Arquivo do mês: setembro 2013

Amamentar é a melhor opção [?]

Acho que a pergunta do título nem está mais em discussão. A comunidade médica já deixou claro que é e as pesquisas mostram que sim, a amamentação é melhor, em litros (literalmente), que o leite de vaca. E ponto, não tem discussão. Porém, amamentar não é – pelo menos não uniformemente dentro da população mundial – a coisa mais fácil do mundo para se começar a fazer. Tem leite que demora a descer, tem gente que tem mastite, tem gente que não quer amamentar, tem gente que tem pouco leite, tem gente que passa por um stress tão grande que o leite seca. Tem de tudo.

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O meu leite, por exemplo, demorou a descer. Já estávamos em casa, dois dias depois de sair da maternidade, e nada de leite. Nada, nem uma gota. Me deram todo tipo de sugestão: água de coco, ordenha, deixar a água do banho bem quente cair em cima das mamas, dramin, dormir (ha-ha-ha), “não dá mamadeira”, “mamadeira é coisa do demônio”, “se você der mamadeira o seu leite não vai descer” e coisas afins. Pois eu dei mamadeira e o meu leite desceu. No quarto dia de vida da Alis ela tomou uma mamadeira, eu dormi (porque ela estava há dias chorando de fome, cansada de tanto fazer força para mamar) e o leite desceu. Nunca parei com a mamadeira, que serviu de apoio em momentos de diversão e cansaço. Diversão quando eu quis ir ao cinema quando a Alis tinha apenas 17 dias (minha mãe ficou de babá, preparada com uma mamadeira) e cansaço quando eu precisava dormir e o marido ficava cuidando, sabendo que se batesse a fome a mamadeira daria conta do recado. Mesmo assim, amamentei até os 11 meses de vida da Alis, e teria amamentado mais se tivesse estimulado mais, mas a essa altura eu já estava trabalhando, ela já estava na escolinha e comendo outros alimentos. Senti falta, sempre gostei de amamentar, mesmo nos momentos difíceis do pós-parto, mas acho que paramos em um momento que foi bom para nós duas. Ela já estava cheia de dentes na boca, me mordeu umas três vezes e não tinha mais muita paciência de sugar, sugar e sugar. Eu estava disposta a levar um pouco mais adiante, fiquei uns dias meio chateada, mas superei rápido porque foi bom poder tomar a segunda cerveja, tomar a pílula, relaxar na alimentação.

Nesse assunto acho que cada experiência é única. Fui visitar uma amiga que ganhou neném há poucos meses e ela não teve nem sequer um mínimo problema com a amamentação. Tudo tranquilo, leite para dar e vender. Eu adorariiiia que a minha experiência tivesse sido assim desde o começo, mas os primeiros dias foram turbulentos (e passaram rápido). Depois de um tempo tentando, depois de muitas lágrimas e ligações para uma amiga que tinha passado por isso há pouco tempo (sim, a Chiara), eu desencanei de deixar a Alis exclusivamente no leite materno e funcionou pra nós duas.

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Enfim… me estendi um monte, mas a ideia do post era falar sobre um documentário que passou esses dias no Discovery Home & Health sobre amamentação. O nome dele é “As Sete Fases da Amamentação”, conduzido por uma apresentadora da BBC, a Cherry Healey. Ela se viu passando um perrengue do cão durante a amamentação e fez o documentário para discutir o assunto. É legalzinho, nada suuuper emocionante, mas é uma introdução ao assunto. Não encontrei o vídeo inteiro no YouTube, só uns clipes para chamar para o doc., acho que o negócio é tentar baixar ou procurar na programação do canal.

 

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Ode à salada (seria a salada uma “comida de adulto”?)

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Eu amo salada. Salada? Amor? Na mesma frase? Para algumas pessoas esse amor pode parecer estranho, mas desde os 7, 8 anos sou apaixonada por alface americana e posso tranquilamente comer uma cabeça ou saco de alface em uma sentada. Aos 13 eu cortava uma cabeça de brócolis em arvorezinhas, cozinhava, colocava molho de salada em cima e comia tudo. É o tipo de comida que, quando não estou super estressada, sinto desejo de comer (porque quando estou estressada parece que só o carboidrato dá conta do recado eficientemente). Mas não foi sempre assim… acompanhe.

