Arquivo do mês: maio 2014

33 ideias de atividades para fazer com os filhos em casa

Buzzfeed acertou de novo! Uma amiga me encaminhou o link para uma lista com 33 atividades baratas que você pode fazer com e para os seus filhos em casa. Algumas precisam exatamente disso, de uma casa, porque pressupõem uma área externa para fazer bastante sujeira, mas muitas podem ser tranquilamente feitas em apartamentos, durante o inverno que começará em breve. Adorei e pretendo testar algumas em casa!

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Divirtam-se!

O link está aqui.

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A memória das crianças

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Do que lembram as crianças, eu penso enquanto me pergunto quanto do que eu faço com e pela Alis ela vai lembrar-se? Ela vai lembrar-se das brincadeiras? Dos abraços mais que apertados? Dos beijos seguidos, também chamados de “carreirinho de beijos” pelo meu avô? Das histórias de dormir? Dos castelos construídos com pecinhas de lego? Das noites em que fiquei acordada enquanto ela se recuperava de uma gripe, com medo de não estar por perto caso ela precisasse de ajuda? Dos passeios no parque? Das sessões de filme debaixo da coberta? Das músicas que cantamos e dançamos juntas? Eu tenho a impressão de que, embora ela não lembre-se exatamente do que aconteceu e como aconteceu, permanecerá com ela, sempre, a sensação do que aconteceu. Se ela sentiu-se segura, calma, protegida, amada. Penso que seja assim. A memória do que aconteceu em fatos, e não necessariamente em sensações (embora eu as tenha também), terá que ser minha, e ainda assim será reconstruída com base em tudo o que me compõe: minhas paixões, inseguranças, desejos, falhas. Mas eu posso, quando chegar a hora e ela puder compreender a extensão da nossa relação de quando ela era criança, contar histórias sobre ela mesma e sobre nós para que ela possa enxergar aquilo que já tinha de potencial desde que começou a expressar-se em palavras. E nas risadinhas do primeiro ano também, do que gostava de ver e ouvir e como gostava de dormir enquanto eu a amamentava. Eu penso na memória e em como ela é construída o tempo todo, no que selecionamos e como recontamos o que um dia aconteceu. Eu vou contar a minha versão da história que, uma vez processada pela Alis, será algo inteiramente novo. E espero também que um dia ela leia este blog e veja como eu era esperta e interessante para então, depois de uma segunda leitura, quando já estiver mais velha, enxergue as minhas limitações como mãe e como pessoa. E por isso escrevo aqui, no blog, e para mim mesma em arquivos trancados no meu computador: para que as memórias continuem sendo registradas e ganhem a forma do que sou capaz de transcrever quando a necessidade de registrá-las surgir.

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