

Então assim… claro que não é fácil porque no meio disso tudo eu preciso lavar roupas, louça, preparar comida, arrumar cama, e por mais que o meu marido seja ótimo e realmente assuma boa parte da limpeza e da organização, quem passa mais tempo em casa sou eu porque meu horário é flexível, então eu acabo fazendo mais mesmo. Eu gosto do meu esquema e tenho conseguido fazê-lo funcionar da melhor maneira possível. E você, qual é o seu segredo para fazer o seu esquema funcionar?

Beijo e bom começo de semana!

10 Comentários

Arquivado em Desenvolvimento Infantil, Vida de mãe

Casos de catapora aumentam na primavera saiba como prevenir

Olá Mamães,

Resolvi publicar esse texto que li outro dia porque comecei a escutar na “rádio corredor” da escolinha da V.  algumas mães & pais conversando sobre o Catapora, vale a pena ficar informada.

cata1

Confere as dicas da Revista Crescer

Casos de catapora aumentam na primavera: É importante ficar de olho nos sintomas da doença, que incluem febre e mal estar. A principal prevenção é a vacina tetra viral.

Instituto de Infectologia Emílio Ribas, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, emitiu um alerta para a população sobre o aumento dos casos de catapora na primavera. Até julho foram registrados 2.168 casos entre crianças de até 9 anos, segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado (CVE).

A catapora é uma doença altamente contagiosa, por isso, é recomendado afastar as crianças de escolas e creches ao confirmarem a doença. Os sintomas são parecidos as de um resfriado: febre alta e mal estar, e não há nenhum medicamento capaz de controlar a doença. “O ideal é lavar as lesões com sabão normal durante o banho, secar, não fazer uso de nenhum tipo de pomada nem curativo”, explicou, em nota, a infectologista do Emílio Ribas, Yu Ching Lian.

Por isso, a maneira mais segura de prevenir é por meio da vacinação. A tetra viral, oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde setembro deste ano, protege a criança da catapora, sarampo, caxumba e rubéola. Crianças de 15 meses, que já tenham tomado a primeira dose da tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola), podem receber a tetra valente. Caso a tríplice não tenha sido tomada, basta procurar o posto de saúde mais próximo. Neste caso, a tetra viral é aplicada após 30 dias.Vale lembrar que a vacina é oferecida em qualquer época do ano. Nas clínicas particulares, o esquema é diferente e você deve seguir as orientações do pediatra do seu filho.

Entenda a catapora

A catapora (ou varicela) atinge principalmente crianças de 1 a 6 anos. A transmissão acontece por contato e por via respiratória. Ambientes pouco ventilados, creches e escolas são propícios para a disseminação do vírus. Por conta disso, a melhor forma de prevenir o seu filho é por meio da vacinação.

Febre alta (acima de 38°C) e manchas avermelhadas pelo corpo são os primeiros sinais. Logo, formam-se pequenas bolhas que se rompem e viram feridas. Durante cerca de três dias, as bolhas surgem por levas: enquanto umas secam outras nascem no corpo da criança. As bolhas podem aparecer também nas mucosas: na boca, na conjuntiva, na área genital.

Durante essa fase, há risco de transmissão. Por isso, se você tem mais de uma criança em casa e um de seus filhos pegou a doença, leve-os ao pediatra e evite que durmam no mesmo quarto. Objetos pessoais devem ficar separados para evitar o contágio. Somente após 5 a 7 dias, as últimas bolhas secam, formando crostas.

A catapora não oferece grandes riscos, mas como as bolhas coçam, é preciso evitar que a criança crie um machucado em cima delas para não haver inflamação local e cicatriz. Não há medicamento específico, a não ser aqueles para combater os sintomas, como a febre e a coceira.

Abaixo, dicas fundamentais para evitar complicações:

– Corte sempre as unhas do seu filho e deixe-as limpas;
– Evite que ele tenha contato com pessoas com baixa capacidade de defesa;
– Coloque roupas leves, para evitar calor e aliviar as coceiras;
– Tente fazer com que seu filho repouse, principalmente enquanto tiver febre;
– Ofereça alimentos leves e muito líquido.

