Arquivo do mês: setembro 2013

Cesárea – experiência pessoal

 Olá! Na semana passada durante uma sessão estética (Yes, estou fazendo e logo conto mais detalhes aqui!) a minha anja, quero dizer, minha esteticista comentou que a minha cicatriz da cesárea estava “clarinha” e quase não dava mais para ver e eu a-d-o-r-e-i! Minha boneca V. vai completar 02 aninhos e aos poucos vamos esquecendo (memória seletiva) algumas das situações que passamos. Nada como estar em contato com uma grávida que nos enche de perguntas e vamos relembrado todas as fazes que rapidamente são substituídas por outras.
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Bem, vamos ao assunto do dia: Eu fiz cesárea!

Sim, eu fiz e se você que está lendo esse post e é radical ou fã do Filme “o renascimento do parto” pode me julgar e me odiar, mas o fato é que desde o 1 dia que descobri a gravidez eu não conseguia me imaginar tendo um parto normal, só de pensar me dava pânico total de suar frio.

Meu pai é médico e minha mãe teve 4 partos normais e eles crucificaram minha decisão, fizeram questão de conversar comigo (muitas vezes) para tentar reverter a decisão, mas não conseguiram. Fui determinada desde o inicio da gestação e não entrei em trabalho de parto, a V. não ficou encaixada e eu efetivamente fiz a cesárea.

Meu pai como médico e minha obstetra me alertaram que a cesárea era uma cirurgia e que ninguém está isento de uma complicação, mas digamos que no parto normal isso também é possível certo? Eu pesquisei muito, assisti vídeos, conversei com profissionais e nada conseguiu tirar meu pânico de passar pelo parto normal, e ao contrario de muitas grávidas eu rezava no final da gestação para não entrar em trabalho de parto ( é claro que se acontecesse tenho certeza que naquele momento o extinto  falaria mais alto e eu iria tentar).

Tudo isso pode parecer besteira e superficial para algumas de vocês, mas tenho certeza que alguém aqui compartilha da mesma opinião e que a minha paz de espírito por saber que eu realmente teria que fazer a cesárea não teve preço. Talvez na próxima gestação eu consiga encarar o parto normal, deseje com todas as minhas forças e me sinta segura… vai saber, né?!

Acho que existem profissionais e profissionais, se é que vc me entende? Eu confiei 100% na minha médica obstetra e com o monitoramento por ultrassom nas últimas semanas tive certeza que ela não estava simplesmente agendando um dia e hora para minha filha nascer, mas sim prezando pela nossa saúde e segurança.

Quem vai fazer cesárea deve saber que é uma cirurgia e que existe o pós cirúrgico também. Sabe amigo que protege outro amigo quando trai a mulher ? Uma comparação meio absurda, mas as grávidas (pelo menos as que eu convivi), nunca me disseram “se prepara porque depois vai doer”. Pessoal, para mim o óbvio deve ser dito e escrito se possível… ainda mais quando estamos falando de seres grávidos que vivem em uma bolha durante 9 meses e só conseguem pensar no baby.

Ok, vamos para parte prática, se vc optou ou vai precisar fazer cesárea posso te dizer que no meu caso:

– deu tudo certo, sem complicações com a cirurgia de anestesia (uhuuu!);

– foi “agoniante” (não consigo definir bem a sensação) o momento da anestesia;

– senti muita dor e quando a enfermeira me ajudou a levantar da cama para tomar o 1 banho eu vi estrelas, mesmo estando medicada;

– dizem para não falar muito para evitar gases, inevitavelmente vc vai parecer gravida de 5 meses;

– como não falar com as visitas (rss)? Rir e tossir podem parecer as piores coisas do mundo durante uns 7 dias;

você também não poderá carregar nada mais pesado que o próprio bebê;

– É normal que alguma parte da sua barriga fique meio adormecida. O corte da cesariana afeta alguns nervos. A sensibilidade pode demorar alguns meses para voltar;

– no 2 dia a dor já era uns 10% menor e eu tive esperança que iria dar tudo certo;

– pode ser que seu leite demore um pouco mais para “descer”, prepare-se psicologicamente para isso, porque rola uma frustração de não conseguir amamentar;