Me frustra um pouco o fato de eu não conseguir fazer a Alis comer salada, mas que criança gosta de salada? Eu sei que eu não gostava e olha só eu aqui, a doida da salada. Marido não cozinha por aqui. Não é porque eu não deixo (pelamordedeus eu deixo), é porque ele não sabe/não quer/não gosta de cozinhar mesmo, então quem prepara a comida aqui em casa sou eu. Quando entro no “modo salada” meu foco é nela e o resto é quase que improvisado, mas ainda assim saudável por causa da Alis. Veja bem, não que o marido não tenha que comer coisas saudáveis também, mas a Alis está em processo de crescimento. Ele, por outro lado, já está bem grandinho e pode compensar uma alimentação meia boca com uma salada de frutas, um dia de detox, sei lá. Mas comecei a falar da salada não só pra contar do meu projeto verão 2020 (que pelo jeito nunca vai acontecer) e sim para falar sobre uma conversa que lembro de ouvir o meu pai tendo com o meu tio. Lembro de ouvi-lo dizer que não conseguia fazer com que eu a minha irmã comêssemos salada e o meu tio respondeu que meu pai tinha que insistir não por meio de palavras, chantagens ou briga, mas dando exemplo. Meu tio disse algo como “Hamilton, coma salada na frente das meninas todos os dias que eventualmente elas vão provar, gostar e comer sempre que virem um prato de salada”. Não foi tiro e queda, foi mais tiro …. …. … 5 anos depois, queda (hehe). Meu amor por salada não nasceu no momento em que vi o meu pai servir alface, tomate e pepino no prato dele, mas isso com certeza me afetou, me deixou curiosa. Poxa, se ele gostava tanto de salada, porque eu não gostaria? Lembro também de encostar o meu ouvido contra a bochecha da minha mãe para ouvir o barulho da alface sendo mastigada. Era um barulho tão engraçado, tão diferente. Crunch, crunch, crunch. Eu não podia nem pensar em provar a alface ainda, eu não estava preparada, mas a semente da vontade estava plantada. Então é isso o que tenho tentado fazer, comer salada na frente da Alis e sem forçar nem nada. Eu ofereço uma folha de alface, um tomate. Ela diz um não bem redondo e volta para o seu prato de macarrão com carne moída e brócolis (cortado em pedaços minúsculos para ela não identificar o verdinho como “a árvore que ela não quer comer”). Tudo bem, estou acostumada a desafios, sou paciente, eu aguardo.

Posso estar viajando, mas me parece mais eficiente mesmo fazer com que as crianças sigam exemplos em vez de chantagens, brigas ou ainda insistência. O exemplo parece ser tão eficiente em outras áreas, como na fala, nos gestos e nos valores, por que não seria em se tratando de alimentação?

Tim and Ruby Lott

Para fechar, um link para um texto que saiu no The Guardian sobre alimentação. É um pai falando sobre como desistiu de insistir para a sua filha comer verduras e legumes. Ele conta uma coisa muito engraçada e eu toootalmente me identifico, mas pelos motivos errados (porque eu fazia igual). Ele explica que um dia levou suas filhas a um restaurante chiquérrimo, cheio de comidas deliciosas e elas se serviram do básico do básico: batatinhas, pão e galinha. Quem nunca fez isso na infância? Bom, o artigo está em inglês, o título traduzido é “Não force as Crianças a Comerem as Verduras” e você pode acessá-lo aqui. Muito bom!

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Agenda 28/09 – 04/10

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Olá! Semanalmente publicamos um post com algumas ideias para entreter os pequenos no fim de semana. Esse post especificamente é mais focado na região de Florianópolis. Mas tenho certeza que aí na sua cidade não deve faltar programação e se você estiver pertinho, ou de passagem por Floripa, aproveitem as nossas dicas!

Já olharam a previsão do tempo? Esse find promete chuva novamente, mas não deixe de levar seu filho para aproveitar as nossas sugestões. No sábado passado fomos conhecer o projeto da Livraria Saraiva no Shopping Iguatemi Florianópolis com a Turma do Tac Tic Tum e a-d-o-r-a-m-o-s! A V. ficou entretida com as músicas e não queria ir embora de jeito nenhum, até eu que não arrisco cantar no chuveiro amei e fiquei lá com os outros pais cantando, foi uma delicia!

Agora…se o sol resolver aparecer, ou a chuva der uma trégua, um passeio no Horto florestal, Av. Beira Mar,  Projeto Tamar, Lagoa da Conceição, Sambaqui, Cacupé, Santo Antonio de Lisboa, um café gostoso em Rancho Queimado, pegar o barco na ponte da Lagoa da Conceição e se aventurar com os pequenos na Costa da Lagoa, Parque de Coqueiros (Lembre-se de checar a previsão do tempo: clique aqui).

