Arquivo do mês: julho 2013

Que Mãe é Essa?

Adorei esse texto escrito pela Regina Pundek (Diretora Pedagógica) e publicado no mês de maio no Jornal Mais Conteúdo, ele faz uma abordagem legal sobre a maternidade e seus novos desafios  e dentre os temas que o texto aborda fiquei pensando que precisamos estar preparados para lidar com esse novo modelo familiar que será muito, mas muito natural para os nossos filhos.. confere aí: coracao

“Esta semana ouvi do meu neto, que tem 3 anos: “Vó, eu nunca vi um pai que é menina… e nunca vi uma mãe que é menino…” Eu olhei pra ele e fiquei tentando contextualizar sua fala. Estávamos brincando de cuidar de um bebê, representado por um boneco, que supostamente era seu irmãozinho recém nascido. É uma brincadeira que inventamos nestes últimos dias e que facilita a elaboração dos sentimentos pelo nascimento do seu irmão. Ele era o pai e eu a mãe, mas era ele quem mais cuidava, quem acalentava, colocava e tirava do berço. Eu era quem estava sentada no sofá dando suporte. Papeis trocados? Era disso que ele estava falando? Ou essa era a minha percepção? Ele ouviu alguma história de adoção por homosexuais? Eu não consegui definir qual era a questão naquele momento.
Mas, lembro que lhe respondi: “Eu também nunca vi” e a brincadeira continuou em seu curso natural. Aquela era a verdade, afinal eu ainda não conheci pessoalmente um casal de homossexuais com filhos. O que, suponho, certamente acontecerá muito em breve, pois a humanidade vem avançando muito rapidamente nestas questões.
Depois eu me peguei diversas vezes pensando sobre o assunto, de maneira abrangente. Não especificamente sobre as famílias homoafetivas, mas sobre as famílias, independente de consanguinidade., Afinal, é sabido que tanto num casal de hetero bem como num formado por homossexuais, a função psíquica materna — mais próxima da criança e responsável por ensinar a linguagem e por cuidar e proteger com mais intensidade — e a paterna — que limita a proximidade da criança com a mãe e tem a função de determinar limites e leis – podem estar ou não presentes. Contudo, odesenvolvimento das crianças, tanto do ponto de vista psicológico como cognitivo, não depende do tipo de família na qual está inserida. Mas, depende sim, do vínculo que esses pais e mães vão estabelecer entre eles e a criança. Depende do afeto, do carinho e das regras. Essas coisas são as mais importantes para uma criança crescer saudável, muito além inclusive, do que a orientação sexual dos pais.
Eu me pus a refletir também sobre o que as crianças percebem de seus pais. Qual é o papel da mãe e do pai frente às demandas profissionais, pessoais e de tempo? Qual é sua importância na vida dos filhos? Quais são os valores que desejam passar aos filhos? De que forma acreditam estar fazendo isso? Fiquei pensando sobre os instintos humanos, sejam os femininos ou os masculinos. Quem é quem na família atualmente? Pensei sobre as co responsabilidades. Os pais são parceiros e cúmplices? Ou alguém está sobrecarregado? Vejo que pais e mães dessa nova família estão tentando encontrar um jeito de lidar com os filhos, com o trabalho, consigo próprios enquanto indivíduos. Não há fórmulas, mas grandes expectativas de acerto. Cada família do seu jeito, com as suas especificidades, com sua rotina e suas dificuldades.
Mas o que eu pensava mesmo era sobre o amor. O amor que a gente sente quando tem um filho. O amor que a gente sente quando pega no colo uma criança dormindo. Esse tal amor que tudo acomoda e resolve. Amor das disponibilidades, possibilidades, variedades. Amor que nada precisa provar, pois simplesmente existe. Esse amor incondicional, sem parâmetros, sem preconceitos e sem limites. Esse amor gigante, que transcende o corpo e vaza pelos poros, pelo olhar e pelo calar. Amor de alma. O dito amor de mãe. Mas de que mãe? Já não podemos nos apoiar naquele modelo antigo da mãe de tempo integral, com cheirinho de comidinha boa, abraço gordo e bobs nos cabelos, totalmente dedicada aos filhos e ao marido. Então esse tal amor de mãe já é outra coisa, não é mesmo? A mãe de hoje é outra, mas isso não a impede de transbordar de amor, de um amor que até dói, um amor que exige atitudes de firmeza e severidade.
Toda essa reflexão, trazida a tona pela dúvida sincera e filosófica do meu neto, me fez lembrar das águias. Conhecem a história? Bem, a águia faz ninho no alto de precipícios, entre rochas escarpadas, para proteger seus filhotes de predadores. Quando percebe que cresceram e que é chegada a hora da separação, a mãe-águia empurra insistentemente até a beira do ninho as pequenas aves, que resistem o quanto podem. Dizem os estudiosos em comportamento animal, que não é sem sofrimento, que ela dá o cutucão derradeiro. Então, os filhotes caem no abismo, abrem as asas e fazem seu primeiro voo. Os filhotes só voam porque a mãe os conhece e acredita na sua capacidade de voar. Este é o grande presente que ela lhes dá.
Que acima de tudo, acima de nossas dúvidas, de nossas vivências e modelos possamos assegurar o voo solo de cada um de nossos filhos. Que possam ser plenos e felizes. Então, nos sentiremos amplamente recompensados – este será o nosso presente.”

