Seis semanas de vida: pouco sono, muito aprendizado

Aprendi várias coisas nas últimas seis semanas. Talvez tenha aprendido mais nesse tempo do que com todos os livros que li nos nove meses de gravidez (ok, sete e meio, porque só descobri que estava grávida na sexta semana). Nada como a prática e a necessidade para fazer o mundo girar! Bom… vou compartilhar:

1. Privação de sono é uma coisa que, em circunstâncias normais, faz um ser humano perder a cabeça (ou não, faz ficar supercriativo, sei lá). De fato, nas primeiras duas semanas você acha que vai ficar louca com todas as mudanças e o excesso de sono que transborda por cada poro do seu ser. Mas alguma coisa acontece com o tempo. Eu tenho dormido cerca de seis, sete (numa boa noite) horas por dia e, impressionantemente, me sinto bem! Eu não sei qual é o processo biológico responsável por isso, mas olha, funciona. Conclusão: dormir é para os fracos!

A única pessoa que dorme de verdade nessa casa…

2. Bebês amam rotina. A Alis tem uma rotina desde que nasceu, e graças a Tracy Hogg, do livro A Encantadora de Bebês. É o tal do EASY (Eating, comer; Activity, atividade; Sleeping, dormir; You, tempo para você). O dia rola mais ou menos assim: ela come, eu faço alguma atividade com ela, como trocar a fralda ou brincar na academia; ela dorme um pouco (ou não, depende do horário) e geralmente rola mesmo um tempo pra mim, o “me time”. À noite, lá pelas 21:30, começamos a preparar o banho. Colocamos numa rádio de música clássica pra ela relacionar o banho com: relaxamento, mamada final do dia e sono da noite. Desde o primeiro dia de vida dela seguimos esse esquema e tem funcionado que é uma maravilha. Ela nunca trocou a noite pelo dia e já dá pra perceber que a pequena sente que está na hora de tomar banho e dormir.

Alis no seu quarto dia de vida curtindo um banho no ofurô!

3. Chocolate dá cólica, mas rola comer. Nenéns novinhos têm cólica, e ponto final. Uns têm mais, outros têm menos. A Alis tem sido bem gentil comigo. Eu como de tudo, e quando eu digo “de tudo” eu quero dizer isso mesmo, sem mentira. Pizza, leite, feijão e… chocolate. Chocolate foi a única coisa que eu percebi que, sempre que como, ela chora um pouco mais. Ela tem uns chorinhos de cólica todos os dias, mas duram bem pouco, cerca de cinco minutos, e são seguidos de uma sujada de fralda daquelas, então já aprendi a não me preocupar muito. Aliás, a posição em que ela fica deitada de barriga pra baixo no meu braço é a mais nova posição “mãe-me-deixa-ficar-aqui-pra-sempre”. É impressionante como ela relaxa. Assim… nenéns são nenéns e vão ter cólica, independentemente do que você escolher comer, então coma bem, coma frutas, verduras, carboidratos e proteínas e permita-se comer as besteiras que você gosta com moderação.

4. Maquiagem é importante. Tem dias em que se eu acordo e, se não me maquio, o dia não vai rolar de jeito nenhum. Não é uma questão de vaidade (mesmo porque ninguém além de mim mesma e da Alis vai me ver!) e sim uma questão de hábito e de vontade de me sentir “arrumada”. É que se eu não faço isso acabo passando o dia de pijama com cara de mal dormida e, quando chega o final do dia, fico com uma sensação de que o tempo não passou e já é hora de dormir de novo. É psicológico e ajuda pacas.

5. Pais têm que entrar no jogo para salvar as mamães. Teve um dia, na segunda semana de vida da Alis, que eu achei que ia morrer… de sono. A Alis deu uma dormida por volta das 19h e eu aproveitei pra empacotar junto. Lá pelas 23h o Verde viu que ela estava acordando pra mamar e deu-lhe uma mamadeira. Eu dormi ininterruptamente das 19 às 4:30 da manhã, quando ela acordou pra mamar de novo. Foi a noite mais feliz da minha vida! Mentira, nem foi, mas tá lá no ranking das top 50. Bom, e o Verde faz bem mais que isso, né? Ele fica com ela quando chega do trabalho, dá banho todos os dias, fica com a Alis no sábado para eu caminhar na beiramar, dar umas voltas e tals e toda noite acorda comigo quando levanto para amamentar e diz “Mel, se você precisar de qualquer coisa é só me chamar”. (:

Só não vale entrar no jogo na hora de dormir!

6. Mãe sempre vai ter mais jeito que o pai, a avó, as tias… Bom, o pai da Alis leva todo um jeito, a avó também, assim como as tias, mas elas não têm um acessório básico capaz de tranquilizar qualquer bebê “em chamas”: seios com leite. Além disso, mães têm menos medo e mais habilidade para rodopiar o bebê, trocar a fralda com uma mão só, farejar o motivo do choro e assim por diante. É uma loucura.

7. O fato de o seu neném ter dormido a noite inteira não significa que isso vai se repetir! Tolinha eu em pensar que, só porque a Alis dormiu a noite inteira por duas noites, o fato se repetiria forever. Tsc, tsc, tsc. Vou continuar esperando ansiosamente por esse momento. Até lá, continuo explorando os efeitos da privação de sono. Vai que eu descubro em mim uma gênia adormecida que só precisava ficar acordada por mais tempo para descobrir seu verdadeiro talento!

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