– depois de 2 dias na maternidade (que é um local preparado), com barras de proteção no chuveiro e cama alta, quando cheguei em casa rolou uma deprê porque o sofá era baixo, muita dificuldade de sentar e levantar para fazer xixi, eu queria circular dentro de casa e retomar a vida, mas meu corpo pedia mais uns dias de repouso;

– depois de 5 dias da cesárea eu estava ótima em relação a dor e já não precisava de muito analgésico;

– nos primeiros 4 dias vai parecer que vc fez uns 1000000 abdominais;

– eu tinha medo de fazer movimentos bruscos (e nem podia!);

– dirigir só depois de 15 dias;

– minha médica tirou os pontos depois de uns 15 dias e não doeu;

– fiquei usando uma fita de micro poro na cicatriz por mais de 1mês porque eu morria de agonia de ficar sem (eu me sentia desprotegida), foi a minha médica que indicou para proteger e evitar um queloide;

– tinha também uma pomada que eu usava (não lembro o nome, mas o ideal é que o seu médico fazer a prescrição conforme a necessidade).

Alguns links para vocês pesquisarem um pouco mais:

1. Baby Center (a-m-o)

2. Gui do Bebe (curtia dar uma espiada na gravidez)

3. Programa Bem Estar (tbm curto!)

4.  Post focado na cicatriz

5. Higiene no corte

Acho que era isso, espero ter ajudado e se eu lembrar de algum detalhe importante ou se vocês quiserem alguma info extra é só deixar um comentário aqui no blog ok?

Baci X buona settimana! (estou querendo praticar o meu italiano, rsss)

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Para os pais, a perfeição pode ser improdutiva

Choque

Em 1989, Arlie Russell Hochschild e Anne Machung publicaram nos EUA o livro O Segundo Turno: Pais que Trabalham e a Revolução Dentro de Casa. Tipo assim, eu não li o livro, mas sei do que se trata. É um daqueles livros que você tem que ler (eu tenho mesmo por causa da minha pesquisa de doutorado), mas que mesmo sem ler tem ideia da mensagem que o livro passa.

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Eu sou PhD em segundo turno, toda mãe é, quer trabalhe fora de casa ou não. Mas ser PhD no assunto “segundo turno” no sentido de saber que ele existe, ou seja, entender o conceito, não significa que ele seja colocado em prática por mim ou pelo meu marido. O cesto de roupas sujas ameaça nos engolir cada vez que passamos perto dele. Os cachorros estão com saudades de nós. Os armários da cozinha, principalmente o das panelas, estão uma zona. Meu armário está desorganizado. Estou a três dias tentando arranjar tempo para tirar o esmalte das unhas, que está todo descascado. A Alis? Ela tá ótima! Descansada, cheirosa, seu armário está arrumado, as roupas limpas, os brinquedos organizados. Até me impressiono que as coisas referentes a Alis não desmoronem (ai, que exagerooo), mas nossos esforços dentro de casa parecem priorizar o que tem a ver com a pequena. E nem é porque somos neuróticos por perfeição quando o assunto é filhos, mas porque sabemos que conseguimos lidar com um certo nível de bagunça com as nossas coisas, mas ela ainda é um pouco nova para isso e parece interessante dar um bom exemplo (de repente ela cresce curtindo ser organizada, vai). Faz sentido essa minha reflexão? Espero que sim.

