Arquivo do mês: julho 2012

Fim de domingo

Pensamento para dar toda uma força na peruca durante a semana:

“Your only defense is the quality of the work you do.”

“A sua única defesa é a qualidade do trabalho que você faz”.

Frase tirada do livro “Letters to a Young Journalist”, de Sam Freedman, jornalista do NYT.

Alis, continue inspirando a mamy a ser uma pessoa melhor, minha fofolete! 

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Como conciliar maternidade e profissão?

Bom, eu não tenho uma resposta, estou trabalhando para encontrá-la (literalmente – haha).

A Alis ficou doentinha há duas semanas, por exemplo. Eu fiquei de atestado com ela, mas trabalhei mais do que eu trabalharia na empresa, eu acho. Rolou uma culpa do tipo “ai, céus, talvez a minha falta prejudique a empresa”. Agora, com um distanciamento de alguns dias, já acho que exagerei. Eu conseguiria ter trabalhado um pouco menos, cuidado melhor da Alis, feito as coisas com mais calma e menos afobação. Mas a gente tem um pouco essa cultura da culpa entre as mulheres, né? A gente acha que consegue e tem que fazer tudo pra não faltar nada pra ninguém. É admirável e levemente neurótica essa postura, não é não?

O que mais pesa é o cansaço. Eu acordo (eu não, a Alis!) cedo para amamentar, me arrumar, arrumar a Alis para a escolinha, tomar café da manhã, me maquiar (né?) e tal. Trabalho. Almoço. Cuido da Alis. Trabalho mais. Lavo roupa. Passo roupa. Dou vitamina (ad-til) pra Alis. Amamento mais umas 5 vezes durante o restante do dia. Dou banho na Alis. Tomo banho. Faço pilates duas vezes por semana. Faço uns ranguinhos para o marido pra ele não se sentir 100% abandonado. E depois que a Alis dorme eu trabalho mais um pouquinho para conferir os e-mails e me planejar para o dia seguinte. Ufa, cansa só de escrever. Além disso, a Alis acorda de duas a cinco vezes por noite para mamar, então chega no final do dia eu estou me arrastando.

Eu não acho isso tudo ruim, por mais que eu reclame de ser cansativo. Acho que é mais uma questão de se organizar e priorizar do que de jogar as mãos para o alto em desespero. Não. Não é questão de desespero mesmo, porque é tudo muito gostoso. Trabalhar é bom porque você sente que está fazendo algo por você e pela sua filha ou filho, que no futuro vai olhar pra você e dizer “uaaau, minha mãe é XXX” e tal. É legal servir de exemplo para uma das pessoas mais especiais do mundo pra você, e que seja um bom exemplo. Mas sim, vira e mexe eu me pego sonhando em largar tudo e ficar em casa com a Alis, curtindo uma vida bem de mãe, mãe com tempo. Amei todo o período da licença-maternidade e sinto muito por ela não poder durar mais e mais e mais. Ser mãe é trabalhar sim!

A conclusão é que acho que não tem muito segredo, mas dia desses li uma frase que me inspirou (duas palavras, na verdade) num artigo do NYT sobre mães que trabalham, sobre “como dar conta”: “be relentless”. Ou seja, seja persistente, implacável. Em bom português, algo como “não deixe a peteca cair”. E assim vou seguindo, com essa sugestão na cabeça e muita, mas muita força de vontade e paciência com as dificuldades do trabalho. Porque na maternidade, tirando o cansaço, que é normal para todas as mães, tá tudo bom demais!

Melhor momento do dia! (:

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Pensamentos randômicos

Aqueeele momento

Existe um momento na vida das mães. É um momento mágico e cheio de promessas. O momento da soneca. É só o neném capotar para começar a correria: lavar a louça, lavar a roupa, organizar o armário, arrumar as camas, passar as roupas e as roupinhas, ver TV! Uma vida inteira em 40 minutos.

