Arquivo do mês: dezembro 2013

SOS férias: rotinas e atividades

IDEIAS DE ROTINAS E AT

Com as férias da A. rolando há 15 dias, tenho pensado muito em rotinas. Recebemos visitas em casa nos últimos 5 dias e percebi uma mudança enorme na A. Ela estava comendo bem, dormindo noites inteiras (meu sonho realizado), brincando sozinha e tranquila por períodos de meia hora (pra mais ou pra menos), mas agora tudo mudou. Ela passou todos esses dias comendo mal, superexcitada, manhosa e voltou a acordar à noite. A sensação foi de que o meu esforço de criar uma rotina foi por água abaixo. Talvez eu esteja sendo dramática, mas hoje resolvi passar o dia inteiro só eu e ela dentro de casa para tentar criar uma rotina de novo, ou seja, planejei um dia sem agitação para ela assimilar tudo o que aconteceu de emocionante nos últimos dias: visitas, festas, presentes, alimentação zoada, etc e tal. Aaaand, pensando em rotinas e atividades para preencher os nossos dias, encontrei os seguintes links legais:

1. Este link (em inglês) dá uma ideia legal de rotina, embora eu não seja neurótica a ponto de achar que qualquer tipo de rotina tenha que ser seguida à risca. O que eu gosto nesse link são as ideias.

2. Nos países falantes de língua inglesa, a criança que tem entre 1 e 3 anos é chamada de toddler. No link abaixo o site “Hands on as we grow” dá ideias de 50 atividades que podem ser feitas com toddlers.

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3. Pra quem tem Pinterest, o Board “Toddler Activities” dá umas ideias legais.

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4. Rituais para a hora de dormir para crianças de 1 a 3 anos, artigo do Baby Center. O artigo inteiro é super intuitivo, quer dizer, faz sentido fazer brincadeiras calmas, contar histórias e tal na hora de dormir, mas vale a leitura.

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Ok, mas esses são links… agora, o que é que eu já faço no dia a dia com a A. que vale a pena ser compartilhado?

1. Tinta. No final da tarde, geralmente coloco um papel A3 no chão da varanda e pinto com a A. Quer dizer, ela se pinta, me pinta, acaba com a tinta, mas fica super orgulhosa da “atividade”, como ela chama a hora da pintura.

2. Brincadeiras com comidas. Encho um potinho com milho de pipoca ou macarrão e dou outros potinhos vazios para ela brincar de passar a comida de um para o outro, mas o detalhe é que criança quer provar tudo, então fico em cima para me certificar de que nada vai pra boca.

3. Brincadeiras com água. Encho uma piscininha de plástico na varanda e às vezes encho até mesmo uma bacia grandona que tenho e deixo a pequena se molhar a vontade. Dá trabalho, mas vale a pena.

4. Molhar as plantinhas. Como moramos em casa, temos plantas pelo jardim, um canteiro, algumas plantas em vasos pequenos e duas árvores pequenas em vasos maiores. Molhar isso tudo é um evento, então acaba virando uma “atividade”, e a Alis tem um regador pequeno só pra ela. Molha o chão, molha o meu pé, molha a parede e às vezes molha até uma plantinha!

5. Cozinhar. Tento envolver a A. o máximo possível no preparo da comida para ela ficar curiosa e querer comer. Na semana passada ela me ajudou a descascar um milho e virou a louca do milho. Não pode ver ou ouvir falar que pede. Era essa a minha intenção, então tenho “pedido a ajuda dela” para preparar quase todas as refeições.

6. Ler. Todos os dias temos a “hora da leitura”. Não é uma “hora”, é só um momento qualquer em que peço para a A. escolher um livro para ler. Tento ler para ela, mas a guria tasca o livro da minha mão e não tem pra ninguém. A grande frase dela agora é “era uma vez uma princesa muito bonita”, e deu, fim da história. E olha que quem começou com essa história de princesa foi ela!!!

Espero que os links e as ideias inspirem!

Boa sexta!!!

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Arquivado em Alimentação & Saúde, Atividades para os pequenos, Desenvolvimento Infantil, Vida de mãe

Feliz Natal!

Feliz Natal!

Passando por aqui para desejar a todas e todos um Feliz Natal!!!

Tudo de bom pra todo mundo aí! ;)

Beijo!

Mel e Alis

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por | dezembro 25, 2013 · 1:39 PM

Real Life

Hello Girls!! Primeiro que dizer que estava com muita, mas muita saudade de passar por aqui e compartilhar as minhas experiências com vocês. Não tenho desculpas, mas tá faltando um pouquinho de organização pessoal para poder dar conta do recado. Nos últimos meses tenho me dedicado para a abertura de uma loja online e preciso deixar tudo prontinho até fevereiro. Somando  a correria do fim de ano ficou tenso o negócio por aqui.

O trabalho não rende muito né? Só tenho a parte da tarde para me dedicar sem interrupções e quando vejo já tenho que ir correndo buscar a pequena na escola. Bem, são escolhas da vida  e estou feliz com a minha :) Por enquanto decidi que não quero colocar a V. período integral, mas vamos ver como as coisas vão se encaminhar no próximo ano.