Clique na imagem e confira a programação que o blog  Roteiro Baby Floripa fez especialmente para pequenos. Clique na imagem:

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Ah! Outro programa que fizemos por conta da chuva que Imagemnão deu trégua foi assistir o show de mágica (também no Shopping Iguatemi Florianópolis). Quem está de olho nos últimos posts sabe que  o o projeto Domingo é dia de Teatro já está consolidado como opção de cultura e lazer infantil. Realizado pelo Shopping Iguatemi e a rede Cinesystem o evento é gratuito e realizado toda semana nas salas de cinema do Shopping Iguatemi Florianópolis

O Cia Sóluz Teatro, oferece uma apresentação especial, no domingo, dia 29 de setembro às 11h30, no projeto “Domingo é dia de Teatro” no Shopping Iguatemi, em Florianópolis/SC. O espetáculo apresentado será: “Histórias do mundo para todo mundo” com o conto “O Menino que queria ser levado para todas as partes”, apresentado com teatro de bonecos, manipulados diretamente com as mãos.

O enredo conta sobre um menino que decide sair para um passeio. Durante sua jornada sua fantasia se mistura ao movimento da natureza, surgindo muitas surpresas. Riachos, barcos, baleias, pássaros e tantos outros personagens levam o menino para todas as partes.

A peça aborda o ritmo natural e mágico do mundo. Um espetáculo delicado e encantador, para crianças de todas as idades. A manipulação dos bonecos é feita pelas atrizes Danielle Coelho e Andréia Meirelles.

Não deixem de conferir!

Papais & Mamães, vamos deixar nosso lembrete aqui para o Pedágio do Brinquedo, há ações confirmadas no  próximo domingo (29) que será uma data para se divertir e fazer o bem na capital catarinense. O Pedágio do Brinquedo realizará um evento no Parque de Coqueiros, em Florianópolis, das 10h às 16h, com brincadeiras e arrecadação de brinquedos. Em parceria com o SESC, serão realizadas inúmeras atividades recreativas com as famílias, como jogos de mesa, jogos de raciocínio, malabares e apresentação cultural. Para mais informações clique aqui.

Alguns links de apoio:

* Teatro Pedro Ivo  

* Teatro Ademir Rosa

* Floripa Shopping 

* Beira Mar Shopping

* Continete Park Shopping

* Shopping Itaguaçu

* Shopping Iguatemi

* Confira ainda a programação do Cine Materna para esse mês: clique aqui.

Agora é com vocês! Bjs!

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Pedicure

Coisinha chata fazer pedicure, a manicure tirar um bifão do seu dedão e ele infeccionar. Tipo, não foi nada super sério, mas foi chato ter que cuidar disso por uns dias. Além disso, incomodou na hora de usar sapatos mais justos. Vai demorar um tempo para eu tomar coragem de fazer pedicure de novo… coloquei uma meta, a de aprender a fazer as unhas dos pés a qualquer custo. Pois bem, encontrei esse passo a passo na revista Allure americana, olha que bonzinho:

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PS: certeza que as unhas da foto foram feitas por uma pedicure haha mas mesmo assim vale a pena dar um jeito nos pés sozinha, nem que seja por falta de tempo para ir ao salão!

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Cinta no pós – parto

Oie,  ontem falei aqui sobre a minha escolha do parto  (Olha, esse post deu o que falar.. quem não leu clica aqui e confere rapidinho. Ah! não deixe de ler os comentários de nossas leitoras e as minhas respostas que em breve vai virar outro post…rsss) e enquanto escrevia fui lembrando de tudo o que envolve esse momento. Abri um arquivo e fiz uma listinha de posts para colocar aqui no blog para vocês.

Hoje meu assunto do dia é a o uso da cinta pós-parto. Não faz muito tempo que a Mel publicou aqui um post falando sobre a repercussão da barriga da Kate. O fato é que depois do parto vai parecer que você continua gravida de uns 6 meses. Que fase essa né? Um dia uma vizinha me perguntou “ainda não nasceu” e a Valentina tinha nascido fazia uns 10 dias, afff!! Dá vontade de sumir, mesmo sabendo que é super normal. Outra “regra” que percebi é que se antes do parto você estava com a malhação em dia a sua barriga vai ficar bem parecida ou igual como era antes (claro que depois de alguns meses), mas se você, assim como eu, estava acima do peso p-r-e-p-a-r-a a cinta porque o prejuízo é grande.