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A expectativa dos outros

Vira e mexe alguém que eu conheço de leve me pergunta: “Tá, e como é que tá a vida de dona de casa e mãe?”, como se todas as mães simplesmente abandonassem a vida de mulheres trabalhadoras para ficar em casa com os filhos, e COMO SE FOSSE FÁCIL fazer isso. Ficar em casa com um neném é uma trabalheira sem tamanho. Minha mãe ficou na semana que passou com a Alis porque a escolinha dela estava em férias e ontem, quando cheguei em casa depois do trabalho, minha mãe olhou pra mim e disse: “deu, eu tô cansada”. E cansa mesmo. É uma maravilha deliciosa ter neném, cuidar de neném, alimentar neném, mas é um trabalho sem tamanho e deveria ser considerado uma das coisas mais importantes do mundo: o que a gente faz agora pelos nossos filhos a gente colhe no futuro. Aliás, não só a gente colhe, todo mundo colhe. Eu acho que as pessoas que não querem que você tenha sucesso profissional secretamente desejam que você saia do mercado de trabalho. Não, não vou dar essa satisfação a essas pessoas. Ainda não, pelo menos. Mas que é dureza conciliar maternidade e vida profissional, é.

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Gente sem noção

Menina toda vestida de rosa, com brinco e cobertor verde. A única coisa que não grita “menina” na produção é o cobertor. Adolescente espinhoso entra no elevador, olha pra Alis e diz: “É um guri, né?”. Não vai passar no vestibular, só pode.  Ô, faísca lenta!

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Sobre o atirador de Aurora, Colorado

Será que esse não é o maior medo das mães do mundo? A gente tem filho, cria, ama, nutre, mima, briga pra educar, pra tentar oferecer do bom e do melhor e chega um LOUCO e atira nele(a)? Meu coração e meu amor vão para as famílias das vítimas. Que droga isso, que tragédia, que tristeza essa situação.

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O primeiro show de rock a gente nunca esquece

No fim de semana passado levamos a Alis a um show de rock. Foi fenomenal. Não o show. Quer dizer, o show foi bem legal, mas fenomenal foi a reação dela e das pessoas em volta. Estamos morando perto da UFSC, e vira e mexe rola um evento lá e conseguimos ouvir tudo, detalhe por detalhe. Tínhamos saído pra almoçar e aquela coisarada toda de sábado e quando voltamos pra casa, por volta das 16h, começamos a ouvir Pearl Jam, Foo Fighters e Nirvana ao longe e pensamos “ei, esse negócio tá bom”. O céu estava limpo, a temperatura estava ótima (ideal para um casaquinho, mas o piriguetismo não conhece limites, então várias garotas estavam de vestidos curtíssimos hahaha) e decidimos levar a Alis de carrinho para a UFSC. A reação da Alis foi a melhor: ficou sentada no meu colo olhando atentamente para o palco e vira e mexe olhava pra cima, quase que pra saber o que eu estava achando da música. Eu sorria, ela sorria também e voltava a olhar para o palco. A reação das pessoas em volta foi demais. Mais de uma garota veio falar comigo, dizendo “poxa, eu quero ser que nem você no futuro e levar meu neném a um show de rock”. Muita gente passou distribuindo sorrisos para a nossa família buscapé, e não só por causa da Alis. Eu estou amamentando, então o máximo que faço é tomar uma mísera cervejinha, e ainda assim fico com peso no coração, e a Heineken na minha mão quase que arrancou mais sorrisos que a pequena. Tá, não foi bem assim, mas a cerveja causou entre pessoas descrentes de uma vida com filhos e diversão. Acho até que converti alguns. Vou dizer que fiquei feliz. Lembro muito de cenas de famílias reunidas em parques em Londres e em NY, famílias com nenéns assistindo a shows, fazendo piqueniques ou simplesmente caminhando. Essa cultura de incluir os filhos, nenéns ou crianças mesmo, parte de cada um. Deveria ser normal um neném assistir a um showzinho de rock durante o dia num parque (a UFSC não deixa de ser um parque também, né?). Foi muito legal, e a Alis se comportou como uma verdadeira roqueirinha em formação. Eu e o daddy dela ficamos superorgulhosos!!!

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