Fonte: Revista Crescer

cata3cata2

Bjs x Boa Semana!

Deixe um comentário

Arquivado em Alimentação & Saúde, Desenvolvimento Infantil

Amamentar é a melhor opção [?]

Acho que a pergunta do título nem está mais em discussão. A comunidade médica já deixou claro que é e as pesquisas mostram que sim, a amamentação é melhor, em litros (literalmente), que o leite de vaca. E ponto, não tem discussão. Porém, amamentar não é – pelo menos não uniformemente dentro da população mundial – a coisa mais fácil do mundo para se começar a fazer. Tem leite que demora a descer, tem gente que tem mastite, tem gente que não quer amamentar, tem gente que tem pouco leite, tem gente que passa por um stress tão grande que o leite seca. Tem de tudo.

500x300_cherry

O meu leite, por exemplo, demorou a descer. Já estávamos em casa, dois dias depois de sair da maternidade, e nada de leite. Nada, nem uma gota. Me deram todo tipo de sugestão: água de coco, ordenha, deixar a água do banho bem quente cair em cima das mamas, dramin, dormir (ha-ha-ha), “não dá mamadeira”, “mamadeira é coisa do demônio”, “se você der mamadeira o seu leite não vai descer” e coisas afins. Pois eu dei mamadeira e o meu leite desceu. No quarto dia de vida da Alis ela tomou uma mamadeira, eu dormi (porque ela estava há dias chorando de fome, cansada de tanto fazer força para mamar) e o leite desceu. Nunca parei com a mamadeira, que serviu de apoio em momentos de diversão e cansaço. Diversão quando eu quis ir ao cinema quando a Alis tinha apenas 17 dias (minha mãe ficou de babá, preparada com uma mamadeira) e cansaço quando eu precisava dormir e o marido ficava cuidando, sabendo que se batesse a fome a mamadeira daria conta do recado. Mesmo assim, amamentei até os 11 meses de vida da Alis, e teria amamentado mais se tivesse estimulado mais, mas a essa altura eu já estava trabalhando, ela já estava na escolinha e comendo outros alimentos. Senti falta, sempre gostei de amamentar, mesmo nos momentos difíceis do pós-parto, mas acho que paramos em um momento que foi bom para nós duas. Ela já estava cheia de dentes na boca, me mordeu umas três vezes e não tinha mais muita paciência de sugar, sugar e sugar. Eu estava disposta a levar um pouco mais adiante, fiquei uns dias meio chateada, mas superei rápido porque foi bom poder tomar a segunda cerveja, tomar a pílula, relaxar na alimentação.

Nesse assunto acho que cada experiência é única. Fui visitar uma amiga que ganhou neném há poucos meses e ela não teve nem sequer um mínimo problema com a amamentação. Tudo tranquilo, leite para dar e vender. Eu adorariiiia que a minha experiência tivesse sido assim desde o começo, mas os primeiros dias foram turbulentos (e passaram rápido). Depois de um tempo tentando, depois de muitas lágrimas e ligações para uma amiga que tinha passado por isso há pouco tempo (sim, a Chiara), eu desencanei de deixar a Alis exclusivamente no leite materno e funcionou pra nós duas.

almo.amamentacao2

Enfim… me estendi um monte, mas a ideia do post era falar sobre um documentário que passou esses dias no Discovery Home & Health sobre amamentação. O nome dele é “As Sete Fases da Amamentação”, conduzido por uma apresentadora da BBC, a Cherry Healey. Ela se viu passando um perrengue do cão durante a amamentação e fez o documentário para discutir o assunto. É legalzinho, nada suuuper emocionante, mas é uma introdução ao assunto. Não encontrei o vídeo inteiro no YouTube, só uns clipes para chamar para o doc., acho que o negócio é tentar baixar ou procurar na programação do canal.

