Arquivo do mês: novembro 2013

Da série “coisas que não me pertencem mais”

Da série “coisas que não me pertencem mais”

Tipo arrumar as malas e viajar sem preocupação.

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por | novembro 26, 2013 · 9:35 AM

Bebês Prematuros

Bom Dia,

Tem um vídeo rolando na internet que retrata o dia-a-dia de uma mãe que teve um baby prematuro. O vídeo é incrível e retrata claramente a capacidade de superação dessas famílias e principalmente desses bebês. Bem, vou confessar que assisti duas vezes e chorei muito, muito mesmo. Hoje não posso dar minha opinião porque nunca passei por essa situação e também não pretendo incluir links aqui pois sabemos que cada caso é um caso. A única coisa que posso dizer ( já falei aqui no blog que na  minha gestação eu tinha uma possibilidade real de ter um parto prematuro) é que você deve fazer todos os exames, exigir acompanhamento especial caso a possibilidade de parto prematuro seja constatada, respeitar o repouso e medicação sugerida, não tente ser a mulher maravilha na gravidez e se estiver grávida de gêmeos mantenha mais repouso do que o indicado.

Agora, sabemos que muitas mulheres simplesmente entram em trabalho de parto antes da 40 semana e se essa é a sua realidade desejamos muita força. Hoje boa parte das maternidades possui unidade Neonatal e a capacidade de sobrevivência dos bebês prematuros  é cada vez maior. Ah! Se você já vivenciou essa experiência conte um pouco para nós ok? Clique na imagem, assista o vídeo porque vale a pena.

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Depois desse exemplo de superação tenho certeza que sua semana será cheia de reflexões e gratidão pela vida. Bjs!

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Arquivado em Gravidez

Day off do baby

Hello,

Gente hoje expulsei o marido e a pequena de casa para colocar a vida em dia…rssss. Olha a correria dos últimos dias foi grande, mas vou confessar que estou adorando! Hoje não fiz almoço, mas lavei a louça que sobrou da jantinha de ontem, trabalhei, dei uma geral nos armários da casa, gavetas, joguei uma porção de remédios fora da validade e essa lista não tem fim. Quando você mora em um ap de 2 quartos com um baby a lei da sobrevivência é: entra uma coisa nova e sai uma coisa velha. Meu sonho é ter espaço (ok, tenho sonhos muito mais divertidos).

Olha, o tempo rende quando fico longe da V. e principalmente quando não preciso cozinhar, limpar, trocar roupa, fralda ou simplesmente ser interrompida. Já estou morrendo de saudades e contando os minutos para ela voltar (l-o-u-c-a), mas é verdade. Estamos muito juntinhas nos últimos dias porque a Dinda que é minha provedora de momentos off da V. está viajando e só volta 16 de dezembro. Que medo, será que vou sobreviver?

A V. está em uma fase ótima, super carinhosa, conversadeira e comilona :) Essa semana a professora me falou que eu  deveria inscrever ela no The Voice Brasil. O que mais uma mãe pode desejar?  A resposta é: folga.

Na semana passada surgiu a possibilidade de viajar uns 5 dias à trabalho e eu fiquei maluca em ficar todo esse tempo longe dela. Sei que tem muitas mães que já fizeram isso, mas senti que não estou preparada. Já  fiquei 3 quando fui para Buenos Aires comemorar meu aniver, mas cinco :(((

Acho super importante ter um ponto de apoio para a criança e para a família. Quando digo “ponto de apoio” estou me referindo a uma pessoa que a criança se identifique, que tenha disponibilidade e que os pais se sintam tranquilos. No meu caso tenho a Dinda e  Sogra, mas como a Dinda já está aposentada e mora mais perto foi eleita a babá oficial da V. e ela adora e fica  super tranquila na casa dos Dindos. Desde pequena acostumamos ela a dormir fora, passar o dia com eles ou fazer um passeio e foi ótimo porque a V. se adaptou bem. Assim, conseguimos ter nossos momentos de folga.

