Links de domingo, só que não

Em vez de link, resolvi falar sobre não dormir. A ideia é postar links no domingo, mas semana passada eles foram ao ar na segunda-feira e nesta semana o mesmo vai acontecer. É aquela coisa chamada VDM, vida de mãe. A gente se planeja pra fazer uma coisa, mas uma variável bem variável chamada filho(a) tem o poder de transformar o previsível em mega imprevisível. Um exemplo super básico disso é a ideia de que se foi dormir tarde, com certeza vai acordar tarde. Em se tratando de um pós-neném, ou toddler, para usar a terminologia americana, o esquema é mais “hmmm, senta lá, Claudia, que isso não vai acontecer”. E é batata. Alis não dá trégua. Acorda às 7:20 desde que nasceu, e sem pena de quem estiver cansado. Aliás, esse é um dos motivos de eu ter tanta dificuldade em sair à noite: tem que valer muito a pena para eu chegar em casa às 2, 3 da manhã e acordar às 7:20. Pois bem, a imagem abaixo ilustra bem como eu me sinto nos dias seguintes às saídas:

gravy-guzzler

Ontem, durante o dia, mesmo sem sair à noite há mais de 15 dias, eu parecia um zumbi: uma pessoa que se arrasta pela casa e reza para a filha dormir para conseguir tirar um cochilo. Aliás, se eu fosse listar o que eu mais sinto falta desde que me tornei mãe, “dormir” viria em primeiríssimo lugar. Talvez, pela forma que escrevo hoje, depois de sair ontem à noite e estar acordada desde as 7:20 deste domingo ventoso, eu pareça infeliz ou sei lá, mas não. Mesmo sentindo falta das dormidas longas, das tardes livres, do tempo que era meu, não trocaria isso por nada e ainda quero mais um filho. Dá uma trabalheira danada conciliar tudo e ontem mesmo eu olhava pra Alis e dizia, brincando, “ai, tô muito cansada pra ser sua mãe hoje”, e a enchia de beijocas. E é louco que, como diz neste post aqui, mesmo sem ter um trabalho formal (no meu caso, sou autônoma), sou uma das pessoas mais ocupadas que conheço. É que a rotina é crazy: acordar, fazer mamadeira e café da manhã para outro mini-ser, preparar o seu café, arrumar e arrumar-se, preparar mochila, bolsa, trocar fralda (multiplique isso por 6), preparar almoço, dar almoço para o mini-ser, levar para a escolinha, trabalhar/viver/ir ao supermercado/ler o que precisa ser lido/encaixar interações sociais neste período “baby-free”/trabalhar mais um pouco/fazer academia, buscar na escolinha, dar comida, dar banho, dar mamadeira, terminar de trabalhar, comer, tomar banho e dormir.

Tá certo que qualquer pessoa que decida listar o que faz no decorrer do dia provavelmente vai chegar numa lista parecida, “ minus baby functions”, mas acho que mães e pais concordam comigo que não tem muita comparação. Não dá pra dizer (pelo menos na minha opinião) que a vida com filhos seja fácil, porque não é, como tudo na vida que vem e desestabiliza a nossa rotina, só que filhos não apenas desestabilizam a nossa rotina, eles viram na nossa rotina de cabeça pra baixo, fazem careta pra nossa rotina e pros nossos desejos e obrigações. Tem que entregar um job freela? Problema é seu porque eu decidi ficar gripada hoje, então trate de trabalhar comigo na sua cola porque eu não vou para a escolinha. Tem prova de doutorado na segunda-feira? Nem ligo, vou ter uma reação alérgica no meio da madrugada e te manter acordada das 2 às 5h. Mas é difícil explicar porque, em meio a toda essa confusão e mudança, um filho traz tanto prazer e amor. Ontem, quando saímos para jantar e comemorar o aniversário do Green (namorido, pra quem não sabe), vira e mexe falávamos sobre a Alis e como ela é querida/fofa/adorável/inteligente/gostosa e como ela deixou as nossas vidas mais, sei lá, legal mesmo, divertida também e “interessantona”. Tipo, no tempo livre-sem-Alis, falamos dela. É como se a vida fosse um jogo e tivéssemos passado de fase, onde tudo fica um pouco mais difícil e, ainda assim, mais emocionante. Tava falando com uma amiga no chat hoje de manhã, contando sobre o fato de ter dormido pouco e escrevi o seguinte: “guriazinha a mil com a hora do brasil. mãe zumbi. oh well… vamos levando com muito café”. E acho que é bem por aí: café, paciência e amor. “Amor” sem ser amor bobinho, é amor dos grandes mesmo, daqueles que chacoalham o nosso centro.

oifoto

Talvez esses sejam os três ingredientes básicos para a maternidade/paternidade: doses gigantescas de café, paciência para lidar com os momentos difíceis (que existem em todas as circunstâncias da vida, não só na maternidade, claro) e amor, sendo que este último é o mais fácil de se encontrar, porque amar um mini-ser fofo que acorda te chamando, dando beijos e abraços é a coisa mais natural que eu consigo pensar.

É isso, essa é a minha ode ao café, à paciência e ao amor!

Bacione e bom domingo!

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