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Ah, e parece exagero essa história do esmalte, né? Mas não é não. Fico me perguntando como não consigo arranjar cinco minutos para tirar o esmalte e, vou dizer, nem eu sei a resposta. Parece que sou engolida pelo trabalho que tenho que apresentar na segunda-feira, pelo livro que tenho que ler para uma das matérias, pelo sono que me derruba no final do dia, pelas horas que perco no trânsito. Mas essa rotina tem suas compensações. Na semana que passou fui engolida por um congresso fantástico, o Fazendo Gênero, que consumiu valiosas horas de cada dia, mas que alimentou tanto o meu cérebro que nem posso reclamar. E então a roupa suja tem que esperar a sua vez, o esmalte também. No fim das contas, é uma certa liberdade saber que nem tudo está em dia e que não somos escravos da perfeição. Para a vida fluir sem noia, alguma coisa tem que ceder. É puxada, sim, a rotina que envolve cuidar do(s) filho(s), trabalhar e crescer neste trabalho, cuidar do/e melhorar o espaço onde se mora, mas acho que o balanço a gente encontra no prazer de deixar algumas coisas atrasarem para poder curtir outras mais intensamente, como o congresso, a Alis, o jantar no Outback na quarta-feira, o café com as amigas no intervalo das aulas. Noiar na perfeição é, arrisco dizer, improdutivo. E bom fim de semana porque ele ainda não acabou! :)

Beijo,

Mel

PS: No título eu disse “para os pais, a perfeição pode ser improdutiva”, mas na verdade acho que a perfeição é improdutiva pra toda e qualquer pessoa. Prontofalei. #giriasdeoutrora #tovelha #tonemai

PS2: Marido, que tem TOC, me viu editando a primeira foto do post e perguntou “por que você está criticando a perfeição?” e fez cara de choque. Green, caso você passe por aqui, é porque ela é improdutiva. ;) Beijo!

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Agenda 20/09 – 27/09

ImageOlá! Semanalmente publicamos um post com algumas ideias para entreter os pequenos no fim de semana. Esse post especificamente é mais focado na região de Florianópolis. Mas tenho certeza que aí na sua cidade não deve faltar programação e se você estiver pertinho, ou de passagem por Floripa, aproveitem as nossas dicas!

Já olharam a previsão do tempo? Esse find promete muita chuva, mas não deixe de levar seu filho para aproveitar as nossas sugestões.

Agora….se o sol resolver aparecer, ou a chuva der uma trégua, um passeio no Horto florestal, Av. Beira Mar,  Projeto Tamar, Lagoa da Conceição, Sambaqui, Cacupé, Santo Antonio de Lisboa, um café gostoso em Rancho Queimado, pegar o barco na ponte da Lagoa da Conceição e se aventurar com os pequenos na Costa da Lagoa, Parque de Coqueiros (Lembre-se de checar a previsão do tempo: clique aqui).

Clique na imagem e confira a programação que o blog  Roteiro Baby Floripa fez especialmente para pequenos. Clique na imagem:

Image

Ah! Quem está de olho nos últimos posts sabe que  o o projeto Domingo é dia de Teatro já está consolidado como opção de cultura e lazer infantil. Realizado pelo Shopping Iguatemi e a rede Cinesystem, inovou na programação desta semana: a atração será um show de mágica, com Sandro Spigolon. Com formação teatral pela escola Imagemde teatro Emilio Fontana em São Paulo, Sandro Spigolon foi incorporando variadas técnicas aos seus shows, com o passar do tempo. “A magia do humor” (em cartaz neste domingo, 22, às 11:30) tem tudo isso e um toque de mistério, tão fascinante para crianças. É um espetáculo interativo que inclui técnicas clownescas, mimícas e teatrais, que brinca com a tênue linha que separa o real e a imaginação infantil. (Evento com entrada gratuita, uhuuu!!)

Outra boa dica é reunir os amigos (principalmente aqueles que tem baby ou que são adeptos a “causa”) e fazer um bom almoço, assim as crianças brincam, gastam energia e nós podemos colocar o papo em dia. Bjs e bom fim de semana chuvoso:))

 Alguns links de apoio para facilitar a vida dos papais&mamães:

* Teatro Pedro Ivo  

* Teatro Ademir Rosa

* Floripa Shopping 

* Beira Mar Shopping

* Continete Park Shopping

* Shopping Itaguaçu

* Shopping Iguatemi

* Confira ainda a programação do Cine Materna para esse mês: clique aqui.

Agora é com vocês! Bjs!

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O Doping das Crianças

Gente, vale conferir esse artigo escrito por ELIANE BRUM

O que o aumento do consumo da “droga da obediência”, usada para o tratamento do chamado Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, revela sobre a medicalização da educação?

epoca

Clique na imagem e confira!

Bjs!

