Arquivo do mês: fevereiro 2013

Mulher completa?

Colega postou a seguinte  imagem no Facebook:

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A respeito da imagem tenho algumas considerações. Acho que mulher que não quer ter filhos não tem que ter filhos mesmo, mas acho que as mulheres que não querem ter filhos não devem se sentir pressionadas a ter filhos pelas mulheres que têm e não devem, principalmente, dar bola para as mulheres que têm filhos se estas parecem, por acaso, fazer algum tipo de pressão pra cima das mulheres que não querem ter filhos. Fui super repetitiva, mas não importa, deixa eu tentar explicar melhor. Mulheres que têm filhos, e falo bem do meu caso em particular e do caso de algumas amigas próximas que têm filhos, não estão necessariamente fazendo pressão pra cima das outras mulheres, é que a experiência de ser mãe (pra quem quis ter filhos/descobriu que queria depois de já ter tido) é tão cheia para algumas mães que é difícil segurar a vontade de berrar aos quatro ventos “a minha filha é a maior delícia do meu mundoooo” (ou filho, tanto faz). É difícil mesmo. Ver o seu bebê, que um dia não conseguiu nem focar nos seus olhos direito de tão “tansinho” que era, começar a andar, falar, te abraçar e beijar por livre e espontânea vontade é uma sensação tão louca que pode, quando falamos dele(a), deixar a impressão de que achamos que todas as mulheres têm que ser mães. Acredite, eu particularmente não penso assim e acho que, em função disso, milhares de mulheres também não.

Um filho dá tanto trabalho e requer um nível tão alto de doação dos pais que quem não quer tê-los não deve tê-los apenas para cumprir um papel que a sociedade impõe de forma tácita. Esse debate é bem importante porque me parece que o nosso nível de evolução no que diz respeito a ciência, tecnologia e tal já superou aquele argumento biológico que diz que “nascemos para procriar”. O mundo já tem gente o suficiente (e além) e faz um desserviço à sociedade a pessoa que não quer ter filhos/não irá se descobrir uma mãe satisfeita ter filhos. Eu não posso falar pela sociedade como um todo, porque é claro que não são apenas as mães que exercem pressão sobre as mulheres, mas posso dizer o seguinte:

“Oi, meu nome é Melina, prazer. Eu sou mãe e eu acho que ser mãe é uma coisa fantástica e indescritível, mas tenho total noção de que o que é fantástico e indescritível para mim pode arrancar bocejos de você. Respeito a sua opinião completamente, mas te peço licença para falar livremente sobre a maternidade com o mundo da mesma forma que você fala sobre as coisas que te dão prazer. Eu sei falar sobre outras coisas também, eu não sou só mãe. Sou trabalhadora, gosto de estudar, ler, fotografar, assistir a seriados americanos estúpidos e a todos os filmes de Woody Allen. Sugiro que você não encare a pergunta ‘Você quer ter filhos?’ como um tipo de pressão, mas mais como uma curiosidade minha porque acho tão louca essa jornada que fico perguntando pra Deus e o mundo pra saber quem vai pular no tanque de tubarões (de emoções) que é ter um filho (ou vários) comigo. Dia desses li em algum lugar uma frase que dizia que ‘ter filhos é ter para sempre o coração fora do corpo’ ou algo parecido, então encaro a questão da seguinte forma: eu sou essa mãe louca de paixão que talvez exerça uma certa pressão sobre você, mas não de forma intencional e sim do tipo ‘faz parte do meu show’; e sou essa pessoa normal que você sempre conheceu, só que eventualmente essa mãe louca vai pular pelos meus olhos e te fazer a fatídica pergunta. Nessa hora, se você disser ‘eu não quero ter filhos’, vou entender, da mesma forma que eu espero que você entenda o meu entusiasmo. Agradeça, até, pelo meu entusiasmo, pois ele significa que eu fui mãe porque quis ser ou me descobri uma mãe feliz sendo. Tenho certeza que você será mais feliz não tendo filhos do que tendo, se não os quiser”.

Eu fico contente em ver que o debate está rolando porque liberdade, me parece, é poder fazer esse tipo de escolha sem que alguém (ou alguéns, no caso da sociedade) te encare nos olhos e diga: você, minha filha, tem que ter filhos. Mulher completa, retomando a frase da imagem acima, é mulher que sabe o que quer e segue com as suas escolhas mesmo quando a sociedade faz pressão para que o contrário aconteça.

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Sobre querer mudar

Quem nesse mundo não quer mudar? Eu quero acordar cedo e disposta (em vez de cedo e com preguiça), ler livros do começo ao fim sem flertar com outros títulos, cozinhar pratos deliciosos e nutritivos para a minha filha todos os dias, ir às aulas de pilates como uma beata vai à igreja, acampar, fazer trekking, levar a Alis ao parque uma vez por semana (pelo menos), comer mais frutas, cortar o doce da alimentação (ou pelo menos diminuir drásticamente), meditar, nunca ceder às tentações da fofoca, caminhar mais, subir escadas em vez de usar o elevador… por favor, alguém me passa uma receita de como fazer isso tudo dar certo? Caro(a) leitor(a), atente para o fato de que eu faço a pergunta e eu mesma dou uma resposta logo abaixo… A impressão que eu tenho é que era mais fácil mudar antes, quando eu era mais nova. Acho que vamos criando raízes com os nossos hábitos e parece mais difícil mudar do que realmente é. Li um dia desses em um blog sobre hábitos zen que, para mudar, temos que começar com metas bem fáceis, como passar o fio dental em um dente se você não tem o hábito de passar fio dental diariamente (esse hábito eu tenho, ainda bem). Mas fez sentido, sabe? Quando eu decidi começar a fazer abdominais em casa, defini uma meta de 100 por dia, começando com 100. Eu estava destinada ao fracasso, claro, mas vou tentar começar hoje com 10 abdominais e aumentar progressivamente. O importante, diz o autor do blog, é estabelecer metas que você teria vergonha de não cumprir de tão fáceis que são. Tenho pensado bastante sobre isso e vou começar um hábito por vez, até que ele crie raízes no meu dia-a-dia e só depois vou começar um hábito novo.

Espero que funcione, vamos acompanhar…!

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The day after

O dia seguinte ao aniversário da Alis foi realmente uma delícia fora do comum. A verdade é que durante a arrumação da festa e a festa em si você mal tem tempo para esmagar o seu filho/filha, então quando você acorda no “day after” sente uma saudade incrível simplesmente porque está há tempos “afastada” da cria. O aniversário/a festa da Alis foi no domingo, então na segunda-feira não a levei para a escolinha só para passarmos o dia inteiro grudadas (o que não ajuda em nada na adaptação à escolinha, sinto-me obrigada a dizer, principalmente porque estamos em período de adaptação). Foi muito especial o momento de acordar com ela, deixá-la abrir os presentes e tomar café da manhã com calma depois de dias de agito. As fotos abaixo mostram bem como foi calmo e gostoso. O daddy dela até conseguiu tirar uma soneca com ela na rede depois do trabalho.

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Oi?

Frase que sempre escuto da minha mãe quando estou 100% desarrumada e com cara de cansada:

“Que cara de mãe”.

Eu mereço (:

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