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Como evitar os enjoos na gravidez

 “Cerca de 70% das mulheres grávidas sentem enjoos no primeiro trimestre da gestação, no entanto, algumas sofrem deste problema durante toda a gravidez.” fonte

Quem esta passando por essa fase ou já passou sabe que é barraaa, os enjoos na gravidez são bastante comuns e são mais frequentes durante o primeiro trimestre. Eu lembro que na parte da manhã os enjoos eram bem mais intensos e atribuo ao fato do período noturno sem ingerir nenhum alimento (não dá para comer dormindo né? rss). Para mim esse momento era um drama, levantar, tentar comer algo, na hora de escovar os dentes então (uiiiii!) eu tinha que contar até 10 e às vezes conseguia evitar o vomito. Depois eu seguia para o trabalho dirigindo e me concentrando muito para não fazer um fiasco no transito, e só depois do almoço eu realmente ficava “bem”. O pior (e isso eu sempre falo para as grávidas), não era vomitar, mas sim ficar com aquela sensação de enjoo. Só de lembrar já me dá um arrepio! Bem, no meu caso depois do primeiro trimestre eu raramente ficava enjoada com alguma coisa, ehhhhh!!

Você sabiam que:  “os enjoos durante a gravidez devem-se às alterações hormonais, e algumas grávidas sofrem deste problema com mais frequência do que outras, a maioria das vezes os enjoos são completamente inofensivos para a gravida e para o bebê, no entanto, em algum caso podem constituir um problema que causar a desidratação da mulher, foi o que ocorreu com a duquesa Kate Middleton.” fonte

Existem alguns cuidados que a mulher pode ter para atenuar os enjoos, confira:

* Coma biscoitos água e sal antes de levantar da cama. Durante a noite fica muitas horas sem comer, e os enjoos tendem a agravar-se com o estômago vazio, leve alguns biscoitos de água e sal para a mesinha de cabeceira da sua cama e come 2 ou 3 antes de se levantar; (eu comecei a fazer isso e ajudou muito)

* Coma pouco mas várias vezes ao dia, o estômago demasiado cheio dificulta a digestão e pode aumentar o mau estar e os enjoos, coma de 2 em 2 horas; (eu não tinha essa disciplina)

* Evite alimentos gordurosos, muito condimentados e alimentos doces; (ops! cheguei a comer uma barra de chocolate sozinha, mas fritura eu evitava sempre)

* Evite deitar logo após comer, se não tiver contra indicações médicas depois das refeições principais faça uma caminhada de 5 a 10 minutos; (não tente fazer isso, principalmente nos últimos meses de gravidez porque parece que vc vai morre sem ar!)