O formato da barriga pode mudar um pouco também no caso de cesariana, já que os músculos são cortados e recosturados.  Respire fundo. Demora um pouco para o corpo — principalmente a barriga — se recuperar totalmente da gravidez. Imagine que sua barriga era um balão, que foi enchendo conforme o bebê crescia. Quando ele nasceu, o balão não estourou de uma vez — o “ar” vai saindo de mansinho.
Assim que o bebê nasce, hormônios começam a atuar sobre o útero para que ele volte ao tamanho que era antes. Isso demora mais ou menos um mês para acontecer. Além disso, todas as células do corpo que tinham inchado devido à gestação começam a liberar líquido, que vai saindo em forma de urina, suor e secreções vaginais. fonte

Antes do parto eu já tinha questionado a minha médica sobre a cinta e ela recomendou o uso a partir do momento que eu conseguisse evacuar e também sugeriu para aguardar e comprar somente depois do parto, assim o  tamanho seria mais preciso e eficaz. Ah! Outra coisa que ela recomendou foi o modelo em que os feches ficam ao lado como essa foto aqui e foi o modelo que escolhi:

ImagemVou ser bem sincera, eu comecei a usar a cinta uns 7 dias depois do parto e não consigo me imaginar usando antes disso, no começo (principalmente se vc fez cesárea), vai ser difícil conseguir fechar porque a barriga fica inflada, mas depois de uma semana, ou até 10 dias, seu corpo já terá liberado liquido e sangue e você já vai dar uma desinchada considerável.

Aiiii, eu estava aqui lembrando o dia da compra :) Nós saímos de casa com a pequena e meu marido estacionou em frente a loja e eu estava amamentando no carro, Deus! No começo é uma loucura porque toda hora é hora para mamar, ufa! Aí a V. dormiu, coloquei no bebe conforto e corri para loja naquela tensão, pensando: “será que ela vai acordar, arrotar, regurgitar, será que meu marido vai saber o que fazer? Ela tinha uns 7 dias, mas deu tudo certo! A loja era especializada em cintas pós – cirúrgicas e a vendedora entendeu a situação e foi bem objetiva e prestativa. Fica a dica aqui, não adianta comprar qualquer cinta, procure lojas especializadas.

Cinta comprada e aí vem o 2 dilema… entrar dentro dela! Na loja a vendedora foi ágil e fechou rapidinho, mas em casa tive que pedir ajuda para o marido, ninguém merece! Olha, eu adorava usar a cinta e ficava com ela direto ( mesmo não sendo a coisa mais confortável do mundo.. vamos ser honestas né? #vidademae ) nos primeiros dias eu sofri com os feches que ficam na calcinha, mas a cinta dava muita segurança, principalmente na hora de dormir sabia? Incomodava a sensação de que estava tudo “solto”dentro do meu corpinho.

Outro dilema, foi que a V. nasceu na metade de outubro e logo começou a esquentar. Quem já usou as cintas pós- cirúrgicas sabe que elas não são muito próprias para o calor. Chegou dezembro e eu suava, mas  ao mesmo tempo fiquei com medo de ficar com a barriga muito “flácida” ,  Assim, resolvi recorrer para as calcinhas mais altas e  bermudinhas. Usava em baixo dos vestidinhos de verão e em casa com o ar condicionado ligado eu aproveitava e usava a cinta. Deu tudo certo, olha os modelos que eu comprei e que até hoje uso quando tenho casamento, ou dependendo da roupa me dá mais segurança com as gordurinhas:

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Alguns links de apoio:

1. Baby Center

2. Revista Crescer

 Você sabia que não existem provas científicas que a cinta efetivamente colabore com a aparência da barriga? Sacana eu né? Só no final do post coloco essa informação, mas repito que a cinta ajuda a dar segurança no dia- a- dia e esteticamente (como eu estava gordinha antes mesmo de engravidar) foi ótimo.   Resumindo, ajuda muito, mas ainda assim, existem médicos que não recomendam. Consulte o seu e boa sorte!

Qualquer dúvida, estamos aqui! Bjs!

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Cesárea – experiência pessoal

 Olá! Na semana passada durante uma sessão estética (Yes, estou fazendo e logo conto mais detalhes aqui!) a minha anja, quero dizer, minha esteticista comentou que a minha cicatriz da cesárea estava “clarinha” e quase não dava mais para ver e eu a-d-o-r-e-i! Minha boneca V. vai completar 02 aninhos e aos poucos vamos esquecendo (memória seletiva) algumas das situações que passamos. Nada como estar em contato com uma grávida que nos enche de perguntas e vamos relembrado todas as fazes que rapidamente são substituídas por outras.
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Bem, vamos ao assunto do dia: Eu fiz cesárea!