Ok, vamos lá! Hoje publiquei uma foto do @giseleofficial (que a Vogue Paris publicou tbm) na Fanpage do Mais que Mães. Na foto temos uma mãe amamentando seu baby e ao mesmo tempo sendo produzida por uma equipe de beauty. Mas como era a pobre da Gisele Bündchen o povo cai matando em cima com comentários do tipo “vida fácil”. Gente, qual é o problema das pessoas em crucificar a criatura? Confere a foto:

ImagemEu mesma já postei foto no nosso Instagram @maisquemaes fazendo escova com a Valentina no colo. Olha a prova:

ImagemAs pessoas julgam um fato isolado, trasnformam em noticia para dar ibope e comentam que a vida real não é assim, mas esquecem que cada um tem a sua vida, suas escolhas, oportunidades, falta de oportunidades, pobreza e riqueza. Nós sabemos que essa realidade é “possível” para uma minoria, mas aí crucificar a foto é demais!

Eu particularmente, não acho glamour ir para o salão  (que deveria ser um tempinho só meu), com a Valentina, mas as vezes tenho que fazer isso porque simplesmente não tenho opção, não tenho com quem deixar e aí me resta levar um mini ser que pode ficar bem quietinho ou simplesmente surtar por algum motivo.

A Gisele Bündchen ainda se deu o trabalho de escrever na legenda “O que seria de mim sem esse esquadrão da beleza depois de voar 15 horas e só dormir 3 horas. #mutlitarefas #mepreparando”.

Outro “acontecimento virtual” que despertou minha atenção e indignação foi um texto que li em um Blog por aí. O sujeito cria um post para contestar a atitude de uma mãe em um café. Resumindo, a mãe senta com a criança para tomar um café e a criança que teria, de acordo com o relato, por volta de 02 anos simplesmente não queria ficar sentada. A criança tem dois anos!! Vocês acham que uma criança com essa idade prefere sentar e ficar mega comportada ou desbravar o ambiente? Bem, o sujeito julga a atitude da mãe que deve ter tentado conversar com a criança, mas como não surtiu o resultado desejado ofereceu um celular “em troca”.

Ai, ai… o que é que tem de errado em fazer isso? Chantagem,  esse seria o nome correto? Alguém pode me dizer o que estava acontecendo com aquela mãe no momento, no dia, na semana? Se tem uma coisa que aprendi depois de ser mãe é não julgar outras mães, é tipo um mandamento sagrado para mim (salve situações absurdas ou maus tratos).

Será que a mãe tinha dormido de noite, tinha almoçado, será que a criança vai para escola ou a mãe da conta do recado o dia inteiro, será que a criança é ligada na tomada, será que ela tem marido ou alguém para ajudar, será que ela queria ter um tempinho só para ela se distrair, arejar a cabeça, será que ela tem uma mãe com câncer, um parente no hospital, será que ela estava de tpm?

São muitas as possibilidades não é mesmo? Eu tenho uma filha de dois anos e posso afirmar que não é fácil conversar e fazer com que ela entenda o que é certo e errado, eu sempre tento conversar muito com a V., explicar, responder as perguntas dela, dar exemplo para as situações, sempre levo opções de brinquedos, giz de cera, mas as vezes ela simplesmente não obedece e acontece de emprestar o celular, o sachê de açúcar/ sal, menu, chave do carro, ou qualquer outra alternativa para conseguir fazer o que deve ser feito.  Quando li o post eu pensei, não é possível que alguém escreveu isso e ainda deu embasamento teórico para tentar provar a teoria mirabolante descrita ali.

Sinceramente, se fosse meu marido eu não deixava entrar mais em casa! O pior é que não tive coragem de deixar um comentário no blog quando li o post.

Está faltando noticia por aí, acho que se as pessoas focassem mais em suas vidas  (coisa que eu não estou fazendo nesse momento), seria muito, mas muito produtivo.

Mil desculpas por essa volta “tenebrosa” (rssss), bjs!!

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Dois insights: madrugada criativa e festa explosiva na escolinha

1. Ontem (hoje de madrugada, para ser mais precisa) eu tive dois insights. Acordei às 4 da manhã preocupada porque a Alis não tinha me chamado ainda. Sim, lá pelas 2 ou 3 da manhã, religiosamente, a pequena acorda pedindo “mama” ou para ir para a nossa cama – um drama, eu sei bem. Mas não posso dizer que odeio ou que é insuportável, só é cansativo e tenho tentado solucionar o caso. Mas o meu insight tem a ver com outra coisa: é impressionante como eu fico mais descansada só em saber que não tenho grandes pendências. Eu me transformo numa monstra estressada (exageeero) quando tenho trabalhos do doutorado para entregar, contas demais para pagar, eventos para participar. Mas agora que estou de férias [autoproclamadas] por duas semanas, relaxei de um jeito que seis horas de sono são suficientes. Minha conclusão é: largar o doutorado e viver em uma caverna para não precisar pagar contas! Iupi, estresse resolvido para o resto da vida! Mas ok, voltando para a realidade e encarando que estas não são soluções, vejo que preciso ser mais organizada e menos estressada. Não posso ter esses momentos de paz apenas quando as obrigações são cumpridas. Então fica registrada aqui a minha intenção de trabalhar a minha cabeça para levar as coisas não menos a sério, mas de uma forma mais prazerosa. E assim, foi prazeroso fazer os trabalhos do doutorado, foi mesmo. Um deles foi sobre a peça Othello, de Shakespeare; e o outro sobre o livro At the Full and Change of the Moon, da Dionne Brand: dois trabalhos inspiradíssimos de autores maravilhosos.