* Beba bastante água ao longo do dia, a água é fundamental para evitar uma série de problemas durante a gravidez e atenuam os enjoos; (sim, eu andava grudava com uma garrafa)

* O gengibre é um dos melhores alimentos para combater os enjoos na gravidez, prepare um chá ou então compre rebuçados e balas de gengibre, já existem algumas marcas que comercializam este tipo de doces, específicos para grávidas; (Ohhh, que legal!!)

Espero que gostem das dicas, bjs!!

fonte de apoio

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Confissão (a.k.a. um desabafo enorme)

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Foto da era pré-mãe, em viagem com o namorido

O Zygmunt Bauman, sociólogo fantástico de quem sou fãaa, chama as redes sociais de confessionários eletrônicos. Apropriado. Aqui abrimos nossos corações para conhecidos e estranhos na mesma medida e o fazemos, acho eu, na esperança de encontrar alguém que nos entenda e se identifique com o que estamos falando. Pois vou fazer uma confissão…

Na sexta-feira passada fui a um evento sem a Alis. Normal, né? Jantarzinho seguido de baladinha não é, na maior parte das vezes, ambiente para uma neném de um ano e cinco meses (mas quem sou eu pra julgar), então fomos apenas namorido e eu. Uma pessoa muito querida, de quem gosto muito, chegou ao jantar e me cumprimentou dizendo “oi, mamãe”. Na hora me senti estranha, como se ela não tivesse conseguido enxergar que eu sou mais que uma mãe. Sou tradutora, sou doutoranda, sou atleta preguiçosa (eu diria que sou atleta wannabe porque nunca fui de fato), sou viajante (pelo menos no desejo e menos na prática do que gostaria), sou cinéfila em sabático (por ser mãe, falta sim tempo pra ser cinéfila de verdade), sou cozinheira amadora, sou uma ex-viciada em revistas de moda em plena recuperação, sou editora, sou namorada, esposa e melhor amiga do meu marido, e tudo isso já existia antes de a Alis existir. Ela não enxergou isso tudo, mas viu a pessoa que ela conheceu porque fomos apresentadas enquanto eu ainda estava grávida.

Engravidei porque quis muito ser mãe. Eu costumava manter diários (que não eram diários, mas “semanários”) antes de a Alis nascer e li na semana passada o seguinte em um deles: “sonhei que estava grávida. Não vejo a hora de engravidar de fato”. Coisas do tipo escrevi mais de uma vez. Foi legal reler e perceber que talvez eu já fosse meio mãe antes de virar mãe. O desejo estava lá, pelo menos. Talvez porque a Alis nasceu disso eu meio que me coloque, mesmo sem perceber, muito mais como mãe do que como qualquer outra coisa, mas acho que quem me conheceu antes de eu engravidar sequer me visualizava como uma mãe competente em potencial. Não sei se passo uma imagem maternal quando estou sem a Alis, até acho que não. Talvez quem me conheça sem saber que a Alis existe nem imagine que sou mãe. Mas é fato que coloco a maternidade em um lugar importante na minha vida e provavelmente até na minha imagem. Minha foto de perfil no facebook é com ela (algo que eu achava meio brega antes de virar mãe, veja só como as coisas mudam). Tenho um blog que nasceu a partir dela. Minha pesquisa de doutorado é em feminismo e representações de maternidade. Uma das minhas melhores amigas, com quem mantenho este blog, é mãe da linda, fofa e adorável Valentina, e é com ela que mais converso. Acabamos falando mais sobre questões ligadas a maternidade do que qualquer outra coisa, mas é uma delícia. Damos muitas risadas, contamos histórias e compartilhamos insights. Quer dizer, a minha amiga meio que tinha razão em dizer “oi, mamãe”… é assim que ela me vê. E tudo bem, faz parte. Eu gosto de ser mãe. Não acredito em “vocação para ser mãe”, na “natureza da mulher de ser mãe”, muito menos naquele mito de que “mulher só fica completa quando vira mãe”. Não mesmo.  Tem quem goste, tem quem não goste, tem quem conviva bem com a ideia. Como tudo na vida, ser mãe tem seus altos e baixos, mas eu curto. Acho divertido. Acho trabalhoso. É desafiador. É um pé no saco quando você tem trabalhos pra entregar. É mágico-maravilhoso-indescritível quando você percebe que o seu filho ou filha está aprendendo as coisas do mundo. É amor hard-core. É um mix de tudo. E sim, eu sou mãe, mas o fato é que sou, na verdade, bem mais do que mãe. Eu sou eu, e ser mãe faz parte de mim. Talvez eu seja uma chata para algumas pessoas (não para essa amiga querida que me chamou de mamãe, eu sei que ela gosta de mim e eu dela), mas paciência. É impossível agradar a todos. Mas uma coisa eu garanto: sou divertida pacas, vemnimim que eu te mostro!