Sim, eu fiz e se você que está lendo esse post e é radical ou fã do Filme “o renascimento do parto” pode me julgar e me odiar, mas o fato é que desde o 1 dia que descobri a gravidez eu não conseguia me imaginar tendo um parto normal, só de pensar me dava pânico total de suar frio.

Meu pai é médico e minha mãe teve 4 partos normais e eles crucificaram minha decisão, fizeram questão de conversar comigo (muitas vezes) para tentar reverter a decisão, mas não conseguiram. Fui determinada desde o inicio da gestação e não entrei em trabalho de parto, a V. não ficou encaixada e eu efetivamente fiz a cesárea.

Meu pai como médico e minha obstetra me alertaram que a cesárea era uma cirurgia e que ninguém está isento de uma complicação, mas digamos que no parto normal isso também é possível certo? Eu pesquisei muito, assisti vídeos, conversei com profissionais e nada conseguiu tirar meu pânico de passar pelo parto normal, e ao contrario de muitas grávidas eu rezava no final da gestação para não entrar em trabalho de parto ( é claro que se acontecesse tenho certeza que naquele momento o extinto  falaria mais alto e eu iria tentar).

Tudo isso pode parecer besteira e superficial para algumas de vocês, mas tenho certeza que alguém aqui compartilha da mesma opinião e que a minha paz de espírito por saber que eu realmente teria que fazer a cesárea não teve preço. Talvez na próxima gestação eu consiga encarar o parto normal, deseje com todas as minhas forças e me sinta segura… vai saber, né?!

Acho que existem profissionais e profissionais, se é que vc me entende? Eu confiei 100% na minha médica obstetra e com o monitoramento por ultrassom nas últimas semanas tive certeza que ela não estava simplesmente agendando um dia e hora para minha filha nascer, mas sim prezando pela nossa saúde e segurança.

Quem vai fazer cesárea deve saber que é uma cirurgia e que existe o pós cirúrgico também. Sabe amigo que protege outro amigo quando trai a mulher ? Uma comparação meio absurda, mas as grávidas (pelo menos as que eu convivi), nunca me disseram “se prepara porque depois vai doer”. Pessoal, para mim o óbvio deve ser dito e escrito se possível… ainda mais quando estamos falando de seres grávidos que vivem em uma bolha durante 9 meses e só conseguem pensar no baby.

Ok, vamos para parte prática, se vc optou ou vai precisar fazer cesárea posso te dizer que no meu caso:

– deu tudo certo, sem complicações com a cirurgia de anestesia (uhuuu!);

– foi “agoniante” (não consigo definir bem a sensação) o momento da anestesia;

– senti muita dor e quando a enfermeira me ajudou a levantar da cama para tomar o 1 banho eu vi estrelas, mesmo estando medicada;

– dizem para não falar muito para evitar gases, inevitavelmente vc vai parecer gravida de 5 meses;

– como não falar com as visitas (rss)? Rir e tossir podem parecer as piores coisas do mundo durante uns 7 dias;

você também não poderá carregar nada mais pesado que o próprio bebê;

– É normal que alguma parte da sua barriga fique meio adormecida. O corte da cesariana afeta alguns nervos. A sensibilidade pode demorar alguns meses para voltar;

– no 2 dia a dor já era uns 10% menor e eu tive esperança que iria dar tudo certo;

– pode ser que seu leite demore um pouco mais para “descer”, prepare-se psicologicamente para isso, porque rola uma frustração de não conseguir amamentar;

– depois de 2 dias na maternidade (que é um local preparado), com barras de proteção no chuveiro e cama alta, quando cheguei em casa rolou uma deprê porque o sofá era baixo, muita dificuldade de sentar e levantar para fazer xixi, eu queria circular dentro de casa e retomar a vida, mas meu corpo pedia mais uns dias de repouso;

– depois de 5 dias da cesárea eu estava ótima em relação a dor e já não precisava de muito analgésico;

– nos primeiros 4 dias vai parecer que vc fez uns 1000000 abdominais;

– eu tinha medo de fazer movimentos bruscos (e nem podia!);

– dirigir só depois de 15 dias;

– minha médica tirou os pontos depois de uns 15 dias e não doeu;

– fiquei usando uma fita de micro poro na cicatriz por mais de 1mês porque eu morria de agonia de ficar sem (eu me sentia desprotegida), foi a minha médica que indicou para proteger e evitar um queloide;

– tinha também uma pomada que eu usava (não lembro o nome, mas o ideal é que o seu médico fazer a prescrição conforme a necessidade).