 

5 Comentários

Arquivado em Alimentação & Saúde, Amamentação, Desenvolvimento Infantil, Gravidez, Vida de mãe

Ode à salada (seria a salada uma “comida de adulto”?)

saladalover

Eu amo salada. Salada? Amor? Na mesma frase? Para algumas pessoas esse amor pode parecer estranho, mas desde os 7, 8 anos sou apaixonada por alface americana e posso tranquilamente comer uma cabeça ou saco de alface em uma sentada. Aos 13 eu cortava uma cabeça de brócolis em arvorezinhas, cozinhava, colocava molho de salada em cima e comia tudo. É o tipo de comida que, quando não estou super estressada, sinto desejo de comer (porque quando estou estressada parece que só o carboidrato dá conta do recado eficientemente). Mas não foi sempre assim… acompanhe.

Me frustra um pouco o fato de eu não conseguir fazer a Alis comer salada, mas que criança gosta de salada? Eu sei que eu não gostava e olha só eu aqui, a doida da salada. Marido não cozinha por aqui. Não é porque eu não deixo (pelamordedeus eu deixo), é porque ele não sabe/não quer/não gosta de cozinhar mesmo, então quem prepara a comida aqui em casa sou eu. Quando entro no “modo salada” meu foco é nela e o resto é quase que improvisado, mas ainda assim saudável por causa da Alis. Veja bem, não que o marido não tenha que comer coisas saudáveis também, mas a Alis está em processo de crescimento. Ele, por outro lado, já está bem grandinho e pode compensar uma alimentação meia boca com uma salada de frutas, um dia de detox, sei lá. Mas comecei a falar da salada não só pra contar do meu projeto verão 2020 (que pelo jeito nunca vai acontecer) e sim para falar sobre uma conversa que lembro de ouvir o meu pai tendo com o meu tio. Lembro de ouvi-lo dizer que não conseguia fazer com que eu a minha irmã comêssemos salada e o meu tio respondeu que meu pai tinha que insistir não por meio de palavras, chantagens ou briga, mas dando exemplo. Meu tio disse algo como “Hamilton, coma salada na frente das meninas todos os dias que eventualmente elas vão provar, gostar e comer sempre que virem um prato de salada”. Não foi tiro e queda, foi mais tiro …. …. … 5 anos depois, queda (hehe). Meu amor por salada não nasceu no momento em que vi o meu pai servir alface, tomate e pepino no prato dele, mas isso com certeza me afetou, me deixou curiosa. Poxa, se ele gostava tanto de salada, porque eu não gostaria? Lembro também de encostar o meu ouvido contra a bochecha da minha mãe para ouvir o barulho da alface sendo mastigada. Era um barulho tão engraçado, tão diferente. Crunch, crunch, crunch. Eu não podia nem pensar em provar a alface ainda, eu não estava preparada, mas a semente da vontade estava plantada. Então é isso o que tenho tentado fazer, comer salada na frente da Alis e sem forçar nem nada. Eu ofereço uma folha de alface, um tomate. Ela diz um não bem redondo e volta para o seu prato de macarrão com carne moída e brócolis (cortado em pedaços minúsculos para ela não identificar o verdinho como “a árvore que ela não quer comer”). Tudo bem, estou acostumada a desafios, sou paciente, eu aguardo.

Posso estar viajando, mas me parece mais eficiente mesmo fazer com que as crianças sigam exemplos em vez de chantagens, brigas ou ainda insistência. O exemplo parece ser tão eficiente em outras áreas, como na fala, nos gestos e nos valores, por que não seria em se tratando de alimentação?

Tim and Ruby Lott

Para fechar, um link para um texto que saiu no The Guardian sobre alimentação. É um pai falando sobre como desistiu de insistir para a sua filha comer verduras e legumes. Ele conta uma coisa muito engraçada e eu toootalmente me identifico, mas pelos motivos errados (porque eu fazia igual). Ele explica que um dia levou suas filhas a um restaurante chiquérrimo, cheio de comidas deliciosas e elas se serviram do básico do básico: batatinhas, pão e galinha. Quem nunca fez isso na infância? Bom, o artigo está em inglês, o título traduzido é “Não force as Crianças a Comerem as Verduras” e você pode acessá-lo aqui. Muito bom!

Deixe um comentário

Arquivado em Alimentação & Saúde, Desenvolvimento Infantil, Vida de mãe