Arquivo do mês: março 2012

Seis semanas de vida: pouco sono, muito aprendizado

Aprendi várias coisas nas últimas seis semanas. Talvez tenha aprendido mais nesse tempo do que com todos os livros que li nos nove meses de gravidez (ok, sete e meio, porque só descobri que estava grávida na sexta semana). Nada como a prática e a necessidade para fazer o mundo girar! Bom… vou compartilhar:

1. Privação de sono é uma coisa que, em circunstâncias normais, faz um ser humano perder a cabeça (ou não, faz ficar supercriativo, sei lá). De fato, nas primeiras duas semanas você acha que vai ficar louca com todas as mudanças e o excesso de sono que transborda por cada poro do seu ser. Mas alguma coisa acontece com o tempo. Eu tenho dormido cerca de seis, sete (numa boa noite) horas por dia e, impressionantemente, me sinto bem! Eu não sei qual é o processo biológico responsável por isso, mas olha, funciona. Conclusão: dormir é para os fracos!

A única pessoa que dorme de verdade nessa casa…

2. Bebês amam rotina. A Alis tem uma rotina desde que nasceu, e graças a Tracy Hogg, do livro A Encantadora de Bebês. É o tal do EASY (Eating, comer; Activity, atividade; Sleeping, dormir; You, tempo para você). O dia rola mais ou menos assim: ela come, eu faço alguma atividade com ela, como trocar a fralda ou brincar na academia; ela dorme um pouco (ou não, depende do horário) e geralmente rola mesmo um tempo pra mim, o “me time”. À noite, lá pelas 21:30, começamos a preparar o banho. Colocamos numa rádio de música clássica pra ela relacionar o banho com: relaxamento, mamada final do dia e sono da noite. Desde o primeiro dia de vida dela seguimos esse esquema e tem funcionado que é uma maravilha. Ela nunca trocou a noite pelo dia e já dá pra perceber que a pequena sente que está na hora de tomar banho e dormir.

Alis no seu quarto dia de vida curtindo um banho no ofurô!

3. Chocolate dá cólica, mas rola comer. Nenéns novinhos têm cólica, e ponto final. Uns têm mais, outros têm menos. A Alis tem sido bem gentil comigo. Eu como de tudo, e quando eu digo “de tudo” eu quero dizer isso mesmo, sem mentira. Pizza, leite, feijão e… chocolate. Chocolate foi a única coisa que eu percebi que, sempre que como, ela chora um pouco mais. Ela tem uns chorinhos de cólica todos os dias, mas duram bem pouco, cerca de cinco minutos, e são seguidos de uma sujada de fralda daquelas, então já aprendi a não me preocupar muito. Aliás, a posição em que ela fica deitada de barriga pra baixo no meu braço é a mais nova posição “mãe-me-deixa-ficar-aqui-pra-sempre”. É impressionante como ela relaxa. Assim… nenéns são nenéns e vão ter cólica, independentemente do que você escolher comer, então coma bem, coma frutas, verduras, carboidratos e proteínas e permita-se comer as besteiras que você gosta com moderação.

4. Maquiagem é importante. Tem dias em que se eu acordo e, se não me maquio, o dia não vai rolar de jeito nenhum. Não é uma questão de vaidade (mesmo porque ninguém além de mim mesma e da Alis vai me ver!) e sim uma questão de hábito e de vontade de me sentir “arrumada”. É que se eu não faço isso acabo passando o dia de pijama com cara de mal dormida e, quando chega o final do dia, fico com uma sensação de que o tempo não passou e já é hora de dormir de novo. É psicológico e ajuda pacas.

5. Pais têm que entrar no jogo para salvar as mamães. Teve um dia, na segunda semana de vida da Alis, que eu achei que ia morrer… de sono. A Alis deu uma dormida por volta das 19h e eu aproveitei pra empacotar junto. Lá pelas 23h o Verde viu que ela estava acordando pra mamar e deu-lhe uma mamadeira. Eu dormi ininterruptamente das 19 às 4:30 da manhã, quando ela acordou pra mamar de novo. Foi a noite mais feliz da minha vida! Mentira, nem foi, mas tá lá no ranking das top 50. Bom, e o Verde faz bem mais que isso, né? Ele fica com ela quando chega do trabalho, dá banho todos os dias, fica com a Alis no sábado para eu caminhar na beiramar, dar umas voltas e tals e toda noite acorda comigo quando levanto para amamentar e diz “Mel, se você precisar de qualquer coisa é só me chamar”. (:

Só não vale entrar no jogo na hora de dormir!