 

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por | setembro 17, 2013 · 2:00 PM

Algumas Coisas

Fazendo o Gênero #10

Fazenddoogenero

Está rolando na UFSC o congresso Fazendo o Gênero 10, Desafios Atuais dos Feminismos. Começou ontem e vai até o dia 20 de setembro, sexta-feira. Fico com o maior orgulho da minha orientadora, que está na organização. Hoje assisti a um simpósio chamado “Configurações Literárias do Feminismo”. Estava bem interessante, mas tive que sair cedo para estudar (tenho uma apresentação para fazer para uma matéria na semana que vem). Amanhã vou ver duas mesas redondas, a que vai acontecer às 9h, Mídias, Discurso e Gênero; e a que vai acontecer às 19:30, Feminismos Latino-Americanos e os Debates Descoloniais: Possibilidades e Desafios (esta é com a minha orientadora).

Livros que li e estou lendo: e todos tratam de maternidade

Colagem livros

Estou fazendo uma matéria sobre as escritas de minorias e desde que a matéria começou já li 4 livros, são eles Incidentes da Vida de Uma Escrava, da Harriet Jacobs; In Search of Our Mothers’ Gardens, da Alice Walker; Amor (Beloved), da Toni Morrison, e agora estou lendo o At the Full and Change of the Moon, da Dionne Brand. Olha, vou te contar, QUE LIVROS!!! Todos eles tratam de escravidão e sobre a relação das mães com seus filhos (o da Alice Walker faz isso de forma diferente porque é um livro de ensaios). Que soco no estômago que é perceber como somos sortudas por podermos criar nosso filhos com toda essa dedicação que é possível hoje. Quando você lê um livro sobre uma escrava que sacrificou grande parte de quem ela é para ver os filhos crescerem fora da escravidão, percebe como a nossa memória é curta, como o mundo pode ser cruel com as pessoas, como a escravidão foi possivelmente a coisa mais horrorosa que a humanidade já inventou (a hierarquização das pessoas com base na cor da pele, tem coisa mais horrorosa?), você percebe o seu privilégio dentro da História, aquela com h maiúsculo mesmo. Todos os dias, depois de ler páginas desses livros, abracei a minha filha com todo o amor que pude juntar e agradeci por poder maternar assim, juntinha dela. Enquanto abraçava, pensava nessas mulheres que não puderam fazer isso e desejava por um passado diferente, coisa que foge do meu controle. Meu trabalho de final de semestre será sobre essa relação das mães com os filhos dentro da escravidão, depois comento mais sobre o assunto.

Duas leituras: Vogue de setembro ( #septemberissue ) e Elle de agosto

Vogueelle

Eu amo a Vogue, mas andava meio lenta pra comprar a revista porque olha… falta tempo mesmo, mas gostei do que vi e li. Eu comprei a Elle de agosto por causa da frase “o novo feminismo”. Eu basicamente queria ver qual era a da revista com essa frase estampada na capa. Pois bem, vou dizer que ainda não li e não sei do que se trata, só sei que gostei da carta da editora. Até o final da semana devo conseguir encontrar a matéria que fala sobre o tal novo feminismo, mas digo que fico levemente desconfortável com a ideia de feminismo em uma revista que fala sobre moda e prega um padrão de beleza inatingível (aliás, prioriza a beleza). Mas enfim, não cabe aqui julgar, eu mesma já fui editora de revista e sei que não é fácil casar assuntos mais complexos em publicações comerciais. Tá, mas mais um detalhe: a Vogue veio com a Vogue Kids, que está MUITO boa, gostosa de ler e folhear.

Pra fechar

photo

Uma foto minha com a FOFA da Alis, que já falava bastante, mas que agora forma frases, diz obrigada pra tudo (seguido de “de nada”), “piqueixo” pra pedir pão de queijo, “nananinanão” quando começo a cantar uma música e ela quer outra. Ela também ama usar saia, corre para se olhar no espelho quando faço a chuca no cabelo e  me acorda com abraços e beijos. Eu tô tão apaixonada por essa criaturinha que posso explodir a qualquer momentooo!

Beijo,

Mel

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