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DIY – Carrinho de Brinquedos

Gente olha que legal essa ideia de carrinho para brinquedos, pode ser feita para meninos, meninas e até para os papais como apoio para revistas, flores e o que voC6e desejar e o mais legal é que fica baratinho. na semana passada a Valentina se encantou por um carrinho de brinquedos na TokStok, mas estava uns (+ ou – ) R$ 250, tipo.. nem pensar!!

Recebi a ideia do Blog:  Casa de Valentina (que eu amo!!, pq será??) Olha só:

Não tem jeito! Casa com criança sempre vai ter um carrinho largado pelo tapete, uma Barbie no aparador, uma bola perto da poltrona… É inevitável que os pequenos estendam seu território a outros ambientes da casa e não fiquem contidos no quarto. Então, para tentar controlar um pouco a baguncinha, que tal criar móveis bonitos e que de quebra ainda tenham a função de armazenar os brinquedos? Pinçamos essa dica no site da emissora americana HGTV, onde eles ensinam a montar um carrinho usando um caixote antigo.
Para copiar você vai precisar de: um caixote, tinta spray, rodinhas, pedaços de madeira pequenos e parafusos. Nas fotos a gente mostra como juntar tudo isso para dar vida ao carrinho. Aliás, a peça pode ser usada também como revisteiro ou para guardar lenha na casa do sítio, enfim, a utilidade não precisa ser sempre a mesma. Então mãos à obra:

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Gostaram?? Eu amei e pretendo fazer, assim que der um tempinho (rssss) e ai publico a minha versão ok?  Se vc fizer não esqueça de nos enviar a foto, bjs!!

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Lá vai minha filha – por Hilda Lucas

Recebi de uma amiga esse texto lindo e que nos remete aos sentimentos da maternidade e resolvi compartilhar…. nada melhor para começar esse dia lindo!

Lá vai minha filha quase voando no seu vestido etéreo.

La vai minha filha do olho grande, da pele morena e do cheiro de feijão. A menina que estreou a mãe em mim. A menina que chegou trazendo todo um universo de novidades: emoções, medos, encantamentos, aprendizados. Crescemos juntas: eu aprendendo a ser mãe e ela aprendendo a ser ela mesma. Descobrimos duas palavras mágicas: ela me chamou mãe e eu a chamei filha. Palavras novas e tão viscerais que pacientes esperavam para se cumprir.

Éramos duas sendo uma em muitos sentidos. Carne da minha carne, fruto do meu amor, sonho dos meus sonhos. Ela me expandia e eu a protegia. Ela me dava a mão e eu todos os sumos. Ela me dava a eternidade e eu lhe dava asas. Ela me alargava o coração e eu lhe ensinava a caminhar sozinha. Ela me cobria de beijos e eu a cobria de bênçãos. Ela me pedia colo e eu lhe pedia sorrisos. Ela me traduzia e eu a decifrava. Ela me ensinava e eu lhe descortinava o mundo. Ela me apontava o novo e eu lhe ensinava lições aprendidas no passado. Ela me falava de fadas e princesas e eu lhe falava de avós e gentes. Ela me emprestava seus olhos encantados e eu rezava por um mundo melhor. Ela me tirava o sono e eu cantava para ela dormir. Ela me alegrava a vida e eu vivia para ela.