6. Mãe sempre vai ter mais jeito que o pai, a avó, as tias… Bom, o pai da Alis leva todo um jeito, a avó também, assim como as tias, mas elas não têm um acessório básico capaz de tranquilizar qualquer bebê “em chamas”: seios com leite. Além disso, mães têm menos medo e mais habilidade para rodopiar o bebê, trocar a fralda com uma mão só, farejar o motivo do choro e assim por diante. É uma loucura.

7. O fato de o seu neném ter dormido a noite inteira não significa que isso vai se repetir! Tolinha eu em pensar que, só porque a Alis dormiu a noite inteira por duas noites, o fato se repetiria forever. Tsc, tsc, tsc. Vou continuar esperando ansiosamente por esse momento. Até lá, continuo explorando os efeitos da privação de sono. Vai que eu descubro em mim uma gênia adormecida que só precisava ficar acordada por mais tempo para descobrir seu verdadeiro talento!

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Mães que blogam e têm babies…

Mãe de neném, quando posta em blog, posta com neném no colo, com neném ao lado, com neném quase acordando pra mamar, com neném-já-chorando-mas-espera-um-pouquinho-porque-a-mamãe-já-tá-terminando, posta entre trocas de fralda…

O ponto é que mãe quando posta não tem tempo pra revisar o que escreveu, daí vai ler o blog no dia seguinte e não sabe aonde se esconder com os erros que passaram.

Feliz dia do revisor!!!

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O Ministério da Saúde adverte: Não tente imitar a mulher maravilha

Você acabou de ganhar um bebê e tudo parece cor-de -rosa ou azul bebê, quero dizer, esse é definitivamente um momento muito especial! É praticamente impossível definir em palavras a mistura de emoção e alívio em ter o baby nos seus braços. Na maternidade tudo corre bem, você passa a maior parte do tempo deitada, seu marido está eufórico com as trocas de fraldas, as enfermeiras entram e saem a todo o instante… até que se passam 48hs e você recebe a alta. Nãooooo!

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A chegada em casa depois da maternidade nos remete a nossa antiga vida e rotina, mas agora você tem um novo integrante que demanda seu tempo e energia a todo instante. Esse período é complicado, acredito que os 15 primeiros dias após o parto são definitivamente os piores. Curioso que não se tem muita informação sobre esse período, mas lembro que algumas pessoas me perguntavam: Como você vai fazer depois que o bebê nascer? Alguém vai te ajudar? Você vai ver estrelas quando amamentar, prepare seu peito para a amamentação, suas noites nunca serão as mesmas! Eu pensava comigo mesma “essa gente é louca”!

Pois bem, louca fui eu que inventei de me virar sozinha… talvez tenha faltado um pouco de preparo. No entanto, é difícil, quando se esta grávida, pensar de forma clara e objetiva. A única coisa que pensamos na reta final é na saúde e no nascimento de nosso bebê e nos fechamos para o restante do mundo.

Percebi também que os livros de gestantes abordam pouco a questão da depressão pós- parto, até porque cada mulher tem sua própria experiência. Assim, seria estranho você ler em um desses livros: “não desista, não se jogue pela janela porque tudo vai melhorar em 15 dias”. Acho que o que me ajudou muito foi a ligação de uma amiga no dia seguinte que cheguei da maternidade… ela logo percebeu meu tom de voz e disse “ É ***, amiga, dói né? É difícil mesmo! Em 15 dias tudo estará melhor, vai passar a dor da cesárea, o leite vai descer” .

“Entre 60 a 80 por cento das mulheres passam por isso pouco depois de dar à luz, e muitas delas se sentem exauridas, incapazes de dormir, ansiosas e com uma impressão de estarem “reféns” da situação”.

Foi importante eu saber que não estava sozinha, que alguém entendia meu sentimento. Aliás, sentimento estranho esse porque você sente, mas não sabe se é normal sentir o que você está sentindo. Captou? Eu até hoje me pergunto se eu chorava de felicidade ou de desespero, acho que as duas coisas.. Rssss

Vocês conhecem esses cursos de gestantes? Deveriam incluir um treinamento para os futuros papais, uma aula que explicasse o que ocorre no corpo da mulher após a retirada da placenta, o Boom Hormonal.

Acredito também que quem tem empregada/ babá/ enfermeira/ um processo de amamentação tranquilo / um parente a disposição não “sofre” tantooo.