Bem, se você é mãe com certeza o que estou falando não é novidade, ou sim né? Sei de muitas mães que nunca dormiram longe dos pequenos. Algumas porque não tem opção e outras porque não conseguem. Se você está gravida comece a pensar nisso! É bom delegar tarefas, pedir ajuda para tomar um banho demorado, tirar um soneca, sair para almoçar, viajar e por aí vai. Essa semana a V. foi novamente para o salão comigo porque eu precisava fazer uma escova e dar uma geral. Posso dizer que foi divertido, mas não relaxante, você fica ali na expectativa da criança  surtar. O fato é que dar umas escapadas quando se tem um baby é como recarregar as baterias e você volta para casa cheia de amor e saudade.

E o mais engraçado é que meu marido enviou uma foto da V. e eu tive um ataque…rsss, mas olha o que ele aprontou, achei muito alto o lugar escolhido para ela sentar :((

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Afff, coisas de pai! Beijos!!

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Arquivado em Vida de mãe

Quem disse que garotas só gostam de bonecas?

Olha que demais esse vídeo de uma empresa de brinquedos chamada GoldieBlox! Demorou para uma empresa tomar uma atitude para mudar esses parâmetros engessados de gênero onde brinquedos para meninas são da cor rosa e para meninos são da cor azul. Isso sem falar do clichê bonecas X carrinhos. Basta!
Aliás, o brinquedo predileto da Alis (no momento, claro, isso muda de 3 em e semanas) é um foguete que tem na tripulação um cachorro e dois astronautas meninos. Onde estão AS astronautas, hein? :)

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por | novembro 21, 2013 · 4:01 PM

O sentido está na forma de contar as histórias

“Por que oferecemos versões de histórias que valorizam indivíduos que começam por baixo e lutam até o topo em vez de histórias que retratam essas formas de competição como graus diferentes de insanidade? Por que falamos para os nossos filhos que a vida é dura quando poderíamos tão facilmente dizer-lhes que a vida é doce?”

– Thomas King –

Temos momentos e momentos. Eu, por exemplo, tenho vivido um momento difícil. Ele não é impossível, ele não é depressivo, mas ele é novo, ele implica mudanças no futuro. Mas a pessoa que está passando por esse problema não sou eu e essa pessoa tem uma visão muito mais otimista do que a vida é e pode ser com este problema do que eu. Diante desses fatos, li o trecho acima no livro “The Truth About Stories: a Native Narrative” [A Verdade Sobre as Histórias: Uma Narrativa Nativa], do Thomas King, e me veio uma sensação boa de que esse nosso binarismo Bom/Mau não pertence às narrativas dos povos nativos de que ele trata no livro. Quer dizer, o bom e o ruim existem, mas em vez de serem opostos, fazem parte do mesmo espectro, co-existem. O mau não necessariamente traz um mau resultado. O mau faz parte do bom e o bom faz parte do mau.

Eu tenho percebido que a Alis está mais grudada em mim nesta última semana, e coincide justamente com o momento em que fui atropelada por uma tristeza que não me é comum. Sou geralmente uma pessoa bem otimista, passei por quatro anos de doença do meu pai contando piadas e histórias para ele e com ele enquanto tomávamos sopa ou café. Na história dele eu senti muito forte essa questão do bom e do mau como parte de um espectro, mas isso aconteceu no processo da doença, e não assim que nós a descobrimos. Então o que eu tenho tentado fazer para encontrar essa, sei lá, sabedoria talvez, é pensar em todas as coisas boas que essa notícia pode me fazer aprender, mesmo não sendo necessariamente e aparentemente boa.

Abstraí demais? Talvez sim, mas esse trecho do Thomas King me faz pensar sobre como posso empoderar a minha filha para as batalhas futuras se eu simplesmente mudar a forma com que conto as histórias. Em vez de dizer “a vida é difícil”, posso dizer “a vida é bela, basta você saber como lidar com ela”. E ainda rima, né? Mas não adianta só falar, agora começa o exercício de viver de acordo com essas palavras. E dá-lhe perseverança!

Beijos!

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Arquivado em Literatura, Vida de mãe