O dia em que eu cortei o dedo da minha filha (ou O dia em que me senti a pior mãe do mundo)

Tem dias em que eu fico cansada. Cansada de acordar todas as noites para dar mamadeira (sim, a Alis ainda não perdeu esse hábito, se alguém souber como desfazê-lo, aceito sugestões), cansada de dar conta de tudo dormindo pouco. Eu não fico infeliz com isso, até gosto de dormir menos do que dormia antes do nascimento da Alis, me sinto mais produtiva, mais ativa, é uma sensação que me faz bem, mas tem dias em que o cansaço me atropela como se fosse um trem e a minha cabeça fica aérea. Eu ainda voltei a fazer academia na quinta-feira, então ontem estava cansada dolorida. Ontem, na verdade, eu parecia uma zumbi manca (guarde esta informação e pense em como uma zumbi manca não pensa, age), e cheia de compromissos. Tinha que ajudar a minha mãe com uns preparativos de viagem, dar almoço para a pequena, levá-la para a escola, dar uma entrevista para uma rede de TV de Floripa, ir a academia e estudar.

Pois bem, podemos voltar ao momento em que eu tive que dar almoço para a Alis, e foi em um restaurante. Servi um prato cheio de macarrão, coloquei na frente dela e a deixei comer sozinha. Como era espaguete, era uma comida que oferecia certo nível de dificuldade para uma garota de 1 ano e sete meses, então ela comeu um pouco com a colher e um pouco com a mão. Eu, percebendo a luta dela para comer o macarrão, no meu estado zumbi manca, meti o meu garfo e faca no prato dela sem NEM ME DAR CONTA DE QUE A MÃO DELA ESTAVA DENTRO DO PRATO!!!! Você, leitor(a), CONSEGUE PENSAR NUMA COISA MAIS SEM NOÇÃO NO MUNDO? Calma, deu uma arranhadinha no dedo indicador, sangrou por dois segundos e só. Ela chorou um pouco (por menos de 30 segundos) e voltou a comer, a tomar suco de laranja, a brincar e tal, mas estou até agora me sentindo A PIOR MÃE DO MUNDO. A pior, a mais sem-noção, a pessoa mais desligada do planeta, uma pessoa desprovida de cérebro. Eu sei que parece exagero, e acho que é, mas não é porque é minha filha, é porque é uma coisa doida de se fazer. Como que uma pessoa pode meter um garfo e uma faca num prato onde habita uma mão(zinha)? Enfim… passou, ela está bem, eu estou emocionalmente abalada (fico quando lembro do fato) e a vida segue. O bom é que pelo menos sei que isso nunca mais vai acontecer. Tomei a decisão de fazer as coisas com o meu cérebro em pleno funcionamento (que ideia revolucionária, né? haha), tipo dirigir SEM ATENDER O CELULAR, sem responder mensagens, ler sem interromper a leitura para olhar o Facebook, etc, etc, etc… alguém por aí já passou por algo parecido? Please, diz que siiiim!

Beijos de uma mãe desconsolada!

PS: FELIZ DIA DAS CRIANÇAAAAAAAAAAS!!!

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