Na realidade, a minha teoria está baseada na ajuda, porque o que realmente me desgastou depois dos problemas com a amamentação (prometo que vou buscar forças para relembrar esse momento e conto para vocês um dia) foi ter que fazer tudo, ou seja, amamentar, preparar mamadeiras de complemento ao som do choro do bebê, preparar minhas refeições, lavar roupa, trocar fraldas, lidar com a visitas, colocar a mesa de café mil vezes por dia para as visitas, dar atenção ao marido, atender mil ligações por dia, explicar 1000 vezes as mesmas coisas para pessoas diferentes, checar se o bebê está respirando, cólicas, hormônios…. ufa!!

O ponto é: Você desejou muito esse bebê e é claro que você o ama, mas o cansaço e não ter tempo de recarregar as suas energias é a fórmula do desgaste emocional. Me pergunto se as atrizes globais passam por isso.. Oi? Victoria Beckhman passa por isso? Meu veredicto é que deveria ser obrigatório ter e aceitar ajuda no pós-parto, e é claro que os cursos, livros e todo o material para gestantes deveria alertar as mamães para evitar de forma eficaz a depressão pós-parto…

Dicas:

  • ·Tente descansar o máximo possível na maternidade;
  • ·Leve chupeta para o seu baby;
  • ·Coloque seu acompanhante para trabalhar;
  • ·Tenha certeza de que você está amamentando da forma correta.

Compartilhe suas experiência com as Mãerinheiras, escreva seu comentário e ajude as futuras mamães.

Beijo!

http://brasil.babycenter.com/baby/como-fica-depois-bebe/melancolia-pos-parto/

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Todo mundo tem uma opinião

Uma das coisas mais difíceis sobre ser mãe de primeira viagem é que muita gente te trata como se você não soubesse nada. Como se você nunca tivesse tido contato com algum mini-ser. Como se você nunca tivesse lido um livro sobre o assunto. Como se você nunca tivesse procurado um vídeo sobre “ser mãe” e informações afins no YouTube. Como se você não tivesse um parente que tem filhos. Como se você não tivesse amigos que têm filhos. Como se você fosse uma pessoa muito incapaz de aprender com o seu próprio filho. A lista do “como se” é beeeem longa. Mas assim… as pessoas têm que ser perdoadas, elas não sabem o que falam (bem Jesus style, né) e só estão tentando ajudar (além de mostrar uma sabedoria infinita na arte da maternidade e duvidar de forma impiedosa da sua inteligência). Quem tem que aprender a lidar com isso são as mães e filtrar as informações válidas.

Eu já me peguei algumas vezes tendo pensamentos malignos enquanto alguém compartilhava informações tão óbvias quanto “a terra gira em torno do sol” (mas pera, isso nem era tão óbvio a não muito tempo atrás), mas parei para pensar e percebi que, no fim das contas, as pessoas só querem mesmo ajudar. Quem não quer ajudar nem encana de dar opinião. É como uma graaande comunidade de pessoas com conhecimentos testados e aprovados (e reprovados para alguns) que têm o compromisso de compartilhar uma sabedoria milenar capaz de fazer um neném ultra nervoso parar de chorar! Isso é o ouro e não deve parar nunca. Se você se pegar nervosa com alguma sugestão de que você não é “esperta-o-suficiente-para-ser-mãe-desse-neném-que-não-para-de-chorar”, respire fundo, relaxe e ouça o que a pessoa tem pra dizer. Vai que você aprende “a” técnica que pode trazer paz para os seus dias (e para os dias do seu filho, claro)!

Ontem mesmo, se eu tivesse “fechado as portas das opiniões”, não teria aprendido uma técnica supereficiente para acalmar a Alis, que envolve basicamente simular o “apertadinho” do útero fechando os bracinhos do neném sobre o peito, colocando uma pressão leve em cima, e colocar o dedo mindinho na boca do neném com a unha virada para a língua para simular o bico do seio. É pura mágica!

Foto meramente ilustrativa da respiração profunda em caso de necessidade!

E lembre-se: respire, relaxe, e ouça… pode salvar a sua vida!

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Mais uma blogueira no pedaço!

Olá! Na semana passada uma das minhas melhores amigas me convidou para compartilhar minhas experiências de “mãerinheira” de Primeira Viagem e estou mega feliz!

Vou começar me apresentando…. meu nome é Chiara, sou casada, moro em Florianópolis, sou formada em Administração de Empresas com MBA em Gestão Empresarial, canceriana e o mais importante: sou Mãe da Valentina.