Alguns links para vocês pesquisarem um pouco mais:

1. Baby Center (a-m-o)

2. Gui do Bebe (curtia dar uma espiada na gravidez)

3. Programa Bem Estar (tbm curto!)

4.  Post focado na cicatriz

5. Higiene no corte

Acho que era isso, espero ter ajudado e se eu lembrar de algum detalhe importante ou se vocês quiserem alguma info extra é só deixar um comentário aqui no blog ok?

Baci X buona settimana! (estou querendo praticar o meu italiano, rsss)

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Para os pais, a perfeição pode ser improdutiva

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Em 1989, Arlie Russell Hochschild e Anne Machung publicaram nos EUA o livro O Segundo Turno: Pais que Trabalham e a Revolução Dentro de Casa. Tipo assim, eu não li o livro, mas sei do que se trata. É um daqueles livros que você tem que ler (eu tenho mesmo por causa da minha pesquisa de doutorado), mas que mesmo sem ler tem ideia da mensagem que o livro passa.

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Eu sou PhD em segundo turno, toda mãe é, quer trabalhe fora de casa ou não. Mas ser PhD no assunto “segundo turno” no sentido de saber que ele existe, ou seja, entender o conceito, não significa que ele seja colocado em prática por mim ou pelo meu marido. O cesto de roupas sujas ameaça nos engolir cada vez que passamos perto dele. Os cachorros estão com saudades de nós. Os armários da cozinha, principalmente o das panelas, estão uma zona. Meu armário está desorganizado. Estou a três dias tentando arranjar tempo para tirar o esmalte das unhas, que está todo descascado. A Alis? Ela tá ótima! Descansada, cheirosa, seu armário está arrumado, as roupas limpas, os brinquedos organizados. Até me impressiono que as coisas referentes a Alis não desmoronem (ai, que exagerooo), mas nossos esforços dentro de casa parecem priorizar o que tem a ver com a pequena. E nem é porque somos neuróticos por perfeição quando o assunto é filhos, mas porque sabemos que conseguimos lidar com um certo nível de bagunça com as nossas coisas, mas ela ainda é um pouco nova para isso e parece interessante dar um bom exemplo (de repente ela cresce curtindo ser organizada, vai). Faz sentido essa minha reflexão? Espero que sim.

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Ah, e parece exagero essa história do esmalte, né? Mas não é não. Fico me perguntando como não consigo arranjar cinco minutos para tirar o esmalte e, vou dizer, nem eu sei a resposta. Parece que sou engolida pelo trabalho que tenho que apresentar na segunda-feira, pelo livro que tenho que ler para uma das matérias, pelo sono que me derruba no final do dia, pelas horas que perco no trânsito. Mas essa rotina tem suas compensações. Na semana que passou fui engolida por um congresso fantástico, o Fazendo Gênero, que consumiu valiosas horas de cada dia, mas que alimentou tanto o meu cérebro que nem posso reclamar. E então a roupa suja tem que esperar a sua vez, o esmalte também. No fim das contas, é uma certa liberdade saber que nem tudo está em dia e que não somos escravos da perfeição. Para a vida fluir sem noia, alguma coisa tem que ceder. É puxada, sim, a rotina que envolve cuidar do(s) filho(s), trabalhar e crescer neste trabalho, cuidar do/e melhorar o espaço onde se mora, mas acho que o balanço a gente encontra no prazer de deixar algumas coisas atrasarem para poder curtir outras mais intensamente, como o congresso, a Alis, o jantar no Outback na quarta-feira, o café com as amigas no intervalo das aulas. Noiar na perfeição é, arrisco dizer, improdutivo. E bom fim de semana porque ele ainda não acabou! :)

Beijo,

Mel

PS: No título eu disse “para os pais, a perfeição pode ser improdutiva”, mas na verdade acho que a perfeição é improdutiva pra toda e qualquer pessoa. Prontofalei. #giriasdeoutrora #tovelha #tonemai

PS2: Marido, que tem TOC, me viu editando a primeira foto do post e perguntou “por que você está criticando a perfeição?” e fez cara de choque. Green, caso você passe por aqui, é porque ela é improdutiva. ;) Beijo!

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