Quando um filho nasce começamos a nos despedir dele no mesmo instante. Nosso ele só é quando no ventre. Depois somos seus abrigos, seus condutores, seus provedores sem nunca esquecer que eles começam a ir embora no dia que nascem. No começo o tempo parece parar. A plenitude da maternidade e a dependência dos pequenos criam uma ilusão de que será assim para sempre. Mas não, eles crescem inexoravelmente em direção à independência. Cumpre-se o ciclo da vida e é melhor que seja assim, caso contrário, significa que algo de muito triste, inverso ou perverso aconteceu.

Lá vai minha filha. Assim seja.

Olho seus olhos enormes e profundos e vejo os mesmos olhos que ainda na sala de parto me olharam intrigados, solenes, como que me reconhecendo, me convocando. Eu disse sim à minha filha, imediatamente, a segui desde aquele instante, entregue, eleita. O amor que eu senti foi tão avassalador e instantâneo que eu cheguei a ter medo. Sim, na hora que nasce o primeiro filho, a gente compreende a fragilidade da vida, a fugacidade das coisas e a passa a ter medo de morrer. O fato dela precisar de mim me tornava única, imprescindível. Eu não podia falhar, eu não podia morrer, afinal foi ela quem me escolheu. A partir dali, tudo mudou, meu espaço, meu papel, minha relação com o mundo adquiriu outra dimensão: eu era sua mãe!

Crescemos juntas. Somos amigas. Mãe e filha. Ao longo desses anos rimos, choramos, brigamos, resolvemos impasses, estreitamos laços, vencemos batalhas, enfrentamos noites escuras. Contamos uma com a outra, sempre. Às vezes era eu quem a socorria outras vezes era ela quem me amparava. Não foram poucas as vezes em que os papéis se inverteram e ela foi minha mãe. Às vezes me pergunto se eu dei a ela tanto quanto recebi. Sinceramente, acho que não. Desde o momento zero ela transformou minha vida e, num movimento contínuo, faz de mim uma pessoa melhor.

Lá vai minha filha. Apaixonada e confiante. Ensaiando vôos, escolhendo caminhos, encerrando ciclos.

Eu feliz, penso: cumpra-se!

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O Lado B do Shopping

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Fotos que não revelam o que realmente aconteceu…

Antes de ontem eu, Chiara, Alis e Valentina fomos ao shopping. Para um leigo a frase “fomos ao shopping” pode invocar imagens de consumismo, bateção de cílios, rebolado de quadris e o balanço dos cabelos bem cuidados e sedosos de pessoas com tempo de ir ao shopping para gastar dinheiro e desfilar têm. Ledo engano. O que aconteceu antes de ontem estava mais próximo de uma evacuação de prédio com demolição agendada e iminente. Férias: palavrinha bonita para adultos, tenebrosa para crianças. Não é que eu ache que filhos não têm que passar tempo com seus pais. Tem que e devem, mas o que eu acho não é o mesmo que a Alis e a Valentina acham. Pra elas, brincar com os coleguinhas da idade delas e gastar energia é muito mais interessante que passar 10 dias coladas nas mães e nos pais. Tinha que ver a felicidade das duas quando se encontraram na minha casa para brincar um pouco antes de sairmos para o shopping. Quer dizer, brincar pra elas, né? Pra mim era mais uma questão de “Chiara, eu preciso tomar um banho, podes ficar com a Alis um pouco?”. Mas elas se abraçaram, cantaram e dançaram juntas. Pena que o romance e a saudade de ver criança durou pouco. Acompanhe-nos neste drama lendo o relato que segue, por favor.