2. O segundo insight tem a ver com a tragédia cômica que foi o evento de final de ano na escola da A., que aconteceu ontem. Se eu contasse pra vocês que cheguei na escola, peguei a Alis na salinha dela, fui até a área de confraternização onde os pais estavam sentados em círculo com os filhos no colo e a Alis levantou-se e começou a dançar e bater palminhas no meio do círculo, vocês concluiriam que foi tudo lindo e que o evento foi um sucesso, certo? Errado. Quer dizer, foi lindo mesmo. Foi lindo ver a Alis super tranquila dançando, brincando e sorrindo, mas foi começar a tal da dinâmica entre os pais e alunos que a Alis teve um faniquito. Não foi uma manha, foi uma coisa que acometeu a menina e ela queria ir para casa, jogava a mensagem de final de ano que os pais trocaram entre si no chão… ela não estava feliz. Eu fiquei grilada, envergonhada até, porque sei que a Alis não é assim. Ela faz manha como toda criança, mas eu não tinha visto ainda uma manifestação tão pública de insatisfação. Tentei raciocinar que ela é a criança, eu sou a adulta, então, como agir? Fiz cara de paisagem para ver se a manha passava, consolei, fiz chantagem (não julguem, please, eu estava meio que testando todas as possibilidades), olhei para os pais com cara de desespero, até que ela relaxou e deu, fim de história. A dinâmica acabou e fomos todos para a área onde foi servida a comida. Ela brincou um pouco e fomos embora. Mas a história me incomodou depois, sabe? Fiquei pensando nos olhares que pensei ter recebido de alguns pais, de professores e tal, olhares do tipo “ai, que criança difícil”, “ela deve ser uma péssima mãe” e tal, olhares que eu nem sei se aconteceram mesmo, mas que fazem parte de um imaginário pessoal que te diz que você tem que ser uma mãe perfeita e ter todas as situações sob controle. E sabe o que? Eu não tenho todas as situações sob controle, e o que me incomodou ontem naquela hora já não me incomodava mais às 22h porque tive o insight (ahá, aqui ele está) de que eu não sou nem preciso ser perfeita, e a minha filha não será quem eu quero que ela seja, e se ela estiver com fome, cansada, mal humorada, vai fazer como eu faço e vai manifestar esse sentimento. Só que ela não tem a maturidade emocional que eu [acho que] tenho e tá se lixando para o que os pais dos amiguinhos ou os professores estão pensando dela ou de mim e das minhas artimanhas maternais. Então assim: eu tive um papo com a Alis depois da festinha. Foi um papo mesmo, de mãe pra filha, de amiga pra amiga, de humana para mini-humana. E sabe o que? Foi legal. Ela pediu desculpas, ficou uns 15 minutos puxando papo para ganhar pontos comigo e o resto do dia foi ótimo. Mais tarde, olhei a agenda da escola e vi que ela não tinha tomado café da tarde nem jantado, recusou as duas refeições: a coitada estava morrendo de fome e mau humorada, exatamente como a mãe dela fica quando está faminta. A fruta não cai muito longe do pé, não mesmo.

Beijo!

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Machismo é uma violência

Na semana passada postei aqui um vídeo sobre “brinquedos de gênero”, que na verdade é a propaganda de uma empresa de brinquedos que desconstrói de forma bem divertida a ideia de que meninas brincam de casinha e seus brinquedos são todos cor de rosa e tal. A gente sabe bem que não é assim na vida real, mas é legal ver um vídeo escancarando tudo.

O vídeo de hoje é uma campanha que rolou no Equador há alguns anos, é uma campanha contra o machismo. As estatísticas de assassinatos de mulheres (o feminicídio) pelas mãos de homens é uma coisa assustadora, é alarmante mesmo. Isso acontece porque a mulher é tida como uma propriedade que o homem “tem o direito” de consumir como quiser. Certo? Errado! Se ensinarmos que mulheres e homens TÊM que desempenhar determinados papeis, que não podem ir além disso e questionar a autoridade do patriarcado, não avançaremos muito na nossa sociedade. E veja bem, machismo não é apenas uma violência contra a mulher, mas também contra o homem, que fica preso a um estereótipo nocivo às suas subjetividades como SER HUMANO, que é o que todos somos.

Vamos lutar contra o machismo agora e sempre!

Beijos!

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por | dezembro 2, 2013 · 3:58 PM