Arquivo do mês: maio 2012

Voltar ou não voltar, …Eis a questão!

Você está de licença maternidade e tem a sensação de que os ponteiros do relógio estão voando? Ou será que você ainda está grávida, mas já está pensando na volta ao batente? Bem, independente em qual situação você se encontra eu só posso te dar um conselho: planeje-se!

A maternidade é um processo que está sempre se renovando, digo isso porque quando estamos nos acostumando com as novidades elas logo são substituídas por mais novidades. Cada vez tenho a sensação, quer dizer, a certeza de que esse mundo maternal é muito intenso para nós mulheres e mães. Nos dedicamos desde o momento em que planejamos uma gravidez ou na tentativa incansável em busca dos dias férteis, tomamos acido fólico e contamos e recontamos o melhor dia, o dia ideal para ter nosso pequeno filhote. Ou ainda, não planejamos nada, decidimos dentro de nossos pensamentos que o “ideal” seria aguardar mais uns meses ou anos para pensar em ter um filho.

O fato é que se você realmente quer ter um filho, esse momento vai chegar quer você fique gravida, quer você adote uma criança… independente do meio que você optar, você será mãe.

Aprendi que ser mãe é algo universal, mas muito pessoal e te remete a sentimentos novos e conflitantes com quem você era antes de ser mãe e com a nova pessoa em que você se tornou. Ok, hoje estou mega sentimental, não quero dizer que você vai mudar radicalmente depois de ser mãe, mas seus sentimentos, anseios, medos tomam proporções diferentes quando se está no auge da emoção maternal.

Eu não tive uma gravidez planejada e quando tive que dar a noticia no meu trabalho fiquei nervosa, eu me sentia um pouco “culpada”. Sempre tive a mania de me colocar no lugar do dono da empresa e do meu próprio chefe. Por outro lado, eu já estava submersa no mundo maravilhoso da gestação e aquele bum hormonal já habitava no meu corpinho, mas logo na primeira consulta com a ginecologista foi possível fazer a previsão da data do parto e a calculadora que habitava na minha cabeça logo pensou: Ok, a Valentina nasce em outubro então são 4 meses de licença + 1 mês de ferias = volta ao trabalho prevista para março.

Depois que a Valentina nasceu meus planos e prioridades mudaram bastante, mas ao ponto de jogar tudo para o alto mesmo. Me perdia e me achava nos meus pensamentos a todo instante e começava um conflito interno em ter que voltar para uma vida que de alguma forma não me pertencia mais. Lembro, que por alguns dias eu passava a tarde sentada no sofá amamentando, preparando mamadeiras, trocando fraldas e pensando em silêncio em qual seria a melhor escolha para nós. Ops, não sei se estou ajudando vocês, sorry! Vou tentar seu mais objetiva ok?

Dicas:

– Se você está na dúvida cruel de voltar ou não ao trabalho é preciso avaliar com seu companheiro, família ou com você mesma se realmente existe essa possibilidade, ou seja, a opção de não trabalhar. É preciso mensurar de alguma forma o que será melhor para o bebe, para a mãe e para a família.

– O dinheiro que você vai deixar de receber vai fazer com que sua família passe dificuldades ou vocês podem dar um jeito nessa situação por um determinado período?

– Tem alguém de muita confiança para cuidar do seu baby?

– Faça uma busca das melhores opções de berçários próximos do seu trabalho e leve em consideração o fato do deslocamento para essa escola em casos de emergência com seu baby.

– Quando custa a mensalidade + transporte e quando você ganha na sua empresa? Vale a pena?

– Você consegue se imaginar no seu trabalho atual a longo prazo?

– Você acredita que conseguiria um outro emprego caso opta-se por sair da empresa para se dedicar ao bebe?

– Você sabia que: As mulheres que amamentam tem direito a duas folgas de 30 minutos diários para amamentar seus bebes até o sexto mês;

– Converse com o pediatra do seu filho para introduzir papinhas e sucos na alimentação antes da volta ao trabalho;

– É fundamental checar as referências das pessoas que estarão envolvidas com seu filho, assim como, das escolas;

– Não esqueça de verificar a segurança da escola e a conduta em caso de alunos doentes;

Bem, quando o assunto é a volta ao trabalho os questionamentos são muitos, mas estarão sempre relacionados com seu núcleo familiar. É necessário avaliar os prós e contras e tomar a decisão. Eu comecei a pesquisar escolinhas e fiquei apavorada com os valores. Comecei a me imaginar naquela rotina frenética e mais uma vez cheguei a conclusão de quem nós mulheres somos realmente sensacionais. A nossa opção aqui em casa foi fazer a proposta para a empresa em que eu trabalhava para reduzir a carga horária, mas como não deu certo optei em me demitir e ficar mais um tempo com a Valentina.Vou dizer para vocês que é maravilhoso estar com a Valentina e acompanhar todo o desenvolvimento dela, cada semana é uma novidade. Agora vamos ser sinceras… é mega cansativo cuidar da pequena e da casa e não espere o reconhecimento de ninguém por isso ok? Faça de coração! Mesmo que você tenha condições de não voltar ao trabalho é preciso avaliar se você vai ser feliz e se será bom para o bebe. Já escutei falar de algumas mães que deram uma pirada com a situação.

Dilema né? Meu plano B é colocar ela na escolinha com 10 meses no inicio do 2 semestre. Acho que ela estará mais fortinha e eu mais segura.

Acho que quando o assunto é a volta ao trabalho não tem certo e errado. É preciso fazer o que for melhor para o bebe e cada caso é um caso. Mais uma vez, você vai se sentir pressionada diante dos comentários de amigas, inimigas, família e palpiteiros de plantão, mas posso garantir que o mais importante é decidir o quanto antes para que você fique tranquila com a sua decisão.

Meu pequeno tesouro.

Meu pequeno tesouro.

4 Comentários

Arquivado em Vida de mãe

Mãe viciada….

…na própria filha! (Novas… toda mãe é, né?)

Dando uma voltinha no shopping (para comprar roupas de inverno… tá frio) e espalhando o charme pela city!

Eu tô viciada nessa menina, gente! Eu cheiro, esmago, cheiro de novo, esmago de novo, fico rindo feito uma abobada pra ela, ela responde com uma risada ainda mais abobada, é uma loucura. Entre risadas e esmagadas e cheiradas eu canto pra ela, canto o tempo todo. Nas duas últimas semanas, por causa da febre Beatles que passou por Floripa em função do show do Macca, meu repertório foi bem Beatlônico, mas outras músicas encontraram o caminho para o meu corazón. Então segue uma playlist com as top 5 músicas que tenho cantado pra minha fofolete:

Martha, my dear, dos Beatles… é claaaro que substituo o “Martha” por “Alis”:

Blackbird, Beatles:

May This be Love, Jimi Hendrix:

Just Like Heaven, The Cure:

Tonight, Tonight, dos Smashing Pumpkins:

E assim fico eu cantando e curtindo a minha garotinha!

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