Quem me conhece sabe que eu sou organizada, digamos assim, levemente neurótica por arrumação e planos perfeitos, mas ser mãe realmente me pegou de surpresa. Parece absurdo escrever e pensar isso, mas o fato é que minha gravidez não foi planejada, mas também não foi evitada. Nos meus sonhos dourados eu gostaria de ter esperado mais alguns anos para encomendar um baby e hoje agradeço com todas as minhas forças por ter o privilégio de ser mãe da Valentina. Jamais esquecerei o dia 04 de março de 2011, sexta- feira de carnaval quando descobrimos a gravidez.

A partir desse momento nunca me senti mais como “eu mesma”. Parece exagero, mas as pessoas olham para você de forma diferente quando sabem que dentro do seu corpinho mora um bebê… e aí logo senti, eu sabia que tudo seria muito diferente, e, de fato, eu não tinha ideia do que estaria por vir durante os oito meses seguintes de gestação, e principalmente depois do nascimento da Valentina. Logo vocês poderão acompanhar no blog minhas aventuras, dicas, dúvidas, críticas e desabafos da loucura que a maternidade nos proporciona.

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Paizão

O maridón, também conhecido como Verde, é muito show de bola. Ele abraçou a paternidade de um jeito que nem eu esperava, me dando todo o apoio e curtindo muito fazer as coisas com a Alis. Ele tem várias habilidades, como fazer a cólica passar (ele é o mestre nesse quesito! Works every time!), inventar músicas para entreter a pequena e fazê-la parar de chorar (um dia posto a música do elefantinho aqui), preparar o banho, fazer massagem relaxante depois do banho, trocar fralda… ele só não amamenta porque é biologicamente impossível! 

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Verdón, o maridón que é um paizón!

Ele escreveu um email para os “colegas grávidos” dele, que reproduzo abaixo, cheio de dicas muito importantes, sente só:

Pessoal,

a Mel criou um blog onde ela compartilha suas experiências, angústias e dicas sobre a maternidade.

http://maerinheiradeprimeiraviagem.wordpress.com/

Além disso, aqui vão algumas dicas de papai:

1. Farmácia do Sesi (ao lado do Shopping da Trindade): é o lugar mais barato para artigos de bebê como: leite em pó, lenços umedecidos, absorvente para seio, shampoos, cremes, óleos, condicionadores entre outros

2. Leite em pó: não tenham medo ou culpa em complementar a alimentação com leite em pó desde os primeiros dias do rebento. As mães precisam de repouso e paz de espírito após o parto para o leite materno descer e em quantidade suficiente. A gente estabeleceu um limite para o tempo de amamentação: 20min/cada seio. Passados os 40min, se a Alis ainda estivesse mamando a gente oferecia a mamadeira com NAN HA até ela estar satisfeita (“apagar”).

3. Mamadeiras MAM Ultivent: essa é de longe a melhor mamadeira que encontramos. Elas possuem um bico que imita o peito da mãe facilitando a vida do bebê que mama no peito e na mamadeira. Elas também são desmontáveis, facilitando (e muito) a limpeza, além de serem “auto-esterilizáveis” no micro-ondas. Nós tinhamos 3 mamadeiras, sendo uma delas da MAM. Inultilizamos as 2 que não eram da MAM e compramos mais 1 mamadeira da MAM. Até agora temos conseguido nos virar muito bem com 2 mamadeiras somente.

4. Arrotando o bebê: nem sempre os bebês arrotam após mamar e quando arrotam o mesmo costuma acontecer logo após a mamada. Ainda assim é importante manter o bebê “em pé” por um período de 15-30min após a amamentação, independentemente de ele ter arrotado ou não, para reduzir problemas de refluxo.

5. Dormindo de ladinho: para uma noite mais tranquila de sono (dos pais) é importante que o nenêm sempre durma de lado para que, caso vomite ou tenha refluxo, ele não se engasgue. Existem almofadas especiais de encosto para manter o bebê nessa posição. Também podem ser utilizados almofadas comuns e/ou mantas ou cueiros dobrados em forma de minhoca para apoiar o bebê.

Boa sorte!”

Realmente nasceu um pai… :)

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O inesperado

Eu estava pensando… é estranho…

Seu filho ou filha é o único ser que você provavelmente vai continuar amando mesmo quando ele(a) peidar no seu colo. Aliás… não só peidar, né? Ela está literalmente “cagando e mamando pra mim”! hahaha!

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