Pois bem, fomos ao shopping. Ai, que lindas as nossas meninas, né? Quando estão dormindo no shopping, então, mais lindas ainda. Acordadas? Hmmm, nem tanto. Em vez de parceria e amor pelo carrinho e pelo passeio o que aconteceu foram cenas de desastre, infelicidade, insatisfação, “não ouse trocar a minha fralda”, “esqueci como se anda, posso ficar no seu colo pra sempre?”… e isso nem é tudo. A Valentina não queria ir pro chão nem pro carrinho, só queria saber do colo da mãe. Alis queria ficar no chão, sem mão de mãe, sem direcionamento, queria ser livre e fazer birra. Conseguimos convencer a Valentina a caminhar um pouco. No meio tempo, Alis decidiu que queria segurar a mão da Valentina, mas Valentina não quis saber desse troço de andar de mão dada com outro neném, ela queria era a mão da mãe dela. Alis ficou revoltada e fez um escândalo no meio da Zara. Linda, né? Nossa, sim, linda, todos passavam fazendo cara de “ai-que-fofa-só-que-não-faça-ela-parar-de-chorar”, mas ela não queria saber de mim. Alis até hoje fala “mão, amiga” quando vê a foto da Valentina. Ficou traumatizada porque a amiga não quis segurar sua mão. Já estou começando a guardar dinheiro para a terapia. A dela.

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Enquanto a paz ainda reinava…

Tivemos que fazer um pit-stop na farmácia porque, como bem sabe quem tem filho ou vive em contato com crianças de até dois anos, eles comem fraldas e pomada anti-assadura. Então não foi por vontade, foi por necessidade. Mas quem disse que bebês ligam pra essas coisas? Resolveram chorar, as duas, e a Chiara teve que sair com uma no colo e com a outra pendurada no pescoço (prova #1 logo abaixo, que não prova lá grandes coisas porque elas parecem felizes e, de fato, estavam naquele momento, mas isso não reflete o humor geral da tarde). O mais engraçado de tudo foi a Chiara falando “você tá com pena da gente” pra um carinha que estava nos olhando e dando risadas da nossa ginástica na farmácia.

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Tentando macaquices para tranquilizar as bonecas…

Então assim… existem idas e idas ao shopping. Essa foi uma daquelas idas. Não foi fácil, mas foi engraçado. Esse, minhas queridas e queridos, é o Lado B do shopping. Bem-vindos ao mundo da maternidade!

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Agenda 25/07 – 01/08

Nada melhor do que levar os pequenos para passear no final de semana, um passeio no Horto florestal, Av. Beira Mar,  Projeto Tamar, Lagoa da Conceição, Sambaqui, Parque de Coqueiros.Temos uma variedade de lugares ao ar livre para passear com a crianças, mas vamos combinar que falta um pouco de estrutura né? Por exemplo, banheiros com trocador de fralda, estacionamento preferencial para gestantes e babies, aluguel de bicicletas com cadeirinha para criança, ciclovias.

Lembre-se de checar a previsão do tempo: clique aqui

Clique e confira tudo o que vai rolar para os pequenos: agenda infantil
Lembrando que na semana passada fizemos um post com sugestões de passeios e programações para as férias, ainda dá tempo de aproveitar! Clique aqui e confira :))

Os  shoppings  e teatros da cidade estão oferecendo muitas atividades para os pequenos agora nas férias (pista de patinação, oficina de scrap, circuito de aventuras, os espaços Kids Park, Adventure Games, Exploração Discovery Kids) , clique e confira:

* Teatro Pedro Ivo Image

* Teatro Ademir Rosa

* Floripa Shopping 

* Beira Mar Shopping

* Continete Park Shopping

* Shopping Itaguaçu

* Confira ainda a programação do Cinematerna para esse mês: clique aqui.

Agora é com vocês! Bjs!

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